Diogo resolve!


Com golos de Diogo Gonçalves e de Diogo Jota, Portugal voltou às vitórias no apuramento para o Europeu de 2019 e passou o teste frente à Suíça com sucesso. O jogo até podia ter sido de grande tranquilidade, mas foi de sofrimento até ao fim, apesar da pouca ameaça contrária.

Mais a Suíça, mas também Portugal. De um lado e do outro, os treinadores quiseram surpreender nos desenhos. O de Rui Jorge, mesmo no 4x1x3x2, tinha variações interessantes, para além do facto de ser Eustáquio quem encostava mais na direta, como a ação de João Carvalho na missão de falso ponta-de-lança ou a atuação de Pedro Delgado à esquerda. O da Suíça com um sistema de três centrais para contrariar a ação ofensiva dos Diogos (Jota e Gonçalves), num 3x5x2 que perdia nos flancos para dar força no jogo central.

Nesta primeira batalha, Portugal ganhou. Notava-se algum desconforto psicológico inicial, com várias precipitações, mas o primeiro golo veio dar calma e segurança à seleção nacional, que praticamente ainda nada tinha feito para o conseguir.

A eficácia manteve-se à meia hora, até porque a Suíça não foi capaz de reagir bem ao golo de Diogo Gonçalves e não foi capaz de entrar no último terço com perigo: Oberlin, bem conhecido dos benfiquistas, era a exceção a colocar a defesa contrária em sentido.
Se Portugal estava pressionado pelo mau arranque na qualificação, a Suíça ainda mais. O 2x0 deu ainda mais conforto e o penálti que Diogo Jota sofreu tinha tudo para arrumar com o assunto. Só que João Carvalho atirou por cima.

Esse penálti falhado até podia nem ter influência, só que a Suíça marcou cinco minutos depois e, de um possível 3x0, o jogo passou para um perigoso 2x1, que intranquilizou a equipa. Nomeadamente Ferro, que falhou o corte nesse momento e que, nos seguintes, teve algumas dificuldades em se abstrair.

A ida aos balneários serviu para algumas correções táticas, mas não libertou totalmente a equipa portuguesa da pressão psicológica que tinha. Razão pela qual os 10 primeiros minutos foram de entrega total da bola ao adversário. Depois disso, o primeiro lance de perigo, que Eustáquio cabeceou por cima, e algumas alterações.

O tempo dizia que Portugal ia estar com o credo na boca se não conseguisse aproveitar os contra-ataques. Como aconteceu. Mas também ia dizendo que esta era uma Suíça incapaz de ter uma construção que incomodasse. Restava-lhe algum rasgo individual ou a força nas bolas aéreas.
Mas Portugal melhorou com o passar do relógio, cresceu no campo e evitou trabalho em demasia para Joel Pereira. No fim, a vitória não merecia qualquer contestação. E Portugal continua na luta.

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