O gigante asiático deu as boas vindas a 2018 com uma forte medida para combater a poluição atmosférica, que retira das linhas de produção mais de meio milhar automóveis com motores de combustão interna.








O presidente americano até pode dizer que o Aquecimento Global é uma mentira “vendida” pelos chineses às economias ocidentais, mas a verdade é que os próprios responsáveis por este país asiático estão a fazer um forte investimento para contrariar as alterações climáticas. E com mais uma forte demonstração disso mesmo logo no arranque do ano, pois a China entrou em 2018 a banir da produção um total de 553 automóveis com motores de combustão.




Embora se tratem principalmente de modelos com baixo volume de produção, e portanto sem impacto muito significativo no mercado, englobam já esta lista alguns automóveis nascidos das joint-ventures criadas entre os fabricantes locais e marcas estrangeiras como a Audi, Mercedes e Chevrolet.




A informação sobre esta medida (e alguns indicam que é apenas a primeira de muitas normativas de proibição deste género a surgir nos próximos tempos) foi confirmada pelo próprio China Vehicle Technology Service Center em declarações à Bloomberg, e integra um plano para a melhoria do ambiente neste país. Uma alteração de paradigma, cuja medida mais impactante foi o anúncio do plano para eliminar progressivamente os veículos com combustíveis fósseis, mas que inclui também objetivos como a redução da utilização de carvão neste país.




O resultado desta aposta, para resolver os crónicos problemas de smog, está já a ser visível, pois no último ano a capital do país vai alcançar o maior aumento na qualidade do ar dos últimos nove anos, uma evolução positiva de quase 20%. Algo que em parte resulta de condições atmosféricas mais favoráveis, mas onde também já começam a surgir os efeitos dos esforços ecológicos na luta contra o aquecimento global.