O presidente da NOS, Miguel Almeida, acusou ontem a Nowo de "falta de ética" na negociação dos conteúdos da Eleven Sports, tendo em conta que esta "tem acesso em condições benéficas" aos conteúdos da NOS, mas fecha as porta ao acesso à Liga dos Campeões.

A Altice Portugal (dona da MEO), NOS e Vodafone disseram, também, não compreender a razão pela qual a antiga Cabovisão não fecha acordos com eles. "É muito surpreendente esta linha e a atuação da Nowo. Achamos que isto é, no mínimo, uma falta de ética corporativa. E vamos agir em conformidade", disse Miguel Almeida, no último dia do 28º congresso da APDC, em Lisboa.

Os operadores disseram ter apresentado várias propostas à Nowo para poderem transmitir o canal da Eleven Sports, cujos direitos de distribuição foram vendidos à antiga Cabovisão. Mas a operadora não apresentou contrapropostas. "É um tema em que, mais uma vez, quem fica a perder é o consumidor", sustentou Alexandre Fonseca, presidente da Altice.

As três operadoras aproveitaram ainda o debate para tecer duras críticas ao presidente da Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações, João Cadete de Matos, que na sua intervenção lamentou não "ter uma cadeira no debate" porque os "operadores preferem debater entre eles".

Miguel Almeida falou numa Anacom "irritada" que "está contra os operadores", enquanto Mário Vaz, da Vodafone, fez questão de lembrar que "o setor das comunicações é muito mais do que a regulação". Já Alexandre Fonseca disse que "o regulador representa o Estado. E o Estado exige uma posição séria e de dignidade.

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