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Existem alguns hábitos ao conduzir que podem estar relacionados com demência. Segundo um estudo publicado na revista Neurology, a forma como conduz poderá indicar alguns problemas cognitivos.
O estudo revelou que pequenos hábitos podem estar relacionados com alguns problemas no cérebro. É o caso de fazer menos viagens de carro, evitar rotas desconhecidas e até evitar a condução à noite.
Condução e demência: Os fatores de risco
Explicam ainda que pessoas que conduzem menos a alta velocidade e até que fazem curvas rapidamente podem vir a ter demência mais tarde. O estudo envolveu 298 participantes com 65 ou mais anos. Todos foram submetidos a uma avaliação cognitiva. Cerca de 56 pessoas acabam por apresentar alguns problemas cognitivos.
“Os nossos resultados sugerem que os biomarcadores digitais de condução são promissores para a identificação precoce do comprometimento cognitivo e podem aprimorar as abordagens existentes para avaliar a aptidão para conduzir em idosos”, revelam os autores do estudo.
“Estudos futuros devem explorar como estas métricas evoluem na cognição normal para o comprometimento cognitivo leve e para a demência, avaliar a sua validade em diversas pessoas e testar intervenções para prolongar a condução segura por meio de educação ou suporte personalizados”, continuam.
Estudo anterior com resultado idêntico
Já um estudo de 2021 tinha também revelado alguma ligação entre a forma de conduzir e o risco de demência. A pesquisa, publicada na revista Geriatrics, utilizou dados de condução, informações demográficas e computacionais para prever - com 88% de precisão - se um indivíduo tem CCL ou demência.
Embora, seja importante salientar que a idade foi o principal preditor de ambas as doenças, várias características da condução dos indivíduos também mostraram ser bons indicadores.
De acordo com a pesquisa, tal inclui elementos como o número de viagens até 24 quilómetros de distância de casa, a duração das viagens, e o número travagens súbitas.
Para chegar a estas conclusões, os cientistas usaram os dados de um trabalho de investigação a longo prazo chamado Longroad, que já rastreou cerca de três mil motoristas nos últimos quatro anos.
No entanto, o estudo académico diz que poucos indivíduos com CCL ou demência foram detetados no conjunto de dados provenientes de Longroad. Assim, enquanto o modelo dos investigadores conseguiu prever comprometimento cognitivo com alguma confiabilidade, este requer muito mais dados antes que possa ser considerado robusto e altamente preciso.
Como tal, os cientistas sugerem que o seu modelo de aprendizagem computacional seja incorporado numa aplicação de smartphone ou em sistemas de veículos de modo a monitorar o comportamento de condução e indicar se o motorista está a sofrer de comprometimento cognitivo leve ou de demência.
IN:NM
