O físico britânico Stephen Hawking, cujo trabalho na área da relatividade e dos buracos negros se destacou, morreu esta quarta feira, aos 76 anos de idade, na sua casa em Cambridge

"Estamos profundamente tristes com a morte, hoje, do nosso adorado pai. Foi um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado permanecerão por muitos anos", escreveram os filhos do cientista, Lucy, Robert e Tim, num texto divulgado pelas agências noticiosas.

No texto, os filhos de Stephen Hawking acrescentam que a sua coragem e persistência, assim como a sua inteligência e humor inspiraram pessoas por todo o mundo.

Também a Universidade de Cambridge destaca esse papel inspirador, dizendo que o físico foi "uma inspiração para milhões" de pessoas e que deixa no mundo "um legado inesquecível".

Stephen Toope, vice-reitor da instituição, na qual trabalhava Hawking, disse que o reputado professor foi um "indivíduo único", que será recordado com carinho, não só pela universidade, mas por todo o mundo.

"As suas contribuições excecionais para o conhecimento científico e para a popularidade da ciência e das matemáticas deixaram um legado inesquecível", acrescentou o responsável.

Por cá, a agência Lusa recolheu a reação do físico Carlos Fiolhais, que lamentou a morte de Stephen Hawking, considerando que este é um dos grandes cientistas do "nosso tempo, que ousou enfrentar grandes mistérios e que deixa pistas para o futuro".

"É uma figura de referência para todos nós. É um exemplo de alguém que consegue exercer a capacidade do seu cérebro apesar de todas as limitações do seu corpo (...) É alguém que ousou enfrentar grandes mistérios, como o início do Mundo, o 'Big Bang' e os buracos negros", destacou à Lusa Carlos Fiolhais.

O professor da Universidade de Coimbra destacou o trabalho de Stephen Hawking nas áreas da cosmologia do universo na sua grande extensão.

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