Mais de 30 mulheres acusaram, nos Estados Unidos, a empresa MindGeek, detentora do mais conhecido site de pornografia no mundo, Pornhub, de lucrar com a divulgação de vídeos de cariz sexual explícito sem o seu consentimento.

Em declarações à Sky News, duas das mulheres que avançaram com o processo judicial, garantiram que nunca deram consentimento para a divulgação das imagens e referiram que, na sequência da partilha dos vídeos, sentiram-se humilhadas e pensaram mesmo em pôr fim às suas próprias vidas.

O advogado que representa o coletivo das alegadas vítimas esclareceu que estas mulheres estão a processar a empresa pelos danos que a divulgação dos vídeos teve nas suas vidas, o que se pode traduzir em indeminizações "de centenas de milhões dólares". O representante legal sublinhou ainda que está na altura de responsabilizar a indústria da pornografia online.

Uma das vítimas, uma das três mulheres britânicas arroladas no processo, explicou ao referido órgão de comunicação social que aos 18 anos foi lhe roubado um vídeo seu a ter relações sexuais da iCould. Posteriormente, as imagens foram divulgadas no site da Pornhub.

De acordo com a mulher, ainda que tenha pedido repetidamente ao site - que conta com 130 milhões de utilizadores por dia - para retirar o conteúdo, não o fizeram logo. Quando foi retirado já tinha assim sido partilhado "em todo o lado".


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