O Governo vai reavaliar a questão do concurso de novos canais privados da TDT, que previa a atribuição de duas novas licenças aos operadores privados na TDT, um temático na área de informação e outro desportivo.

“A nossa vontade de ocupar o espaço existente no primeiro multiplexer [bolsa de canais] da TDT é absoluta e total, ou seja, não faz sentido haver esse espaço e ele não ser ocupado”, afirmou Nuno Artur Silva, secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media.

A oferta da televisão digital terrestre “deve ser completa, aquilo que aconteceu é que houve, por um lado, um certo impasse na negociação da Altice [que gere a TDT] em relação a esta plataforma”, apontou esta segunda-feira no Parlamento, citado pela Lusa. “E agora, mais recentemente, uma mudança no panorama televisivo que é conhecido não só em termos nacionais, com a situação da TVI [que está a ser comprada pela Cofina], mas também em termos internacionais, com o aumento das ofertas de streaming”.

“Parece-nos, e isso tem tido o acordo de todas as pessoas com quem temos falado, que esta nova situação dos media em Portugal e no mundo merece uma reavaliação da oferta da TDT em relação a esses dois canais”, considerou Nuno Artur Silva que assegura, citado pela Lusa, que “essa reavaliação será rápida”.

Em Junho de 2016, o Conselho de Ministros aprovou o alargamento da oferta da TDT, o que previa dois canais da RTP sem publicidade e outros dois para os privados, estes últimos atribuídos mediante concurso. As emissões da RTP3 e da RTP Memória na TDT arrancaram a 1 de Dezembro desse ano.


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