Um novo estudo, publicado no periódico científico JAMA Internal Medicine, acompanhou mais de 450 mil pessoas em dez países europeus entre 16 a 19 anos e constatou que aqueles que bebiam dois ou mais refrigerantes por dia tinham um maior risco de morte, comparativamente àqueles que restringiam o consumo para menos do que um copo por mês.


No início do acompanhamento, nenhum dos participantes sofria de cancro, diabetes, problemas cardíacos ou havia sofrido um derrame. O estudo mostrou que quem consumia dois ou mais copos de refrigerantes que não eram 'diet' por dia apresentava um risco mais elevado de morrer no decorrer de problemas digestivos, enquanto que aqueles que ingeriam a mesma quantidade de refrigerantes diet tinham um maior risco de morrer de doenças cardíacas.

Mas, qual é a relação entre refrigerantes adoçados com açúcar e problemas digestivos? Segundo explica à CNN a professora do curso de medicina da Emory University (EUA), Sharon Bergquist, “evidências experimentais sugerem que um alto teor de açúcar no sangue e o consumo elevado de açúcar podem prejudicar a barreira intestinal”. Tal provoca a inflamação do intestino, altera a flora intestinal e aumenta a chance de surgirem infecções no órgão.

O estudo não só contabilizou a ingestão de refrigerantes tradicionais com sabores cola, laranja e uva, mas também refrescos e xaropes de frutas, como o xarope de groselha e outros sabores. Neste estudo, cada copo foi considerado como 250 ml. Uma lata normal de refrigerante costuma ter 355 ml.

Já a alta quantidade de refrigerantes consumida, independente do tipo, está associada ao aumento de risco de doença de Parkinson, mas não de Alzheimer ou cancro.


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