Com a COVID-19 a cibercriminalidade tem estado em força e são muitas as campanhas fraudulentas em circulação. Aproveitando-se também da debilidade mental pelo momento que todos estamos a viver, os cibercriminosos têm feito de tudo.


Com o objetivo de garantir a segurança de quem está online, a Google deixa alguns conselhos para o ajudar a detetar e evitar esquemas fraudulentos e garantir a sua segurança online.









Segundo a Google, nos últimos tempos registou-se um aumento significativo das fraudes online relacionadas com a COVID-19. Nesse sentido é muito importante que esteja atento e conheça quais os esquemas usados pelos oportunistas. A empresa das pesquisas deixa um conjunto de alertas e revela quais os principais tipos de fraudes relacionadas com a COVID-19,



Tipos comuns de fraudes relacionadas com a COVID-19


Falsos representantes de organizações de saúde

  • Burlões que se fazem passar pelo SNS, OMS ou ECDC poderão oferecer promessas de cura, testes de despiste ou outras informações acerca da COVID-19.

Sites que vendem produtos fraudulentos

  • Sites que poderão anunciar a venda de gel desinfetante, máscaras ou outros produtos muito procurados que nunca chegam.

Fazer-se passar por fontes governamentais

  • Algumas fraudes alegam emitir atualizações e pagamentos em nome da Autoridade Tributária e Aduaneira e do Governo.

Propostas financeiras fraudulentas

  • Os burlões poderão fazer-se passar por bancos, investidores ou cobradores de dívidas, com propostas arquitetadas com o intuito de roubar dados financeiros.

Falsos pedidos de donativos para instituições de solidariedade social

  • Os pedidos para doações relacionadas com a COVID-19 para instituições de solidariedade social e hospitais deverão ser cuidadosamente verificados.


Como evitar as fraudes mais comuns

Os burlões aproveitam-se do aumento das comunicações acerca da COVID-19 dissimulando os seus esquemas fraudulentos como mensagens oficiais sobre o vírus. Para além de emails, os burlões também poderão recorrer a mensagens de texto, chamadas automáticas e sites maliciosos para chegar até si.



Visite diretamente os sites dos organismos oficiais



É frequente os burlões fazerem-se passar por fontes reconhecidas, fidedignas e oficiais. Visite diretamente fontes como Portugal.gov.pt, covid19.min-saude.pt ou WHO.int para aceder às informações factuais mais recentes sobre a COVID-19.




Cuidado com os pedidos de dados pessoais ou financeiros



Se receber um pedido não solicitado de informações, avalie cuidadosamente a mensagem. Os burlões pedem muitas vezes que insira dados de início de sessão ou que partilhe com eles dados bancários e endereços. Poderão igualmente pedir pagamentos por transferência bancária ou em moeda virtual.



Faça donativos diretamente através de instituições de solidariedade



Alguns esquemas fraudulentos aproveitam-se da boa vontade, solicitando donativos para iniciativas de combate à COVID-19. Faça alguma pesquisa para se certificar de que a instituição de solidariedade é legítima ─ vendo, por exemplo, se consta da lista da Direção-Geral da Segurança Social.



Os autores destes estratagemas também se fazem passar por instituições de solidariedade social oficiais. Para ter a certeza de que o seu dinheiro vai para uma instituição de solidariedade social, pode fazer o seu donativo diretamente através dos respetivos sites ─ em vez de clicar numa ligação que recebeu.



Verifique cuidadosamente ligações e endereços de email antes de clicar



As ligações falsas imitam muitas vezes sites legítimos, acrescentando palavras ou letras extra. Caso diga algo do género “clique aqui,” passe o cursor do rato sobre a ligação ou mantenha o texto premido para detetar erros no URL ─ tenha cuidado para não clicar nessas ligações. Erros ortográficos ou letras e números aleatórios que constem no URL ou no endereço de email podem também ser indícios de fraude.



Pesquise para ver se o remetente foi denunciado



Se alguém te enviou uma mensagem fraudulenta, é provável que também a tenha enviado a outras pessoas. Copie o endereço de e-mail, o número de telemóvel ou o excerto mais suspeito da mensagem e cole-o no campo da pesquisa de um buscador para saber se foi denunciado por outras pessoas.


Adicione um nível extra de segurança à sua conta



Para reforçar a sua proteção online, adicione a autenticação de dois fatores — também conhecida por verificação de dois passos — às suas contas. Ela cria outro nível de segurança ao exigir dois passos para ter acesso à sua conta: por exemplo, algo do seu conhecimento (a sua palavra-passe) e algo que tenha fisicamente à mão (como o seu telemóvel ou uma chave de segurança).









Espalhe a palavra e ajude a manter todas as pessoas em segurança online. Partilhe estas dicas com a família e com os amigos e transfira a síntese de uma página aqui.







PP