Se as guerras dos browser são aguerridas e agressivas, as que envolvem os motores de pesquisa não são mais pacíficas. A prova disso foi a conquista das pesquisa no Firefox que a Yahoo conseguiu.


Mas esse cenário mudou e a Mozilla retomou a pesquisa a cargo da Google, o que parece ter originado uma nova batalha legal que coloca frente a frente velhos amigos. A Yahoo colocou a Mozilla em tribunal, que respondeu com um novo processo contra a Yahoo.









Este não será dos casos mais simples de julgar pois coloca frente a frente empresas que incumpriram as suas obrigações e que, por isso, foram penalizadas. É também um caso que dificilmente terá um vencedor lógico e direto.


A ação da Yahoo contra a Mozilla



Tudo começou quando, em 2014, a Mozilla e a Yahoo estabeleceram um acordo para fazer da segunda a pesquisa padrão no Firefox. A Mozilla acautelou-se e colocou no contrato uma cláusula que garantia o pagamento anual de 375 milhões de dólares adicionais caso a Yahoo fosse comprada. A maioria acreditava que isso era algo que não aconteceria, mas a verdade é que no ano passado o impossível aconteceu.


Como resultado de toda a confusão existente, a Mozilla resolve mudar o motor de pesquisa utilizado no Firefox Quantum, voltando para a Google. É daqui que nasce o primeiro processo, com a Yahoo a acusar a Mozilla de incumprimento do contrato estabelecido.





A defesa da Mozilla e do Firefox




Vendo-se acusada, e entendendo que de forma injusta, a Mozilla contra-atacou e abriu ela um processocontra a Yahoo, acusando-a de incumprimento de contrato e exigindo o pagamento dos 375 milhões anuais. A Mozilla defende-se com a necessidade de garantir o melhor para a sua marca e com a proteção dos seus interesses.



A verdade é que nenhuma das partes quer prescindir dos seus direitos e em particular a Mozilla não quer abdicar dos seus 750 milhões de dólares que pode receber da Yahoo. Há ainda que contar com o valor que poderá encaixar da Google com um possível acordo que faça a breve trecho.



Este parece ser mais um caso que não terá resolução no imediato. Ambas as partes têm argumentos fortes e interesses elevados que querem salvaguardar, protegendo-se e garantindo o melhor para si. Até lá, quem vai conseguir ficar bem é a Google já que, com os problemas da Yahoo, voltou a uma posição de destaque no Firefox.Mas esse cenário mudou e a Mozilla retomou a pesquisa a