Em teoria, qualquer um pode fazer parte da rede bitcoin. Tudo o que precisa é de um “cliente” (programa informático) e de equipamento (hardware).
Um exemplo de “cliente” é o Bitcoin Core, disponibilizado no site bitcoin.org, que é uma evolução do código inicialmente proposto por Satoshi Nakamoto, o criador da bitcoin. Mas, de forma fiel ao ideal de descentralização e anarquia da bitcoin, não existe um único cliente “oficial”.

Há que ter em conta que o algoritmo da bitcoin ajusta a dificuldade do “puzzle” à medida que o poder da rede aumenta. Por outras palavras, quanto mais capacidade de mineração houver, mais difícil ficará minerar bitcoins.
Esta dificuldade criou uma espécie de corrida às armas, em termos de equipamento informático. Inicialmente eram usados os processadores (CPU) dos computadores pessoais. Depois passou-se para as placas gráficas, pois os seus GPU (Graphics Processing Unit) eram mais adequados à tarefa. Mas rapidamente se começou a usar equipamento desenhado especificamente para o efeito.

Atualmente, para minerar bitcoins, é necessário dispor de equipamento específico, na forma de sistemas de chips desenhados especificamente para processar o algoritmo da bitcoin, denominados ASIC (Application Specific Integrated Circuit).
O mais conhecido produtor destes equipamentos é a empresa chinesa Bitmain, que produz a linha de sistemas Antminer, mas começa já a ter alguns rivais.
É preciso não esquecer também a energia elétrica necessária para alimentar instalações que têm milhares destes aparelhos. Por exemplo, em outubro a Bitmain anunciou a construção no Texas de uma instalação de mineração de criptomoedas, com uma capacidade inicial de 25 Megawatts (MW) e com planos para expandir até 50 MW. É a capacidade equivalente ao consumo elétrico de 180 a 360 mil portugueses (considerando os últimos dados da PORDATA para consumo doméstico, per capita).

O Texas foi escolhido devido à eletricidade relativamente barata. Pelos mesmos motivos, a maior parte dos equipamentos operam na China, devido à sua eletricidade muito barata, com a Rússia a ser terreno também de algumas operações de monta, devido ao clima frio. De facto, para que o equipamento opere na máxima eficiência, é necessário impedir que sobreaqueça.