Em outubro de 1958, Boyne Johnson, na altura na casa dos 20 anos, saiu do Banco Imperial do Canadá, em Ottawa, onde trabalhava, com 260 mil dólares.

Conta a Fox News, que o jovem terá retirado o dinheiro do cofre numa sexta-feira, pois sabia que os outros funcionários não costumavam contar o dinheiro naquele dia. Pôs um temporizador no cofre para que este não fosse aberto até à segunda-feira seguinte e saiu. Mais tarde nesse dia levou a mãe e a mulher a jantar e fugiu da cidade.

Andou por várias cidades dos Estados Unidos, Detroit, Los Angeles, Salt Lake City e Denver. Até que nesta última cidade acabou por ser apanhado num clube noturno, onde, ao comprar cinco garrafas de champanhe a várias mulheres, acabou por ser reconhecido por uma das empregadas. No panfleto que anunciava que era procurado pela polícia era descrito como "bebedor de champanhe que aprecia a companhia feminina" e um "habitué de clubes noturnos" e a funcionária rapidamente o identificou.

Boyne foi condenado a quatro anos de prisão, mas acabou por sair em liberdade condicional em 1960.

Sessenta anos depois, em agosto deste ano, voltou à cena do crime. O local onde antes era o banco transformou-se entretanto num restaurante e um amigo seu fez uma reserva e fez questão de o levar lá.

Almoçaram, beberam e Boyne mostrou ao amigo e ao dono do estabelecimento onde era antigamente o cofre - na adega. O local onde acharam apropriado beber uma taça de champanhe e partilhar as histórias da sua fuga e das compras avultadas que foi fazendo (que incluíam um Corvette).

Apesar de tudo, Boyne admitiu que roubar o banco valeu a pena porque o fez dar mais valor à vida e à liberdade.

O dinheiro que levou valeria hoje em dia cerca de 2,2 milhões de dólares (cerca de 1,9 milhões de euros).
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