O mundo procura em tudo o que é possível para descobrir uma forma de parar a pandemia. As razões são fáceis de se perceber. Atualmente, foram já infetadas cerca de 5,5 milhões de pessoas, o que já provocou mais de 340 mil mortes. Como não há “cura”, nem um tratamento eficaz, os testes para identificar as pessoas portadoras da doença é uma das formas de tentar conter o surto. E como se pode saber quem são as pessoas assintomáticas que estão infetadas com a COVID-19?



Há várias abordagens a caminho, mas agora sabe-se que existe um odor específico nas pessoas infetadas com COVID-19. Estão já a ser treinados cães para detetar o cheiro da doença!








O cheiro à COVID-19


De máscaras que detetam a presença do SARS-CoV-2 às várias etiquetas sociais, tudo está a ser procurado para tentar parar a pandemia. A vacina estará a, pelo menos, um ano de chegar até nós e um tratamento com base num medicamento não se vislumbra para já. Assim, existem vários caminhos a serem experimentados.



Conforme foi dado a conhecer, os bombeiros de Seine-et-Marne estão a treinar cinco dos seus cães pastores de Malinois para detetar a COVID-19. Um teste realizado na escola veterinária Maisons-Alfort, em Val-de-Marne, revela os primeiros resultados animadores.



A missão destes cães é aprender a cheirar a doença provocada pelo novo coronavírus. Estes cães, com idades entre dois e sete anos, já estão acostumados a inspecionar o terreno e as atividades ao ar livre. Segundo o departamento de bombeiros, estes animais são usados para procurar pessoas desaparecidas.



O objetivo agora é identificar o coronavírus que deve fazer parte da sua biblioteca de cheiros.


Explicou Alexandre Jouassard, comandante do serviço departamental de bombeiros de resgate, no site de notícias local.




Amostras de diferentes hospitais

Os cães treinam em rotações na escola veterinária de Val-de-Marne. Uma primeira experiência foi realizada com a empresa Diagnose, especializada na busca de explosivos. Os animais são colocados na fila e devem detetar cheiros diferentes. Estes são colocados em algodões poliméricos.



Em relação às amostras da COVID-19, estas foram colocadas sob a axila de um paciente durante cerca de vinte minutos, entre 48 e 72 horas antes da operação realizada com os cães. Elas vêm de diferentes hospitais que recebem pacientes positivos para o novo coronavírus. Estas amostras foram embaladas de maneira estéril e foram recolhidas por um professor da escola de veterinária.







Primeiros resultados positivos da deteção à COVID-19


Os primeiros resultados são bastante promissores, assegura o Actu.fr Alexandre Jouassard:



Os cães marcaram o recipiente certo duas vezes.


Conforme referiram, os responsáveis por esta experiência esperam agora aumentar a taxa de sucesso “para evitar falsos negativos” e tornar o cão rapidamente operacional.



Continuamos cautelosos no momento, mas, se a experiência o provar, certamente será o começo de uma grande aventura nacional.


Concluiu o comandante dos bombeiros que estão a levar a cabo esta experiência.







Cães podem ser os “radares” da doença


Este tipo de abordagem pode ser visto ainda com muito ceticismo, contudo, existem já outras experiências em campo com cães. Conforme foi dado a conhecer, em Londres, investigadores britânicos também estão a testar os sentidos dos cães. Estes animais estão a ser treinados para reconhecer os cheiros dos pacientes afetados pela COVID-19, em diferentes estágios dos seus sintomas.



Portanto, este assunto é sério e está a ganhar adeptos. Segundo informações, no país que está no topo dos que mais mortes têm registado pelo SARS-CoV-2, este tipo de método está a ser testado com uma parceria entre a Universidade de Durham, a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e a associação Medical Detection Dogs.




PP