O primeiro automóvel desportivo concebido e fabricado em Portugal - Vinci GT - não funcionou na estreia oficial no Circuito da Boavista, no Porto.
A estreia do já chamado "Ferrari português" foi, no entanto, minimizada pelos seus responsáveis. "Temos 15 mil horas de engenharia e agora apareceu aqui um problema que pode ser resolvido com cinco minutos de trabalho", minimizou o mentor do projecto, Miguel Rodrigues, no final da apresentação.

"Hoje de manhã funcionou. Veio da Maia até Matosinhos. Está aqui um trabalho fantástico de uma equipa de 40 pessoas. Foi só uma pequena birra", acrescentou o responsável, também fundador e administrador da empresa que produzirá o automóvel, a Retroconcept.

Quem teve de adiar a sua estreia ao volante do Vinci GT vermelho foi o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que era o convidado de honra "São coisas que acontecem", comentou o autarca, valorizando a produção cem por cento nacional de um veículo com as características deste.

O Vinci GT tem a sua herança estilística nos anos dourados das décadas de 60 e 70 e dirige-se a um nicho de mercado de gama alta, essencialmente para o mercado externo, pelo que irão ser produzidas apenas cem unidades, a um preço comercial que rondará os 200/300 mil euros cada.

Com um motor V8 dianteiro, o Vinci CT tem uma cilindrada de 6.000 cc e atinge uma velocidade máxima de 318 quilometros/hora, apresentando como características o controle de emissões e controle de consumos.