Uma mãe recebeu "sentidos pêsames" e foi convidada pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve a rezar pelo filho por ter falecido na pediatria. Mas o menino, de dois anos, está vivo.

"É surreal que digam a uma mãe que o filho está morto. Erros destes são grosseiros e não podem acontecer", disse Sandra Portela, ao JN.

A indignação é ainda maior por esta ter sido, no espaço de uma semana, a segunda situação insólita, protagonizada pela CHUA, a envolver mãe e filho. Na semana passada, numa ida às urgências de pediatria, Sandra Portela foi informada que o menino constava nos registos do hospital como tendo morrido no dia 22 de janeiro. Como a criança foi assistida, julgou que a situação tinha sido ultrapassada, mas esta sexta-feira recebeu uma carta do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) que a deixou "incrédula".

"Porque foi nesta instituição hospitalar que o vosso ente querido passou os últimos momento da sua existência, vimos convidar-vos a rezar connosco por ele", pode ler-se na carta dos Serviços de Assistência Espiritual e Religiosa do CHUA, a que o JN teve acesso. Antes do convite, apresenta os "sentidos pêsames" aos familiares.

Incrédula com mais esta situação, Sandra apresentou queixa na PSP. "Da primeira vez, apanhei um enorme susto. Quando estava a fazer a inscrição nas urgências de pediatria devido a uma otite, disseram-me que estava registado com óbito desde dia 22 de janeiro. Fiquei sem chão por momentos mas, como o meu filho estava comigo e foi assistido, deixei passar. Mas a carta é a gota-de-água", acrescentou.



O CHUA assume que se tratou de um erro de registo no momento da alta clínica e que foi corrigido no sistema no dia da nova admissão. Quanto à carta, explica que foi enviada antes de se detetar o engano e já pediu desculpa à família.


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