Tendo em conta a evolução da espécie humana há um consenso entre a comunidade científica que o consumo de carne permitiu o crescimento volumoso do cérebro e da capacidade mental. Noutras palavras, comer carne tornou-nos aquilo que somos como espécie racional.

Dado a importância da carne para a história da humanidade e a relevância que as dietas à base de vegetais e plantas têm ganho recentemente, é normal que se pergunte o que pode acontecer ao seu corpo se deixar de comer carne por completo. Bem, não se interrogue mais.

A inflamação diminui

“Os produtos animais contêm compostos inflamatórios, tais como gorduras saturadas e endotoxinas”, explica o dietista norte-americano Jim White em declarações à publicação Tonic. Comparativamente, refere White, os regimes alimentares assentes em plantas são naturalmente anti-inflamatórios, devido ao seu alto teor em fibra e antioxidante, o que por sua vez reduz o risco de contração de inúmeras doenças – desde cancro, a diabetes ou patologias do coração.

White menciona ainda um estudo que demonstrou que as dietas vegetarianas resultam numa diminuição da proteína C reativa, um indicador de inflamação no organismo.

Poderá ter um défice de certas vitaminas e minerais

“Não comer carne requer que preste mais atenção a certos nutrientes”, alerta a nutricionista Marisa Moore também em declarações para a Tonic. Moore saliente que deve ter sobretudo em atenção o surgimento de possíveis carências de vitamina B12, ómega 3 e ferro.

O microbioma altera-se

O microbioma é a palavra usada para descrever os triliões de microorganismos que vivem no corpo humano e que são fundamentais para a manutenção da saúde. Estes organismos produzem nutrientes importantes que protegem o sistema imunitário e mantêm o trato digestivo saudável. Protegem ainda de patologias como a obesidade, diabetes, arteriosclerose, condições auto-imunes, doença do fígado ou doença inflamatória do intestino.

“O consumo de carne instiga as bactérias presentes no intestino para que produzam uma substância que o fígado por sua vez converte noutra substância tóxica – conhecida por TMAO – e que aumenta o colesterol, a propensão em contrair doenças do coração e fragiliza o microbioma, comparativamente aos efeitos mais positivos associados à ingestão de dietas vegetarianas ou vegans”.

Há provas científicas de que poderá viver mais tempo

Ao nível do ADN, há evidências que apontam que as dietas à base de plantas desaceleram o processo de envelhecimento e diminuem igualmente o risco de doença. “As dietas vegetarianas alongam os telómeros, localizados nas pontas dos cromossomas e que são responsáveis por estabilizar o ADN, o que por sua vez faz com que as células e os tecidos envelheçam mais lentamente”, diz White. Referindo ainda que os telómeros de menor dimensão estão associados à ocorrência de mortes prematuras.


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