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“Vi a Mariana degolada, a sangrar e a pedir ajuda”: sobrevivente do ataque no Centro Ismaili recorda terror
Diogo Piedade diz que só escapou à morte “porque camisa atrapalhou”.
O professor de Português de Abdul Bashir, o afegão de 29 anos que na quinta-feira começou a ser julgado no Campus de Justiça, em Lisboa, por ter matado à facada duas mulheres e ter tentado outros seis homicídios, em março de 2023 no Centro Ismaili, recordou que só “a sorte” o livrou da morte. “Quando fugia, passei pela Mariana [Jadaugy, uma das vítimas mortais] e vi-a degolada, a sangrar e a pedir ajuda”, explicou o professor, uma das seis vítimas assistentes.
Diogo Piedade recordou que a 28 de março de 2023, já após Abdul Bashir ter saído da aula de Português, “ouviu um grito”. “Saí da sala e cruzei-me com ele ensanguentado e de faca em punho. Disse ‘Abdul, não’, mas ele golpeou-me. Só a camisa larga atrapalhou o golpe, que me atingiu de lado. Fugi do segundo golpe”, recordou. O professor disse ter corrido e só parou no carro, onde conduziu até ao Hospital de Santa Maria. Mariana Jadaugy, de 24 anos, morreu. A segunda vítima mortal de Abdul Bashir foi Farana Sadrudin, de 49 anos.
O afegão admitiu na quinta-feira ambos os crimes, justificando-os com “um plano da família Aga Khan [líderes espirituais dos ismaelitas] para o matar”. Mariana e Farana, garantiu, “faziam parte do plano”. Por isso as matou. Só a PSP o travou, com disparos para as pernas, depois de o arguido ter avançado para os agentes de faca em punho pois “queria que os polícias me matassem”.
Admite esquizofrenia
Abdul Bashir admitiu em tribunal ser esquizofrénico. “Estou medicado há oito meses, no Hospital de Caxias”, contou. Recorde-se que o Ministério Público declarou, na acusação, que o arguido é inimputável, isto após perícia médica.
Tribunal decide custódia
Os filhos de Abdul Bashir, de 10, 8 e 5 anos, estão juntos numa instituição do Estado de apoio a menores. O CM sabe que corre termos no Tribunal de Família e Menores de Loures um processo que irá decidir a custódia dos mesmos.
Correio da Manhã

Diogo Piedade diz que só escapou à morte “porque camisa atrapalhou”.
O professor de Português de Abdul Bashir, o afegão de 29 anos que na quinta-feira começou a ser julgado no Campus de Justiça, em Lisboa, por ter matado à facada duas mulheres e ter tentado outros seis homicídios, em março de 2023 no Centro Ismaili, recordou que só “a sorte” o livrou da morte. “Quando fugia, passei pela Mariana [Jadaugy, uma das vítimas mortais] e vi-a degolada, a sangrar e a pedir ajuda”, explicou o professor, uma das seis vítimas assistentes.
Diogo Piedade recordou que a 28 de março de 2023, já após Abdul Bashir ter saído da aula de Português, “ouviu um grito”. “Saí da sala e cruzei-me com ele ensanguentado e de faca em punho. Disse ‘Abdul, não’, mas ele golpeou-me. Só a camisa larga atrapalhou o golpe, que me atingiu de lado. Fugi do segundo golpe”, recordou. O professor disse ter corrido e só parou no carro, onde conduziu até ao Hospital de Santa Maria. Mariana Jadaugy, de 24 anos, morreu. A segunda vítima mortal de Abdul Bashir foi Farana Sadrudin, de 49 anos.
O afegão admitiu na quinta-feira ambos os crimes, justificando-os com “um plano da família Aga Khan [líderes espirituais dos ismaelitas] para o matar”. Mariana e Farana, garantiu, “faziam parte do plano”. Por isso as matou. Só a PSP o travou, com disparos para as pernas, depois de o arguido ter avançado para os agentes de faca em punho pois “queria que os polícias me matassem”.
Admite esquizofrenia
Abdul Bashir admitiu em tribunal ser esquizofrénico. “Estou medicado há oito meses, no Hospital de Caxias”, contou. Recorde-se que o Ministério Público declarou, na acusação, que o arguido é inimputável, isto após perícia médica.
Tribunal decide custódia
Os filhos de Abdul Bashir, de 10, 8 e 5 anos, estão juntos numa instituição do Estado de apoio a menores. O CM sabe que corre termos no Tribunal de Família e Menores de Loures um processo que irá decidir a custódia dos mesmos.
Correio da Manhã