Exclua as situações em que mal se consegue levantar da cama e o seu único desejo é que o almoço se prepare sozinho. A questão que aqui se levanta tem a ver com os estados gripais em que se sente apto para treinar mas fica na dúvida acerca do mal que o exercício possa fazer ao seu sistema imunitário.



Está focado no seu treino, e até está a ter sucesso em garantir os quatro treinos por semana sem falhar… até que acorda com um estado gripal de olhos vermelhos, espirros e pingo no nariz. Se deve ou não manter o plano de treino, dependerá da intensidade dos exercícios que pratica.

À partida, o treino não irá afetar o seu sistema imunitário por isso, principalmente para quem treina com regularidade, deve continuar a fazê-lo quando assume um estado gripal. Diz Bruce Barret, professor de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, que muitas das infeções a que o ser humano está sujeito são assintomáticas e por isso é bastante provável que já tenha treinado quando o seu sistema imunitário não está a 100%. Com base nisso, o especialista questiona: “Só porque consegue treinar, deve fazê-lo?”

A questão ainda não foi alvo de estudo, mas os médicos sabem que recomendações apontar nestes casos. Para Michael Gleeson, professor de bioquímica do exercício, deve-se seguir a regra de “abaixo do pescoço”, ou seja, se sente apenas sintomas do pescoço para baixo, pode treinar em ritmo moderado. Pelo contrário, se sente dores no peito ou dores nos joelhos, por exemplo, evite o treino.

A regra mais generalizada entre especialistas tem a ver com a intensidade que deve ser sempre moderada no caso de quem treina com sintomas de doença, pois vai se sentir cansado mais depressa, já que o corpo fará um esforço maior para os mesmos exercícios para o qual normalmente tem maior resistência.

Por último, sempre que está saudável, mantenha um ritmo de treino ativo e fortaleça desta forma o seu sistema imunitário: se se precaver, as situações em que se sente doente passarão a ser menores.

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