Numa altura em que facilmente tropeçamos em modas alimentares quase todos os dias e certezas nem sempre científicas sobre o que se come o que não se deve comer, está mais do que na hora de travar algumas das teorias mais descabidas do mundo da alimentação e nutrição.

Uma das teorias mais comuns do mundo da alimentação diz respeito às calorias, mais concretamente, à ideia de que as calorias são todas iguais. Ora, embora não seja recomendado contar toda e qualquer caloria que se ingere, importa saber de que tipo de caloria se trata, pois 100 calorias oriundas de uma fruta e 100 calorias de batatas fritas de pacote têm um impacto completamente diferente na saúde e forma física. Deste modo, o que há para destacar é que mais importante do que a quantidade de calorias é a qualidade das mesas, isto é, se são calorias de vitaminas e minerais ou calorias de hidratos de carbono refinados e açúcares adicionados.

Acreditar que a perda de peso é um processo linear é uma outra teoria completamente errada. Em primeiro lugar, cada pessoa tem o seu próprio organismo e metabolismo, o que, por si só, é já meio caminho andado para ter uma forma muito própria de perder peso, além disso, não é por se perder dois quilos numa semana que na seguinte irá acontecer o mesmo, tudo depende, lá está, de cada pessoa, do que come e da sua atividade diária. Ainda no que diz respeito à perda de peso, escreve a Women’s Health no seu site, é também comum pensar que a perda de peso depende mais do esforço do que da genética, o que não está totalmente correto, pois ambos os fatores são determinantes (podendo a genética e biologia ter um maior peso).

Olhar para os suplementos como aliados na perda de peso é também um erro, pois estes nada fazem quando se tem um estilo de vida desequilibrado. Mas tão mau ou pior do que isso é acreditar que, para perder peso, é preciso comer menos e exercitar mais. Não. O segredo do sucesso está numa equação de 80% alimentação e 20% exercício físico, se bem que a eficácia depende em grande parte dos alimentos ingeridos diariamente.

Pensar que a gordura é má e que os hidratos de carbono fazem engordar são também duas teorias recorrentes, mas ambas dependentes de um único fator: a qualidade do alimento. A gordura boa é fundamental para o organismo e pode mesmo acelerar a perda de peso, tal como os hidratos de carbono complexos. Quem opta por gordura saturada ou trans e por hidratos de carbono refinados irá, claro, ganhar peso ao invés de o perder.

Apesar de invadirem os espaços publicitários e estarem estrategicamente colocados nas prateleiras dos supermercados, os alimentos light pouco ou nada acrescentam à saúde, pois tanto podem ser nutricionalmente pobres, como camuflados de açúcares adicionados para devolver o sabor. Olhar para os alimentos light como uma boa opção é recorrente em quem faz dieta, mas este pode ser um dos erros que mais pesa na balança.

Na prática, o processo de perda de peso não é igual em todas as pessoas – está à mercê de intolerâncias, alergias, condicionamentos, rotinas, etc. -, mas uma coisa é certa: ler o rótulo e saber mais sobre o que se come e sobre o que compõe o alimento faz toda a diferença.

Procurar ajuda junto de um nutricionista e personalizar a alimentação ao máximo também é uma opção segura e eficaz.