Simon Bramhall, de 53 anos, queimou as iniciais em dois doentes durante cirurgias. Marcas foram descobertas por um colega, que o denunciou







O cirurgião que gravou as iniciais no fígado de dois doentes durante uma operação no Reino Unido foi condenado a uma pena de 12 meses de trabalho comunitário e ao pagamento de uma multa de 10 mil libras, cerca de 11 mil euros.



Segundo o The Guardian, Simon Bramhall, de 53 anos, usou um instrumento cirúrgico utilizado para estancar hemorragias para gravar as letras SB no fígado dos doentes que estava a operar, no final da intervenção. As cirurgias ocorreram a 9 de fevereiro e 21 de agosto de 2013 e, quando foi descoberto por um colega - um dos doentes precisou de voltar a ser operado - Bramhall foi suspenso do cargo que ocupava no hospital Queen Elizabeth, em Birmingham.



O médico acabaria por se demitir no verão seguinte, na sequência da abertura de um processo disciplinar interno. Na altura, falou à imprensa e admitiu que gravar o nome no fígado dos doentes em cirurgia tinha sido um erro.




Em tribunal, o procurador disse que uma das vítimas do cirurgião tinha ficado a sentir-se violada e com sequelas a nível psicológico. As marcas no fígado não punham a vida dos doentes em perigo e iriam desaparecer com o passar do tempo se não tivessem sido descobertas.



O juiz ordenou ainda ao médico que cumpra 120 horas de voluntariado, dizendo ao réu: "Ambas as cirurgias foram longas e difíceis. Aceito que em ambas as ocasiões estivesse cansado e stressado e aceito que isto possa ter afetado o seu raciocínio.



Esta conduta nasceu de arrogância profissional de tal magnitude que degenerou em comportamento criminoso", sublinhou. "O que fez foi um abuso de poder e uma traição da confiança que estes pacientes tinham em si".




O médico acabou por ser admoestado pelo organismo equivalente à Ordem dos Médicos no Reino Unido, estando agora a trabalhar para o serviço nacional de saúde britânico em Herefordshire.


dn