A maioria dos amantes do fitness crê que se após o treino não estiver a suar profusamente, ofegante, a tremer e a mal conseguir andar é porque não fez o suficiente.

Todavia, e de acordo com o especialista canadiano em fitness e em artes marciais, Firas Zahabi, em declarações à publicação The Independent, esforçar o corpo até ao extremo não é de todo benéfico.

Zahabi salienta que ao invés da intensidade, o foco deve ser a consistência.

“Creio firmemente que não devemos sentir-nos doridos – mas sim treinar, acordar no dia seguinte e sentirmo-nos bem”, explicou.

Tal aplica-se segundo o especialista para quem nunca treinou antes e para quem o faz regularmente.

“Por exemplo, digo a um cliente meu para fazer 20 flexões em vez de 10, com muito esforço ele consegue realizar o exercício. Porém, e entretanto, o mais certo é não treinar no dia seguinte, ou no outro e quem sabe no outro...”.

“Prefiro que faça apenas 10 flexões, porque quero que aquele indivíduo volte amanhã, e depois, e ainda no dia que se segue – de modo que é preferível ir aumentando aos poucos a carga das máquinas, a intensidade e quantidade dos exercícios. Hoje fazemos 10 flexões, amanhã 11 e depois 12...”, afirmou Zahabi.

Ou seja, o PT considera que treinar em demasia e até à exaustão reduz de facto a quantidade de tempo de prática de atividade física, porque dessa forma o corpo necessita de mais tempo para recuperar.

“O exercício produz energia”, refere Zahabi. No entanto, explica que assim que os níveis de endorfinas e de energia aumentam, deve-se parar. “Não puxe para além dos seus limites, quando já não sente os membros e se sente arrasado. Não ultrapasse essa linha vermelha, porque a longo prazo nunca conseguirá manter esses níveis de treino”, alertou.

Finalizando: “Quando estiver no ginásio tente alcançar um nível ideal de desafio moderado, sem que se sinta aborrecido ou ansioso”.

IN:NM