Eleito em julho de 2015, para suceder a Luís Duque, Pedro Proença atravessa, neste momento, aquele que é o período de maior fragilidade na presidência da Liga Portugal, no seguimento da crise provocada pela forma como geriu a retoma da temporada do futebol nacional após a pandemia.

Esta sexta-feira, o antigo árbitro internacional perdeu, de uma assentada, dois preciosos 'aliados'. O primeiro foi a NOS, principal patrocinadora do campeonato português, que anunciou que não irá renovar o atual contrato, que termina em junho do próximo ano.

Uma decisão que surgiu poucos dias após Pedro Proença escrever uma carta ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, no sentido de apelar a que os restantes jogos da época fossem transmitidos em canal aberto.

A decisão não terá agradado, nem à operadora de televisão (que terá ameaçado não pagar aos clubes), nem aos clubes, e foi nesse sentido que também o Benfica fez questão de se distanciar do líder da Liga Portugal, ao anunciar que iria abandonar a presidência do organismo.

Luís Filipe Vieira já tinha, de resto, informado os restantes clubes e o próprio dirigente de que estaria determinado em fazê-lo, na 'escaldante' reunião da passada quinta-feira, lamentando que, mais uma vez, Pedro Proença tivesse tomado uma decisão de tamanha envergadura sem consultar os emblemas.

Com a posição enfraquecida, o ex-árbitro convocou uma Assembleia Geral extraordinária para o próximo dia 9 de junho, onde será referendada a sua continuidade no cargo. E, caso a decisão passe por fazê-lo 'cair', há já alguns nomes no horizonte.

De acordo com o jornal A Bola, José Couceiro, atual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, é uma das pessoas que, neste momento, reúne mais consenso entre os clubes. Paulo Meneses, presidente do Paços de Ferreira, é outro dos nomes bem referenciados.


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