Novas frequências TDT: teste-piloto no emissor de Odivelas

A mudança começa com um teste-piloto na zona de Odivelas, a 27 de novembro, realizado pela MEO. Existem 3 centros emissores no concelho de Odivelas: Odivelas Centro, Serra da Amoreira e Póvoa de Santo Adrião. Mas o teste-piloto restringe-se a Odivelas Centro. Com a intervenção, a emissão será feita no canal 35 (em vez do atual canal 56) e poderá afetar quase todo o concelho de Odivelas, mas também residências nas freguesias de Lumiar, Carnide e Santa Clara, em Lisboa, e Encosta do Sol, na Amadora.

Depois do teste-piloto, o processo global de adaptação de frequências inicia-se no sul do território continental, no final de janeiro ou início de fevereiro. Nos meses seguintes vai prosseguindo para o norte de Portugal, onde deve chegar na altura da primavera. Na fase final estarão as regiões dos Açores e Madeira. Tudo terá de estar concluído até 30 de junho de 2020.

Estas intervenções costumam demorar horas, mas o sinal ficará indisponível para o utilizador apenas durante alguns minutos. A MEO irá socorrer-se de emissores portáteis que vão garantir a emissão durante a intervenção no emissor de Odivelas Centro. Esses emissores portáteis vão, depois, ser usados durante todo o processo global de adaptação de frequências no território continental e ilhas para minimizar os tempos de interrupção do serviço.

Como se processa a mudança

A MEO desliga o emissor de Odivelas Centro e os utilizadores com as antenas direcionadas para este emissor ficam com o ecrã negro; é ligado o emissor portátil e, no espaço de minutos, a imagem volta, no mesmo canal 56);
passadas algumas horas e terminada a intervenção no emissor, é desligado o emissor portátil; o emissor principal é ligado já a emitir na nova frequência (canal 35, no caso de Odivelas); o utilizador deve fazer nova sintonia de canais para voltar a ter receção de sinal TDT.

As equipas da MEO estarão no terreno alguns dias após a intervenção para prestar o apoio local necessário. Este teste vai servir para verificar a eficácia das campanhas de comunicação e informação planeadas, muito focadas na comunicação de proximidade.

Estão a ser feitos protocolos com câmaras municipais e juntas de freguesias. No caso do teste-piloto, por exemplo, há um protocolo com a câmara de Odivelas e serão projetados vídeos explicativos na rede de transportes públicos. Estão ainda planeadas sessões de esclarecimento locais, distribuição de folhetos e cartas da Anacom com o folheto informativo nas caixas de correio. Poderá também haver cartazes nas autarquias e nos espaços públicos e a publicação da informação da Anacom em vários sites (por exemplo, nas redes sociais das câmaras municipais). Também está prevista uma carrinha que dará apoio local e que vai percorrer as várias zonas onde decorrerão as alterações de frequência.

Ainda não está garantida a divulgação deste processo na televisão, nos canais que estão na TDT. Até ao momento, apenas o Canal Parlamento já se comprometeu a divulgar a informação. Os restantes 3 canais (RTP, SIC, TVI) poderão ter a informação da zona onde está a ser feita a alteração de frequência em rodapé, mas, pelo que conseguimos apurar, ainda não existem acordos estabelecidos.

A Anacom criou uma linha telefónica gratuita de apoio dedicada à TDT, em coexistência com a atual da MEO, a funcionar desde 15 de novembro (800 102 002, das 9 h às 22 h). Quando a solução não se consegue por via telefónica, é encaminhada para técnicos da Anacom que se deslocam a casa da pessoa para ajudar a sintonizar de novo os canais de forma gratuita.

Os mesmos equipamentos, mas nova sintonização

O roteiro nacional de libertação da faixa dos 700 MHz prevê a adoção do cenário mais simples de migração: mantém-se a tecnologia atual (DVB-T MPEG4) e não se estabeleceu qualquer período de transmissão simultânea (simulcast). Significa que cada estação emissora será desligada para que se possa proceder à alteração da frequência e restantes ajustes necessários, sendo ligada logo de seguida, já a emitir na nova frequência. Na grande maioria dos casos, vai implicar apenas uma sintonização da nova frequência. Não será necessário comprar equipamentos, nem reorientar as antenas ou aderir a serviços de televisão. Se for aliciado para tal, denuncie.

De acordo com a Anacom, esta mudança não põe em causa nem inviabiliza qualquer solução que se venha a adotar para o futuro alargamento da oferta da TDT em Portugal. Neste cenário, continua também a existir capacidade disponível na rede para poderem ser criados dois novos canais em sinal aberto, em definição standard, tal como acontece atualmente – o que fará subir a contagem de canais em sinal aberto para 9.

Roteiro nacional do processo de migração

A mudança vai ser feita por regiões, de acordo com o planeamento divulgado pela Anacom.



Algumas das regiões vão dispor de duas frequências. Uma das mudanças, em relação ao inicialmente previsto, foi a manutenção da atual rede overlay MFN. Embora pouco eficiente do ponto de vista de eficiência espetral (são alocados mais canais de emissão), serve para evitar a necessidade de reorientações de antena por parte de quem já está a usar os emissores em overlay. Na prática, nestas regiões, apenas o emissor principal, que hoje usa a frequência alternativa, vai manter a frequência atual.

A situação atual (canais adicionais ao Canal 56, que cobre a totalidade do território, onde há cobertura TDT):