Se por um lado, a pneumonia tem tendência a manifestar os primeiros sintomas no período da tarde e os ataques de asma estão mais propensos a ocorrerem à meia noite, por outro lado, os ataques cardíacos na sua maioria manifestam-se logo de manhã.



Os especialistas explicam que as respostas do sistema imunitário do ser humano são controladas pelo relógio interno que regula o corpo 24 horas sob 24 horas – ou pelo ritmo circadiano.

E como tal diferentes condições e doenças têm uma maior propensão para se manifestarem a diferentes horas do dia.

O ritmo circadiano funciona como pano de fundo no organismo, regulando o estado de sono e de alerta em intervalos regulares, nomeadamente o ciclo dormir/acordar.

Como tal uma equipa de investigadores suíços analisaram estudos em roedores e concluíram que o sistema imunitário responde ao ritmo circadiano. E que por esse motivo certas doenças estão mais propensas a manifestarem-se em determinados horários.

Os ataques cardíacos: ocorrem mais de manhã

Os dados apurados, publicados no periódico científico Trends in Immunology, revelaram que os ataques cardíacos são mais comuns logo de manhã, nomeadamente entre as seis e as sete da manhã – mas, que por sua vez quando ocorrem à noite tendem a ser mais severos.

De acordo com o novo estudo, estes eventos cardiovasculares são mais comuns neste horário porque é quando o nível da proteína responsável por retardar a degradação de coágulos de sangue, o ativador do plasminogênio inibidor-1 (PAI-1), atinge o seu pico.

"Os dados apurados sugerem que o relógio biológico contribui para o aumento do risco de eventos cardiovasculares durante a manhã", disse Frank Scheer, autor do estudo. "O que descobrimos indica que o sistema circadiano humano causa o pico da proteína pela manhã, independentemente do comportamento ou das influências ambientais", completou Steven Shea, que também participou do estudo.

Os investigadores ainda explicaram que este estudo estabeleceu o controlo circadiano da PAI-1 em indivíduos saudáveis e que futuras pesquisas são necessárias para se aplicar a indivíduos vulneráveis, como portadores de obesidade, diabetes ou de doenças cardiovasculares.

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