Idosa nasceu no século XIX e é descrita pelo governo russo como a mais velha do mundo. Porém, não é possível verificar a veracidade dos documentos apresentados.



Koku Istambulova nasceu a 1 de junho de 1889 e, em maio de 2018, garante não ter tido um dia na sua (longa) vida que pudesse descrever como feliz.

“Não tive um único dia feliz na minha vida”, diz a mulher que vive atualmente numa pequena aldeia da Tchetchénia, na Rússia, e que viu o governo russo torná-la pública devido à sua idade.

Os documentos revelados à imprensa corroboram a versão do governo, o que significa que Koku já tinha 55 anos quando a Segunda Guerra Mundial terminou e 102 quando a União Soviética desapareceu.

“Eu sobrevivi à guerra civil russa, à Segunda Guerra Mundial, à deportação da nossa nação (Tchetchénia) em 1944 e a duas guerras tchetchenas”, recorda.

Citada pelo jornal britânico The Sun, a idosa diz que sempre trabalhou “arduamente” ao longo da sua vida, razão pela qual está “cansada”.

“Uma vida longa não é, de todo, um presente de Deus para mim, mas sim uma punição”, confessa.

Familiares de Koku contaram que a sua última filha a morrer faleceu em 2013 com 104 anos.

Aos 128 anos, a idosa é capaz de andar, falar e alimentar-se sem ajuda. Porém, a visão começa a falhar, o que a deixa ainda mais triste e ansiosa pelo fim da vida.

De referir que, embora o governo russo alegue a idade da idosa com base na pensão que lhe é atribuída, a verdade é que não é possível assegurar que os dados sejam verdadeiros, pois os primeiros documentos de Koku perderam-se durante a segunda guerra civil tchetchena, entre 1999 e 2009.

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