Governo de Kim Jong-un considera praticamente inevitável um conflito militar com os Estados Unidos
"A questão agora é: quando é que a guerra rebentará?". Foi assim que um porta-voz do governo da Coreia do Norte reagiu esta quarta-feira ao exercício aéreo conjunto que os Estados Unidos e a Coreira do Sul iniciaram na segunda-feira, com o nome 'Vigilant Ace'.


Estas manobras militares têm previsto terminar apenas no próximo sábado dia 9 e foram organizadas após mais um disparo de um míssil balístico intercontinental por parte de Pyongyang, que revelou na altura que o mesmo tinha capacidade para atingir "qualquer parte do território norte-americano".



Esta quarta-feira o porta-voz do governo de Kim Jong-un reagiu então ao exercício aéreo de Estados Unidos e Coreia do Sul, considerando que a guerra entre os EUA e a Coreia do Norte é provável.

"Nós não desejamos uma guerra, mas não vamos esconder-nos de uma. E se os Estados Unidos testarem a nossa paciência e acenderem o fusível de uma guerra nuclear, nós certamente que faremos os Estados Unidos pagarem as consequências com a nossa poderosa força nuclear, que temos consistentemente fortalecido. Se os EUA não quiserem ser queimados até à morte pelo fogo que estão a gerar, será melhor comportarem-se com prudência e cautela", salientou o porta-voz norte-coreano, em comunicado, à Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC).


dn