Hidrogénio é o elemento mais comum do universo, mas por quê? Para responder a esta pergunta, “precisamos retornar o Big Bang”, aponta o professor de química da Universidade do Estado do Oregon (EUA), May Nyman.






O Big Bang criou os elementos da tabela periódica, as bases que constituem tudo no universo. Cada elemento tem um número específico de partículas subatômicas: prótons, nêutrons e elétrons.




O hidrogênio tem apenas um próton e um elétron (é o único sem nêutrons) e é o elemento mais simples do universo. Esse é um dos motivos da sua abundância, diz Nyman. Em estrelas, o átomos do hidrogênio se fundem para criar o hélio, o segundo elemento mais comum do universo. Mesmo assim, há dez vezes mais hidrogênio no universo do que hélio.




Já o oxigênio, o terceiro elemento mais comum, é cerca de mil vezes menos abundante que o hidrogênio. Em geral, quanto mais alto o número atômico de um elemento, menos frequente ele é.


No planeta Terra as coisas são um pouco diferentes. O oxigênio é o elemento mais comum por peso na crosta, seguido pelo silício, alumínio e ferro, de acordo com o HyperPhysics, site da Universidade Estadual de Georgia.


No corpo humano, o elemento mais comum é o oxigênio, seguido pelo carbono e hidrogênio. O hidrogênio tem várias funções importantes no corpo, como as ligações do DNA que o deixam encaracolado. No estômago e outros órgãos, ajuda a manter o pH correto, seja ele ácido ou básico, explica o professor. “Se o seu estômago ficar muito básico, será liberado hidrogênio. Se estiver muito ácido, o hidrogênio vai se ligar a alguma coisa”, exemplifica.





Outro fenômeno muito comum que pode ser explicado pela presença do hidrogênio é a flutuação do gelo na água. As ligações de hidrogênio afastam as moléculas de água congelada entre si, tornando o gelo menos denso que a água. “Normalmente, substâncias são mais densas quando estão sólidas do que líquidas. A água é a única substância que fica menos densa quando sólida”, destaca Nyman.


O hidrogênio também pode ser muito perigoso. Em sua forma gasosa, é muito inflamável. O terrível acidente do dirigível alemão Hinderburg em 1937 é um lembrete disso. [Live Science]