O Brave sempre foi um browser que inegavelmente se pautou por manter uma linha muito rígida no que toca à privacidade dos utilizadores. Desde muito cedo que este quer garantir que os dados dos utilizadores não são partilhados com os serviços.


É precisamente este fervoroso defensor da privacidade que foi agora apanhado a subverter as suas regras. Estava a adicionar links de afiliados aos endereços que os utilizadores colocavam na barra de endereço do browser.







Um comportamento anormal do Brave


Os links de afiliados permitem que os sites tenham alguns proveitos monetários. Ao encaminharem os seus visitantes para as lojas online recebem uma percentagem do valor da compra, algo que normalmente é feito de forma clara e bem visível.



O que foi descoberto há dias revela que o Brave estava a fazer este processo de forma silenciosa, se bem que visível. Ao serem colocados neste browser endereços de sites de criptomoedas, era adicionado um código que revertia para o Brave.



https://twitter.com/cryptonator1337/status/1269201480105578496



Links de afiliados em sites de criptomoedas


O alerta foi dado pelo utilizador @cryptonator1337 do Twitter que deu o alerta. Segundo o que descreveu, ao colocar na barra de pesquisa do Brave o endereço binance.us, este completava automaticamente o endereço para binance.us/en?ref=35089877.



Este é o código de afiliado do Brave, que rendia, assim, um valor para a empresa. Este não era, contudo, o comportamento esperado e colocou de imediato este browser debaixo de sérias críticas de muitos utilizadores.



Situação a ser resolvida neste browser

A justificação e a resolução do problema surgiu pouco tempo depois, diretamente do cofundador e CEO da empresa que desenvolve o Brave. Segundo publicou Brendan Eich, este comportamento foi sobretudo um erro e que são afiliados da Binance.



Admitiu ainda que estes links podem surgir na área da página de novo separador, no widget de trading. Esta é uma situação complicada, ainda para mais depois de toda a campanha que tem feito contra o Chrome e outros browsers. Também a sua política de pagar para quem vê publicidade tem sido completamente diferente do normal.






PP