Isto porque, e segundo uma reportagem divulgada pela BBC, se a maioria da população está imunizada (cerca de nove em cada 10), a maioria das doenças não podem ser disseminadas mesmo que um grupo pequeno não se vacine.

Ainda assim devido aos indíviduos que optam por não se vacinar, incluindo os seus filhos, estão agora a surgir no mundo cada vez mais surtos de doenças, muitas das quais que haviam sido praticamente irradicadas.

O corpo humano é feito para nos proteger, quando é acometido por uma doença, sendo que o nosso sistema imunitário cria anti-corpos para se defender. Porém, a batalha é longa e quando a luta termina os anti-corpos já ficam preparados para aniquilar essa patologia caso volte a qualquer momento da vida.

Ao tomar uma vacina, o corpo recebe uma dose mais fraca ou morta da doença. Essa dose não oferece risco. Assim, o organismo fica devidamente preparado para combater a patologia se esta aparecer.

'Imunidade de rebanho'

Trata-se de uma expressão vulgarmente conhecida no universo da medicina e da ciência que se refere quando o efeito da vacina ocorre de forma indireta, ou seja quando um grupo que não foi imunizado fica ainda assim protegido. O que significa é que o grupo de indivíduos vacinado e protegido do 'ataque' de possíveis vírus, acaba por cercar o grupo de pessoas que optou por não aderir à vacinação, protegendo-os dessa forma.

O que por sua vez reforça o argumento de que se a maioria da população estiver vacinada as doenças não são disseminadas. Sendo que se um grande número de pessoas optar pela não imunização o conceito de 'imunidade de rebanho' deixa de funcionar. Atualmente, o mundo está bem abaixo do índice mundial ou seja essa 'imunidade de rebanho' não está a ocorrer.

O risco de não vacinação afeta sobretudo os bebés, os idosos e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido (como é o caso de doentes oncológicos, insuficiência renal, anemia, com SIDA ou afetados por outras doenças debilitantes).

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