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“Agiram sob liderança dos Madureira”: juíza aponta Sandra e Fernando como mentores dos crimes
Juíza manda ‘Macaco’, a mulher e mais dez arguidos para julgamento.
“Agiram sob liderança dos Madureira”: juíza aponta Sandra e Fernando como mentores dos crimes
A decisão instrutória arrasa a defesa do casal Madureira. A juíza Filipa Azevedo não só considera que existem indícios “fortes” de que Fernando e Sandra cometeram vários crimes na assembleia do FC Porto, em novembro de 2023, como também os aponta como mentores do que ali aconteceu. Defendeu que os outros “arguidos agiram sob a liderança dos Madureira” e mandou para julgamento todos os 12 acusados na ‘Operação Pretoriano’. Cada um deles responde por 31 crimes.
“Os arguidos agiram de forma organizada, aturaram em grupo, tal como mostram as imagens e as mensagens. Tinham um objetivo comum: a aprovação dos estatutos”, afirmou na quinta-feira a juíza no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
Ao longo de 30 minutos, a magistrada defendeu assim a tese da acusação, de que era necessária a aprovação dos estatutos para que o então chefe dos Super Dragões e a mulher continuassem com o negócio da venda de bilhetes. Foram depois elencados os vários meios de prova que existem no processo, desde logo imagens de vídeos amadores, das câmaras de videovigilância e também testemunhos de mais de 40 pessoas, entre sócios, funcionários do FC Porto, seguranças e jornalistas que foram ameaçados.
“Os testemunhos são fiéis e convincentes, nada coloca em causa a sua credibilidade. As provas são fortes. Os arguidos foram ouvidos na instrução em traços gerais a desvalorizar a gravidade dos acontecimentos e aligeirar o seu grau de participação nos factos”, considerou a juíza, que acrescentou que à data da detenção, em janeiro deste ano, os indícios eram já fortes, mas que saíram reforçados pela investigação.
Logo depois de anunciar a decisão, a magistrada avançou que ‘Macaco’ vai continuar em prisão preventiva na cadeia anexa à Polícia Judiciária do Porto. Quando saiu do tribunal, na carrinha prisional, vários elementos da claque portista insultavam jornalistas e polícias. Já Vítor ‘Catão’ continua em prisão domiciliária.
Decisão desilude defesa
Cristiana Carvalho, advogada de Fernando Saul, mostrou-se desiludida com a decisão de instrução. “Não existiu coragem de mudar uma vírgula da acusação”, disse a advogada, que espera que na fase de julgamento o resultado seja outro. O processo deverá começar a ser julgado nos primeiros meses de 2025.
Reação: "Esta luta terá fim"
Sandra Madureira não reagiu à decisão na sala, tal como o marido. Saiu depois em silêncio do tribunal, mas, nas redes sociais, a mulher de ‘Macaco’ publicou um texto. “Deus pediu para te dizer hoje: filha, eu sei que você não entende os meus planos, mas peço que confie em mim. (...) Esta luta terá fim e eu te farei muito feliz”, escreveu.
Correio da Manhã

Juíza manda ‘Macaco’, a mulher e mais dez arguidos para julgamento.
“Agiram sob liderança dos Madureira”: juíza aponta Sandra e Fernando como mentores dos crimes
A decisão instrutória arrasa a defesa do casal Madureira. A juíza Filipa Azevedo não só considera que existem indícios “fortes” de que Fernando e Sandra cometeram vários crimes na assembleia do FC Porto, em novembro de 2023, como também os aponta como mentores do que ali aconteceu. Defendeu que os outros “arguidos agiram sob a liderança dos Madureira” e mandou para julgamento todos os 12 acusados na ‘Operação Pretoriano’. Cada um deles responde por 31 crimes.
“Os arguidos agiram de forma organizada, aturaram em grupo, tal como mostram as imagens e as mensagens. Tinham um objetivo comum: a aprovação dos estatutos”, afirmou na quinta-feira a juíza no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
Ao longo de 30 minutos, a magistrada defendeu assim a tese da acusação, de que era necessária a aprovação dos estatutos para que o então chefe dos Super Dragões e a mulher continuassem com o negócio da venda de bilhetes. Foram depois elencados os vários meios de prova que existem no processo, desde logo imagens de vídeos amadores, das câmaras de videovigilância e também testemunhos de mais de 40 pessoas, entre sócios, funcionários do FC Porto, seguranças e jornalistas que foram ameaçados.
“Os testemunhos são fiéis e convincentes, nada coloca em causa a sua credibilidade. As provas são fortes. Os arguidos foram ouvidos na instrução em traços gerais a desvalorizar a gravidade dos acontecimentos e aligeirar o seu grau de participação nos factos”, considerou a juíza, que acrescentou que à data da detenção, em janeiro deste ano, os indícios eram já fortes, mas que saíram reforçados pela investigação.
Logo depois de anunciar a decisão, a magistrada avançou que ‘Macaco’ vai continuar em prisão preventiva na cadeia anexa à Polícia Judiciária do Porto. Quando saiu do tribunal, na carrinha prisional, vários elementos da claque portista insultavam jornalistas e polícias. Já Vítor ‘Catão’ continua em prisão domiciliária.
Decisão desilude defesa
Cristiana Carvalho, advogada de Fernando Saul, mostrou-se desiludida com a decisão de instrução. “Não existiu coragem de mudar uma vírgula da acusação”, disse a advogada, que espera que na fase de julgamento o resultado seja outro. O processo deverá começar a ser julgado nos primeiros meses de 2025.
Reação: "Esta luta terá fim"
Sandra Madureira não reagiu à decisão na sala, tal como o marido. Saiu depois em silêncio do tribunal, mas, nas redes sociais, a mulher de ‘Macaco’ publicou um texto. “Deus pediu para te dizer hoje: filha, eu sei que você não entende os meus planos, mas peço que confie em mim. (...) Esta luta terá fim e eu te farei muito feliz”, escreveu.
Correio da Manhã