Esta moeda digital foi criado há apenas duas semanas e os seus criadores decidiram destinar três por cento de cada transação a ajudas solidárias.

Desde então, segundo um comunicado que emitiram, têm trocado a sua Covidfree Token por outras moedas digitais e jà conseguiram recolher tês mil dólares que deram à organização não governamental (ONG) Oxfam Índia. Esta verba destina-se à compra de botijas de oxigénio e material necessário para ajudar 50 crianças infetadas com o novo coronavirus.

No texto, assinado por Juan Carlos Fernández, chefe da equipa da Covidfree Token, detalhou-se que o objetivo é chegar a um milhão de euros.

O valor das moedas digitais depende da procura, pelo que estes engenheiros galegos procuram divulgar a sua criação.

"Estamos focados em dar à Índia, já que ONG como a Oxfam nos dizem que está a viver um momento crítico. Este é o nosso primeiro objetivo, depois começaremos a desenvolver novos métodos de donativos e a focar-nos em projetos concretos aos que possamos dar o empurrão que precisem", acrescentou Fernández.

Agora, esta moeda digital conta com 500 investidores e tem uma capitalização de mercado de cerca de 250 mil dólares.

Os primeiros investidores foram de Espanha, mas a comunidade internacional de investidores em moedas digitais "é enorme e o conhecimento deste projeto criado por espanhóis está a começar a crescer exponencialmente no mundo anglo-saxão".

Com idades compreendidas entre 34 e 45 anos, este grupo de investidores, profissionais já instalados que decidiram criar a sua moeda digital, pretendem desenvolver o que designaram por Cryptocharity, "que não é mais do que procurar novas formas para que o mundo digital, que é imparável, ajude a sociedade".

Para isso, decidiram que por cada novo investidores que adquira pelo menos um dólar da sua moeda, vão dar um dólar para a luta contra o novo coronavírus.

A equipa salientou que o investimento em moedas digitais é muito arriscado e que muitas das que se criam visam, diretamente, "roubar o dinheiro às pessoas".

Não é o seu caso, garantem: "Este é apenas outro projeto nas nossas vidas. Fizemo-lo como temos feito outros, com muito esforço, sem enganar ninguém, sendo honestos, pessoas normais, com as quais se pode tomar um café e conviver".


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