Em sua observação detalhada de uma infinidade de atividades de crimes cibernéticos em todo o mundo, a Europol chamou a atenção para o uso de moedas de privacidade nas interações na Dark web. A agência comentou que, inicialmente, era do Bitcoin que os obscuros mercados online undergrounds dependiam. Mas, ao longo dos anos, o foco mudou para criptomoedas como Litecoin, Ethereum, Monero, Zcash e Dash.

Embora o Bitcoin ainda seja o método de pagamento mais popular (principalmente devido à sua ampla adoção, reputação e facilidade de uso), o uso de criptomoedas com privacidade aprimorada aumentou um pouco, embora não na taxa esperada por seus proponentes.
Contudo, a Europol observou um desenvolvimento significativo. Entre todos os ativos de criptomoeda centrados na privacidade, a Monero está gradualmente ganhando vantagem quando se trata de transações na Dark web. Ela é seguida na ordem de preferência por Zcash e Dash.
No relatório, a Europol comentou que lidar com essas moedas digitais privadas é difícil.

Todas essas moedas de privacidade podem representar um obstáculo considerável às investigações de aplicação da lei, apesar das comunidades de altcoins concorrentes favorecerem de forma não crítica sua implementação em relação às outras.

A Monero também está especificamente no radar de outras agências. Na semana passada, a empresa de análise de blockchain Chainalysis ganhou um contrato de US$ 625.000 com o Internal Revenue Service (IRS) para rastrear transações XMR.
O lançamento deste relatório não afetou de forma alguma o preço da Monero, já que a moeda de privacidade subiu 19 por cento nos últimos 7 dias e subiu 5 por cento nas últimas 48 horas.

Além disso, os desenvolvedores da Litecoin lançaram a rede de teste MimbleWimble para cumprir seu objetivo de desenvolver uma blockchain escalável, mas privada.

LTC também está no verde, assim como outras moedas de privacidade, como Zcash, que ganhou 15% nos últimos sete dias. Contudo, isso pode ser devido ao apoio da Gemini a “retiradas blindadas de ZEC”.