A Independência de Portugal ou Restauração de Portugal (1640-1668), foi um processo que buscava a autonomia portuguesa, após sessenta anos de União Ibérica (1580-1640).

A União entre as coroas não teve a aprovação homogênea de ambos os lados desde seu início. Em Portugal, houve uma grande rejeição popular, porém também existiu o interesse de alguns grupos da nobreza, clero, burguesia e comerciantes por uma economia mais estável e um exército eficiente. Em Espanha, existia a preocupação de um poder tirano e a necessidade de um enfrentamento mais direto nos negócios de domínio espanhol.

Os primeiros descontentamentos de Portugal com esta União, tiveram início com a ascensão de Filipe II ao trono, tendo como argumento sua ilegitimidade consanguínea e o não cumprimento de algumas cláusulas do acordo que fez perante as Cortes de Tomar em 1641.

O período de Restauração teve base no apoio de nobres e aristocratas, que vinham se organizando desde 1638 contra as políticas de descentralização e neutralização, administradas pelo duque de Olivares.

O novo rei não foi aclamado como o esperado e ainda teve que encarar a desconfiança do povo, que aguardava o retorno do encoberto, que libertaria os portugueses do julgo espanhol. Porém, foi o messianismo Bragantino que acabou sendo utilizado para legitimar a aprovação de D. João IV, baseado na lealdade dos nobres e na nova dinastia que descendia de D. Manuel. Acompanhada do surgimento do nacionalismo na figura do Quinto Império, relacionando as glórias do passado e vitórias do futuro.

Em meio a essas divergências internas, D. João IV buscava traçar uma política externa de aliança com os países inimigos da Espanha. Neste período, o enfrentamento entre espanhóis e portugueses para a manutenção do poder se estendia pelos domínios que ambos possuíam no ultramar, além de outras mais conhecidas como Guerra Luso-Holandesa, encerrada em 1663, e a Guerra dos Trinta Anos, encerrada em 1648. O fim à monarquia dual da dinastia filipina terminou com o Tratado de Lisboa em 1668

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