Julio Brant cita base e critica decisões da atual gestão do Vasco

A política do Vasco da Gama segue sem um presidente para a nova gestão do clube. Enquanto as eleições seguem na justiça por conta da polêmica envolvendo a "Urna 7", os candidatos seguem atuando nos bastidores para a definição mais rápida possível.

Nesta sexta-feira (12), o candidato da oposição Júlio Brant concedeu entrevista coletiva para explicar as denúncias de que o clube está sofrendo saques de equipamentos. O dirigente revelou que fez uma queixa na delegacia, em São Cristovão, e prometeu que todos os envolvidos, em caso de confirmação, serão punidos.

"Hoje de manhã (sexta-feira) fomos a delegacia para fazer uma queixa sobre esses fatos (saques), que fiquei sabendo pelas redes sociais. Precisamos que a delegacia de crimes da internet faça esse acompanhamento. Fomos atendidos e já tem policiais em São Januário para averiguar o caso. Pode ter certeza de que, se for confirmado esse saque, vamos cobrar as punições na Justiça de todos os envolvidos", disse Julio Brant.

O candidato a presidência ainda levantou a questão de negócios feitos pela atual gestão do clube, como vendas e parceiras com investidores. Segundo Brant, até as categorias de base estão sendo afetadas com essa indefinição política que permeia o Vasco.

"A gente está vendo algumas vendas de jogadores, empresários que foram chamados para renovar contratos por salários fora da realidade da nossa categoria de base, aumentando seus ordenados. Vamos fazer de tudo para que a nossa base tenha uma estrutura digna, mas isso é algo maldoso da parte de quem lá está", ressaltou o dirigente.

Questionado sobre as eleições para presidência, Julio Brant revelou que tentou contatos com Eurico Miranda para que houvesse uma transição de gestão benéfica para o Vasco. Porém, o candidato não poupou a atual diretoria de críticas e prometeu ir à justiça pelo bem do clube.

"A preocupação deles (atual diretoria) não é com o Vasco, mas em inviabilizar a próxima gestão. Fizemos de tudo para que houvesse uma transição pacífica entre as partes. Pensamos até em fazer uma cláusula de confidencialidade, para que ficasse em segredo", disse Brant.

Jornal do Brasil