De um lado, está o argumento de que os cães são fiéis e leais ao seu dono em qualquer situação ao contrário dos gatos que são interesseiros e fazem o que querem. Na visão contrária, defende-se que os gatos têm mais personalidade do que os cães, que seguem o dono cegamente, e que sim, também os felinos têm sentimentos.

No meio estão todos aqueles que acolhem tanto um como o outro animal, mas em bom cliché, é assim que se separam as opiniões e são entre os defensores destas ideias mais extremas que a ciência dá azo a uma eventual discussão acesa ao afirmar que os cães são mais inteligentes que os gatos.

A ‘perigosa’ afirmação surge de um estudo que se baseou na análise cerebral de oito animais carnívoros (cão, gato, furão, guaxinim, hiena, leão, urso pardo e mangusto, que é da família dos suricatas).

Numa tentativa de qualificar algo tão relativo como a inteligência em animais racionais, os cientistas quantificaram a quantidade de células cerebrais e de neurónios no córtex cerebral, este último, capaz de prever a habilidade de cada animal em prever num ambiente que não lhe é novidade.

Em termos de neurónios, aponta-se que os cães tenham mais de o dobro do que os gatos, uma informação que contraria passados estudos, em que a densidade neuronal havia apontado o contrário. Com o atual estudo, fica então provado que os cães têm maior capacidade biológica para realizar tarefas mais complexas além de uma maior habilidade flexível.

Os autores do estudo não deixam no entanto de ressalvar que os gatos são muito difíceis de estudar já que, como se sabe, é um animal difícil de controlar e que faz ‘o que quer’.
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