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O Ministério da Administração Interna (MAI) encara os dados do balanço da Operação Páscoa 2026 nas estradas "com profunda preocupação e consternação". De lembrar que 20 pessoas perderam a vida: "Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável", salienta-se em comunicado.
As operações da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), que terminaram às 23h59 desta segunda-feira, terminaram, recorde-se, "com 2.602 acidentes, que resultaram em 20 mortos, 53 feridos graves e 845 feridos leves".
Em nota enviada esta terça-feira, dia 7 de abril, às redações, o Ministério da Administração Interna "endereça sentidas condolências às famílias enlutadas", assinalando ainda que encara "estes dados com profunda preocupação e consternação".
"É tempo de uma reflexão séria. Mais que isso, é tempo de agir. É o que faremos muito em breve com a apresentação de um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas", é ainda assinalado.
O ministério considera, na mesma nota, que a "segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada", exigindo "um esforço e um compromisso de todos". "Do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão. A resposta a este flagelo tem de ser conjunta".
"Nenhuma viagem vale uma vida"
No mesmo comunicado é assinalado que o "Governo e demais entidades públicas, nomeadamente as tuteladas pelo Ministério da Administração Interna - ANSR, GNR e PSP - continuam a desenvolver, de forma permanente, ações de sensibilização e fiscalização rodoviária", porém, "apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança, e por outras entidades, apesar de termos hoje infraestruturas melhores e viaturas mais seguras, confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução".
Significa isto, sublinha o MAI, "que é preciso ir mais longe noutras matérias, que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro. É isso que iremos fazer".
E termina: "Cumprir as regras, respeitar os outros utilizadores da via pública e adotar uma condução prudente são comportamentos indispensáveis. Nenhuma viagem vale uma vida".
IN:NM
