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Afeganistão. Primeira execução pública desde tomada do poder talibã

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As autoridades talibãs executaram hoje um afegão condenado por homicídio, a primeira execução pública desde que os antigos rebeldes tomaram conta do Afeganistão no ano passado, disse um porta-voz dos fundamentalistas islâmicos.


Afeganistão. Primeira execução pública desde tomada do poder talibã





O anúncio sublinha as intenções dos novos governantes do Afeganistão de continuar as políticas de linha dura implementadas desde que assumiram o controlo do país em agosto de 2021 e de se cingirem à sua interpretação da lei islâmica, ou Sharia.


A execução teve lugar na província ocidental de Farah perante centenas de espetadores e muitos altos funcionários talibãs, incluindo da capital, Cabul, e da província, segundo Zabihullah Mujahid, o porta-voz máximo do governo talibã.


A decisão de executar a punição foi "tomada com muito cuidado", disse Mujahid, após aprovação por três dos mais altos tribunais do país e pelo líder supremo dos Talibãs, Mullah Haibatullah Akhundzada.


O homem executado, identificado como Tajmir da província de Herat, foi condenado por ter morto outro homem há cinco anos e roubado a sua mota e telemóvel. A vítima foi identificada como sendo Mustafa, da província vizinha de Farah. Muitos homens afegãos usam apenas um nome.


As forças de segurança talibãs tinham prendido Tajmir depois de a família da vítima o ter acusado do crime, disse Mujahid, sem indicar quando a detenção teve lugar, mas acrescentando que Tajmir tinha supostamente confessado o assassinato.


Durante o anterior domínio talibã do país no final dos anos 90, o grupo levou a cabo execuções públicas, flagelações e apedrejamentos dos condenados por crimes nos tribunais talibãs.


Depois de terem dominado o Afeganistão em 2021, nas últimas semanas da retirada das forças dos EUA e da NATO do país após 20 anos de guerra, os talibãs tinham inicialmente prometido ser mais moderados e permitir os direitos das mulheres e das minorias.


Em vez disso, restringiram os direitos e liberdades, incluindo a proibição da educação das raparigas para além do sexto ano. Também realizaram chicoteamentos públicos em diferentes províncias, punindo vários homens e mulheres acusados de roubo, adultério ou de terem fugido de casa..


Os antigos rebeldes têm lutado na sua transição da guerra para a governação em plena recessão económica, sem reconhecimento oficial por parte da comunidade internacional.



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Talibãs açoitam 37 pessoas em praça pública


Vinte e sete pessoas foram açoitadas hoje frente a uma multidão, no Afeganistão, um dia após a primeira execução pública ordenada desde o retorno dos talibãs ao poder, cujo regime descreveu as críticas internacionais como "interferência".


Talibãs açoitam 37 pessoas em praça pública



Hoje, em Charikar, capital da província de Parwan (oeste), "27 criminosos, entre os quais 18 homens e 9 mulheres, foram açoitados por ordem dos tribunais da Sharia [lei islâmica] da referida província", explicou o Supremo Tribunal.


As razões mencionadas para esta punição são, entre outras: sodomia, adultério, falso testemunho, libertinagem, fuga do lar conjugal ou roubo, bem como venda e posse de drogas.


"Cada um destes criminosos confessou os crimes no tribunal sem recorrer à força e ficou satisfeito com a punição dada pelo tribunal", disse uma fonte à agência noticiosa France Presse (AFP).


Uma testemunha disse à AFP que mais de mil pessoas assistiram à flagelação organizada num estádio da cidade. "O público cantou 'Allah Akbar' e 'queremos que a lei de Deus seja aplicada em nosso solo'", contou.


"Os açoitados receberam de 20 a 39 golpes de bengala de uma equipa dos talibãs que trocava de lugar à medida que ficavam cansados". "A maioria dos homens contorcia-se, enquanto as mulheres gritavam de dor", segundo a testemunha.


Na quarta-feira, pela primeira vez desde o seu retorno ao poder em agosto de 2021, os talibãs executaram um homem acusado de assassinato na frente de várias centenas de pessoas em Farah (oeste).


O condenado foi morto por três tiros disparados pelo pai da vítima, segundo a lei de retaliação.


Esta situação foi fortemente criticada, em particular pelos Estados Unidos e pela França.



Washington apelidou o ato de "odioso" e lamentou que os talibãs não estejam a cumprir as promessas que fizeram à comunidade internacional.
"Isso mostra, em nossa opinião, que os talibãs estão a tentar retornar às suas retrógradas e violentas práticas dos anos 1990", disse Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos.


Sob o primeiro regime talibã (1996-2001), os talibãs puniam publicamente os perpetradores de roubo, sequestro ou adultério, com penas como amputação de um membro e apedrejamento.


"A França condena nos termos mais veementes a execução pública realizada hoje pelos talibãs no Afeganistão", reagiu, por seu lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês num comunicado de imprensa.


O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, reagiu, considerando tratar-se de uma "interferência".


O facto de o Afeganistão ser criticado "demonstra que certos países e organizações" têm "um problema com o Islão e não respeitam as crenças e as leis dos muçulmanos", denunciou num comunicado de imprensa.


Após seu regresso ao poder, os talibãs prometeram ser mais flexíveis na aplicação da Sharia, mas voltaram, em grande parte, à interpretação rigorosa do Islão que marcou sua primeira passagem ao poder.


Em meados de novembro, o líder supremo dos talibãs, Hibatullah Akhundzada, ordenou aos juízes que aplicassem todos os aspetos da lei islâmica, incluindo execuções públicas, apedrejamentos, açoites e amputação de membros para ladrões.




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Talibãs chicoteiam publicamente 28 civis no norte e leste do Afeganistão


Membros do movimento talibã chicotearam, este domingo, publicamente 28 civis, incluindo cinco mulheres, perante centenas de espetadores em duas províncias no norte e no leste do Afeganistão.

Talibãs chicoteiam publicamente 28 civis no norte e leste do Afeganistão



Um total 22 pessoas, incluindo três mulheres, foram punidas no estádio Mariscal Dostum, na cidade de Shebergan, capital de Jaujzan, disseram fontes locais ao jornal 'Hasht e Subh', que pediram anonimato.


Além destas pessoas, outras seis, incluindo duas mulheres, foram espancadas no mercado de Sherwani, na província de Kapisa, esclareceram as mesmas fontes.


Os fundamentalistas têm dado, por regra, a cada condenado entre 30 e 50 chicotadas por motivos como roubo, adultério ou simplesmente fuga de casa.


Este tipo de prática tem sido condenada pela comunidade internacional.


O escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou-se, no final de novembro, "desolado" sobre o uso de chicotadas como punição pública pelos talibãs desde que regressaram ao poder no Afeganistão.


Recentemente, o líder talibã, Mullah Hebatullah Akhundzada, ordenou aos juízes afegãos para aplicarem totalmente a 'sharia' - lei islâmica - contra aqueles que cometem crimes que podem ser punidos até mesmo com amputações públicas ou lapidação por crimes como roubo, sequestro ou sedição.



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Manifestação de mulheres afegãs reprimida pelas autoridades de Cabul


As autoridades talibãs, no poder no Afeganistão, neutralizaram à força uma manifestação hoje em Cabul com dezenas de mulheres que protestavam contra a medida que proíbe a educação universitária feminina no país.


Manifestação de mulheres afegãs reprimida pelas autoridades de Cabul




O grupo composto por "ativistas sociais, raparigas e estudantes" gritava palavras de ordem como: "ou todos ou ninguém" e "queremos igualdade de oportunidades educativas", durante o protesto em Cabul "contra a cruel decisão do governo talibã".


A organizadora da marcha de protesto, Basira Hussaini, disse à agência de notícias espanhola Efe, que a ação terminou abruptamente porque as "forças de segurança talibãs e os polícias dispersaram a manifestação de forma violenta" tendo torturado e detido algumas das participantes.

O protesto ocorreu um dia depois de as autoridades talibãs terem decretado oficialmente a proibição do ensino universitário às estudantes afegãs.


Na quarta-feira, as mulheres foram impedidas de entrar nos estabelecimentos de ensino universitário.


A proibição decretada pelos fundamentalistas, condenada por vários países e organizações internacionais, incluiu-se na vasta lista de restrições contra as mulheres, tais como impostos sobre o acesso ao ensino secundário, segregação no uso dos espaços públicos, além da obrigação do véu islâmico.


Entretanto, a Turquia e a Arábia Saudita tornaram-se os últimos países de maioria muçulmana a condenarem a decisão das autoridades talibãs contra as mulheres afegãs.


O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia Mevlut Cavusoglu disse que a proibição não é "nem islâmica nem humana".


Numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo do Iémen, Cavusoglu apelou aos talibãs para reconsiderarem a decisão.


"Qual é o mal da educação das mulheres? Que mal faz ao Afeganistão"? disse Cavusoglu. "Haverá uma explicação islâmica? Pelo contrário, a nossa religião, o Islão, não é contra a educação, pelo contrário, encoraja a educação e a ciência", acrescentou o chefe da diplomacia turca.


A Arábia Saudita, que até 2019 impôs restrições generalizadas às mulheres sobre viagens, acesso ao mercado de trabalho e a outros aspetos cruciais da vida quotidiana, incluindo a condução automóvel, também exortou os talibãs a mudarem a decisão.


O Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita expressou "espanto e pesar" pelo facto de ser negada às mulheres afegãs uma educação universitária.


Anteriormente, o Qatar, que mantém ligações com as autoridades talibãs, também condenou a decisão.


Num outro sinal de oposição interna, vários jogadores de críquete afegãos condenaram a proibição do acesso à universidade pelas mulheres do Afeganistão.


O críquete é um desporto extremamente popular no Afeganistão e os jogadores têm centenas de milhares de seguidores nas redes sociais.



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afegãs em protesto de Cabul. "É suposto matarmo-nos?"


Alunas afegãs manifestaram-se nas ruas de Cabul, após acusarem o mundo de estar silencioso quanto ao regime Talibã.

Vídeo mostra afegãs em protesto de Cabul. É suposto matarmo-nos?






Uma jornalista da publicação israelita Ynetnews partilhou, esta quarta-feira, um vídeo no qual afegãs acusam vários partes do mundo de estarem silenciados face perante o regresso do regime Talibã, que aconteceu o ano passado.


"Fecharam as escolas e o mundo permaneceu calado. Fecharam as universidades. Silêncio. E agora os nossos cursos?", questionou uma aluna afegã, que falava rodeada de colegas.


"O que é suposto fazer? Matarmo-nos?", voltou a questionar.


A mesma jornalista partilhou ainda imagens das alunas nas ruas de Cabul, com algumas alunas a protestarem contra a situação. "Isto é coragem. As mulheres nos protestos de Cabul sobre o 'corte' na educação", escreveu Emily Schrader.


As declarações surgem 48h após o regime Talibã, que regressou ao poder há pouco mais de um ano, proibir o acesso de mulheres às universidades no país. As Forças Armadas afegãs bloquearam a entrada a centenas de estudantes do sexo feminino em universidades de Cabul, e, em gesto de solidariedade, os colegas do sexo masculino - a quem é permitido o acesso à Educação - abandonaram ume exame. Também esta imagens correram, na quarta-feira, nas redes sociais.


"Isto apenas mostra como são ignorantes e quão pouco sabem sobre o Islão e os direitos humanos", referiu um estudante, referindo-se aos Talibãs, citado pela publicação Derbund.




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Talibãs usam canhão de água contra mulheres em protesto


As forças de segurança talibãs utilizaram hoje um canhão de água para dispersar mulheres que protestavam contra a proibição de frequentarem o ensino universitário no Afeganistão, segundo testemunhas oculares, citadas por agências internacionais de notícias.


Talibãs usam canhão de água contra mulheres em protesto





A decisão de banir as mulheres das universidades foi tomada na terça-feira pelo governo liderado pelos talibãs e tem causado indignação e oposição no país e não só.


Desde que a proibição, com efeitos imediatos, foi decretada, as mulheres afegãs têm-se manifestado nas principais cidades, um raro sinal de protesto desde que os talibãs tomaram o poder no ano passado.


De acordo com testemunhas oculares na cidade ocidental de Herat, cerca de duas dúzias de mulheres dirigiam-se hoje à casa do governador daquela província, para protestar contra a proibição, entoando cânticos - "A educação é um direito nosso" -, quando foram empurradas para trás por um canhão de água disparado pelas forças de segurança.


O vídeo partilhado com a The Associated Press mostra mulheres aos gritos e escondidas numa rua lateral para escapar ao canhão de água, tendo de seguida retomado o protesto, gritando "Vergonhoso".


Uma das organizadoras do protesto, Maryam (que não revelou o apelido por medo de represálias), disse que entre 100 e 150 mulheres participaram na manifestação, deslocando-se em pequenos grupos de diferentes partes da cidade em direção a um ponto de encontro central.


"Havia segurança em cada rua, cada praça, veículos blindados e homens armados", disse, acrescentando: "Quando começámos o nosso protesto, no Parque Tariqi, os talibãs arrancaram ramos das árvores e bateram-nos, mas nós continuámos o nosso protesto. Eles aumentaram a sua presença e por volta das 11:00, trouxeram o canhão de água".


Um porta-voz do governador da província, Hamidullah Mutawakil, afirmou que havia apenas quatro ou cinco manifestantes.


"Elas não tinham agenda, vieram aqui apenas para fazer um filme", disse, sem mencionar a violência contra as mulheres ou o uso do canhão de água.


Um testemunho recolhido pela agência alemã DPA dá também conta de mais de uma centena de manifestantes concentradas hoje junto ao edifício do governo provincial de Herat, que gritavam a palavra de ordem "A educação é um direito nosso".


A proibição de frequência da universidade por parte de mulheres tem suscitado uma condenação internacional generalizada, inclusive por parte de países de maioria muçulmana como a Arábia Saudita, Turquia, Emiratos Árabes Unidos e Qatar, assim como avisos dos Estados Unidos e do grupo G-7 de que esta política terá consequências para os talibãs.



Um funcionário do governo talibã, o ministro do Ensino Superior, Nida Mohammad Nadim, falou pela primeira vez sobre a proibição, na quinta-feira, numa entrevista à televisão estatal afegã, tendo afirmado que a medida era necessária para evitar a mistura de géneros nas universidades e porque acredita que algumas disciplinas ensinadas violam os princípios do Islão.


Nida Mohammad Nadim disse ainda que a proibição estaria em vigor até nova ordem.


Apesar de inicialmente terem prometido regras mais moderadas, respeitando os direitos das mulheres e das minorias, os talibãs aplicaram amplamente a sua interpretação da lei islâmica, ou Sharia, desde que tomaram o poder, em agosto de 2021.


Baniram as raparigas do ensino secundário e das universidades, proibiram as mulheres na maioria das áreas profissionais e ordenaram-lhes que vestissem roupa dos pés à cabeça em público.


As mulheres estão também proibidas de frequentar parques e ginásios. Ao mesmo tempo, a sociedade afegã, embora largamente tradicional, tem abraçado cada vez mais a educação de raparigas e mulheres ao longo das últimas duas décadas.


Também hoje, na cidade de Quetta, no sudoeste do Paquistão, dezenas de estudantes refugiadas afegãs protestaram contra a proibição do ensino superior feminino na sua terra natal e exigiram a reabertura imediata dos campus universitários para as mulheres.



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Talibãs proibem mulheres afegãs de trabalharem em ONG


As autoridades talibãs ordenaram às organizações não governamentais nacionais e internacionais para não trabalharem mais com mulheres, após "queixas graves" de que não seguiam um código de vestuário adequado, disse à AFP fonte do Ministério da Economia.



Talibãs proibem mulheres afegãs de trabalharem em ONG





"Há queixas graves relativas ao não respeito do hijab islâmico e de outras regras e regulamentos relativos ao trabalho das mulheres nas organizações nacionais e internacionais", afirmou o ministro encarregado de aprovar as licenças das ONG a operar no Afeganistão, numa carta a que a AFP teve acesso.


Um porta-voz do ministério confirmou que o ministro da Economia, Qari Din Mohammed Hanif, enviou esta ordem às ONG.


Não são conhecidos detalhes sobre a medida, que pode ser mais um passo para intensificar as medidas restritivas contra as mulheres no Afeganistão.


As forças de segurança talibãs utilizaram hoje um canhão de água para dispersar mulheres que protestavam contra a proibição de frequentarem o ensino universitário no Afeganistão, segundo testemunhas oculares, citadas por agências internacionais de notícias.


A decisão de banir as mulheres das universidades foi tomada na terça-feira passada pelo governo liderado pelos talibãs e tem causado indignação e oposição no país e a nível internacional.


Apesar de inicialmente terem prometido regras mais moderadas, respeitando os direitos das mulheres e das minorias, os talibãs aplicaram amplamente a sua interpretação da lei islâmica, ou Sharia, desde que tomaram o poder, em agosto de 2021.


Baniram as raparigas do ensino secundário e das universidades, proibiram as mulheres na maioria das áreas profissionais e ordenaram-lhes que vestissem roupa dos pés à cabeça em público.


As mulheres estão também proibidas de frequentar parques e ginásios. Ao mesmo tempo, a sociedade afegã, embora largamente tradicional, tem abraçado cada vez mais a educação de raparigas e mulheres ao longo das últimas duas décadas.



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Talibãs "não são contra" educação de mulheres, apesar de restrições


As autoridades talibãs no Afeganistão alegaram hoje que "não são contra" a educação das mulheres, apesar de as terem proibido de frequentar o ensino secundário e superior, entre outras restrições.



Talibãs não são contra educação de mulheres, apesar de restrições



Os fundamentalistas islâmicos salientam que "todas as instituições" devem "cumprir as regras e regulamentos aprovados".


O vice-primeiro-ministro afegão, Maulavi Abdul Kabir referiu que os talibãs estão a trabalhar para "pôr fim" à proibição "o mais rapidamente possível", acrescentando que o Afeganistão "é a casa comum de todos os afegãos", segundo a agência noticiosa afegã Bajtar News.


As palavras de Kabir foram divulgadas após uma reunião com representantes de universidades privadas, que defenderam o regresso das estudantes do sexo feminino às aulas e o reforço do sistema educativo, a fim de promover o progresso do país.


Entretanto, o porta-voz talibã e vice-ministro da Informação afegão Zabihullah Mujahid apelou aos Estados Unidos para "deixarem de interferir nos assuntos internos" do Afeganistão após as críticas de Washington à proibição de mulheres trabalharem para organizações não governamentais.


"Todas as instituições que querem operar no Afeganistão são obrigadas a cumprir as regras e regulamentos do nosso país. Não permitiremos que ninguém diga coisas estúpidas ou faça ameaças sobre as decisões dos nossos líderes sob o argumento da ajuda humanitária", declarou Mujahid na sua conta na rede social Twitter.


A encarregada de Negócios dos EUA para o Afeganistão, Karen Decker, desafiou no domingo os talibãs a "explicarem como vão distribuir ajuda humanitária a mulheres e crianças na ausência de pessoal feminino", no meio de críticas internacionais à decisão do grupo.


O chefe interino da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), Ramiz Alakbarov, reuniu-se hoje com as autoridades afegãs para exigir que retirassem a sua decisão de proibir as mulheres de trabalharem para organizações não governamentais.


"Milhões de afegãos precisam de ajuda humanitária e a remoção das barreiras é crucial", declarou.


A decisão foi anunciada no sábado pelo Ministério da Economia afegão e afeta todas as organizações não governamentais nacionais e internacionais. Embora não afete diretamente a ONU, impossibilita muitos dos seus programas de ajuda, uma vez que são levados a cabo por ONG afetadas pela medida.




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Afeganistão. Mais duas ONG suspendem atividade após proibição de mulheres




Mais duas organizações não-governamentais (ONG) - Christian Aid e ActionAid - anunciaram esta segunda-feira a suspensão das atividades no Afeganistão, depois de os talibãs terem proibido as mulheres de trabalharem em estruturas humanitárias.


Afeganistão. Mais duas ONG suspendem atividade após proibição de mulheres





Com os anúncios desta segunda-feira, sobe para seis o número de ONG que suspenderam as respetivas atividades em território afegão.


"A ActionAid tomou a difícil decisão de interromper temporariamente a maior parte dos seus programas no Afeganistão" até que a situação se esclareça, anunciou a ONG em comunicado.


Criticando a "erosão gradual" dos direitos das mulheres no Afeganistão, a ActionAid, com a qual trabalham 97 mulheres no país, denunciou as "consequências devastadoras" da decisão dos talibãs.


"As mulheres são essenciais para qualquer operação de ajuda humanitária", especialmente no Afeganistão, onde "só as mulheres podem interagir com as mulheres", explicou a ONG.


De acordo com as Nações Unidas, mais de metade dos 38 milhões de habitantes do país precisam de assistência humanitária durante o rigoroso inverno.


Também a Christian Aid anunciou que procura "rapidamente obter esclarecimentos" sobre este anúncio dos talibãs e "exorta as autoridades a inverter esta proibição", disse o chefe da organização para esta região, Ray Hasan, num comunicado.


"Proibir as mulheres do trabalho humanitário apenas reduzirá a nossa capacidade de ajudar o crescente número de pessoas necessitadas e piora a terrível crise humanitária que mulheres e meninas enfrentam", explicou.


"Além disso, esta decisão irá perturbar profundamente as famílias que dependem do salário de trabalhadoras humanitárias no contexto da grave crise económica no Afeganistão", acrescentou o representante.


A Christian Aid indicou ainda que milhões de pessoas estão "à beira da fome" no Afeganistão, com relatos de famílias "tão desesperadas que foram obrigadas a vender os filhos para comprar comida".


No domingo, três ONG - Save the Children, Norwegian Refugee Council e CARE International - anunciaram conjuntamente a suspensão das suas atividades. O mesmo aconteceria com o Comité Internacional de Resgate (IRC).


O Ministério da Economia afegão ordenou no sábado que todas as ONG parem de empregar mulheres, correndo o risco de ver a sua licença operacional suspensa.


O ministério argumentou que tomou a decisão depois de receber "sérias reclamações" sobre o não cumprimento do uso do 'hijab' (véu islâmico) imposto no país.


A decisão sobre as ONG do governo talibã segue-se à proibição de as mulheres frequentarem o ensino superior.


Os talibãs retomaram o poder em agosto de 2021, após a retirada de uma força internacional liderada pelos Estados Unidos que esteve no Afeganistão durante 20 anos.


No seu primeiro governo (1996-2001), os talibãs baniram as mulheres da educação e dos espaços públicos e proibiram a música, a televisão e muitos desportos.



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Afeganistão. Talibãs defendem lei islâmica sobre os direitos das mulheres




O governo talibã assegurou hoje que as restrições impostas às mulheres em termos de educação, trabalho e livre circulação são necessárias para moldar a realidade do país segundo as normas da lei islâmica, ou 'sharia'.



Afeganistão. Talibãs defendem lei islâmica sobre os direitos das mulheres


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"O Emirado Islâmico tenta regular todos os assuntos à luz da 'sharia' islâmica. Devido ao seu sentido de responsabilidade para com a sua religião e o seu povo, não podemos permitir ações ilegais no país", disse o principal porta-voz do governo fundamentalista, Zabiullah Mujahid, citado num comunicado.


A declaração do porta-voz surge um dia depois de uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as rígidas proibições aplicadas às mulheres e meninas afegãs.


Num comunicado conjunto assinado por 11 dos 15 membros do Conselho de Segurança, os representantes instaram os talibãs a reverterem de imediato todas as medidas opressivas contra as mulheres e meninas, aderindo aos compromissos estabelecidos pelas Nações Unidas.


"As organizações internacionais e os países devem compreender o nosso país e os desejos religiosos da nossa nação de que as questões humanitárias não estejam vinculadas às questões políticas", disse Mujahid.


Ainda assim, acrescentou: "Estamos prontos para cooperar com os países em todas as áreas, de acordo com os princípios e valores religiosos do país".

Desde a queda de Cabul, em agosto de 2021, as mulheres sofreram uma deterioração dos seus direitos, com restrições como a segregação por género em locais públicos, a imposição do véu ou a obrigação de serem acompanhadas por um familiar masculino em viagens longas.


Uma realidade que se assemelha cada vez mais à época do primeiro regime fundamentalista, entre 1996 e 2001, quando, segundo uma rígida interpretação do Islão e do seu rígido código social conhecido como Pashtunwali, foi proibida a frequência feminina nas escolas e as mulheres foram confinadas à sua casa.


Citado pela agência espanhola EFE, o estudioso islâmico Malavi Mohammad Amin sustentou que proibir as adolescentes de frequentaram a escola, a universidade e o trabalho não é um valor islâmico, nem faz parte da cultura afegã.


"Devo dizer que os afegãos eram e são muçulmanos e já faziam o que o Islão manda. Em caso de algum desvio, eram necessárias apenas algumas pequenas reformas de alguns dias, não essas longas proibições", concluiu.



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Save the Children retoma parcialmente trabalho humanitário no Afeganistão




A organização não-governamental (ONG) Save The Children anunciou hoje a retomada das suas atividades humanitárias em várias zonas do Afeganistão, onde as autoridades talibãs decidiram levantar parcialmente o veto contra as suas funcionárias.



Save the Children retoma parcialmente trabalho humanitário no Afeganistão


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O anúncio surge três semanas após o veto generalizado do movimento fundamentalista talibã contra as funcionárias humanitárias no país -- e depois de outros contra a educação secundária e universitária feminina --, que obrigou estas organizações a suspender as operações.


A Save the Children indica que irá retomar as atividades após ter recebido "garantias claras e fiáveis por parte das autoridades relevantes" de que "as funcionárias estarão a salvo e poderão trabalhar sem interferências".


A maioria dos programas da organização ainda está, contudo, suspensa por falta de garantias.


De acordo com o chefe das operações da ONG, David Wright, "as mulheres são essenciais" porque representam 50% da força de trabalho humanitário no país e são treinadas para falar com mulheres e meninas afegãs.


Quatro grandes agências humanitárias alertaram, no final de dezembro de 2022, que a proibição de as mulheres trabalharem em grupos não-governamentais, no Afeganistão, iria causar mortes, já que as funcionárias são cruciais para a prestação de assistência no país.


As organizações - Save the Children, Care, World Vision e Conselho Norueguês para os Refugiados -- anunciaram então, numa conferência de imprensa conjunta, que iriam suspender as suas operações no Afeganistão.



"Se não conseguirmos realizar as nossas operações, muitas crianças vão morrer. Centenas de milhares de pessoas vão morrer, a situação é muito grave", disse, na altura, a diretora executiva da Save the Children International, Inger Ashing.


O alerta foi feito na sequência do anúncio do Ministério da Economia afegão a proibir as mulheres de continuarem a trabalhar em ONG nacionais ou internacionais, alegadamente porque não usam, no local de trabalho, o lenço islâmico, ou 'hijab', de forma correta.


A ordem foi mais um golpe nos direitos e liberdades das mulheres desde que os talibãs assumiram o poder 'de facto' no país, em agosto de 2021.


A medida gerou uma onda de condenação internacional, com as Nações Unidas e vários países do Ocidente a pedir aos talibãs que revertessem a decisão de imediato, até porque o país enfrenta uma crise humanitária cada vez mais profunda, além de um inverno rigoroso e um colapso económico.


As quatro agências lembraram que o Afeganistão está a enfrentar uma das piores crises da sua História, com seis milhões de pessoas à beira da fome.


Apesar de inicialmente terem prometido um Governo mais moderado, com respeito pelos direitos das mulheres e das minorias, os talibãs têm adotado uma interpretação cada vez mais fundamentalista da lei islâmica, ou 'sharia'.


Além de proibirem a frequência por meninas do ensino primário, médio e universitário, barraram as mulheres da maioria dos setores de trabalho e ordenaram-lhes o uso, em público, de roupas que as tapem da cabeça aos pés.


A sociedade afegã, embora muito tradicional, tinha adotado nos últimos 20 anos, sob influência dos Estados Unidos e aliados, o hábito de enviar as meninas e mulheres para a escola.


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Ex-deputada afegã morre em sua casa em Cabul




Mursal Nabizada, deputada durante o governo anterior apoiado pelo Ocidente, recusou-se a deixar o Afeganistão quando os talibãs tomaram o poder, em agosto de 2021.


Ex-deputada afegã morre em sua casa em Cabul


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Homens armados mataram uma ex-deputada afegã e o seu guarda-costas na sua própria casa em Cabul na madrugada de domingo, disse a polícia, citada pela AFP.


Mursal Nabizada, deputada durante o governo anterior apoiado pelo Ocidente, recusou-se a deixar o Afeganistão quando os talibãs tomaram o poder em agosto de 2021.


A mulher de 32 anos foi morta a tiro por homens ainda não identificados, disse o porta-voz da polícia afegã, Khalid Zadran.


Um dos seus irmãos ficou ferido no ataque, disse a mesma fonte, em comunicado.



As forças de segurança abriram uma investigação para tentar "encontrar os criminosos e levá-los à Justiça", acrescentou o porta-voz.


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Talibãs proíbem as mulheres de fazer exames de acesso à universidade


Os talibãs proibiram hoje as estudantes afegãs de se apresentarem a provas de acesso à universidade, um mês depois de ter sido vetada a educação superior feminina no Afeganistão.


Talibãs proíbem as mulheres de fazer exames de acesso à universidade



"Vale a pena mencionar que as estudantes mulheres não podem matricular-se até nova ordem", indicou o Ministério da Educação Superior do Governo interino dos talibãs, numa carta dirigida às universidades privadas e aos institutos de educação superior, um texto a que a EFE teve acesso.


Qualquer "desvio" da proibição à educação superior feminina "será tratado de acordo com a lei", indicaram os talibãs, que governam o país segundo uma interpretação estrita da lei islâmica e aplicam regularmente punições corporais e até execuções em público.


Esta clarificação surge depois de em dezembro ter sido imposta a proibição das mulheres nas universidades, que era permitida, uma medida que se juntou à proibição das alunas de acederem ao ensino secundário desde que os talibãs chegaram ao poder em agosto de 2021.


No mês passado, as mulheres também foram proibidas de trabalhar em organizações não-governamentais (ONG), com o pretexto de que muitas funcionárias não cobriam a cabeça.


A decisão recebeu a condenação da comunidade internacional e levou a que várias ONG suspendessem os seus programas no Afeganistão.


Apesar das promessas de mudança que fizeram quando assumiram o poder, as medidas adotadas pelos talibãs contra as afegãs recordam cada vez mais a época do primeiro regime talibã (1996-2001), quando as mulheres foram relegadas para tarefas domésticas, sem possibilidade de sair de casa.


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Talibãs matam três jihadistas em edifício usado para planear ataques




Os homens pertenciam alegadamente ao Estado Islâmico, que rivaliza com os talibãs e que tem levado a cabo ataques terroristas pela região.



Talibãs matam três jihadistas em edifício usado para planear ataques


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As forças de inteligência do regime talibã, que governa o Afeganistão, alegam ter matado três militantes do Estado Islâmico numa operação em Cabul, anunciou, esta terça-feira, o governo do país.


Segundo conta a Associated Press, citando fontes no regime, o raide ocorreu num edifício residencial onde, disse Khalil Hamraz, porta-voz do serviço secreto do Afeganistão, os militantes prepararam ataques recentes em Cabul.


Além dos três mortos, foi ainda detido um homem durante a noite. Foi também apreendido equipamento militar.



A Associated Press acrescenta que testemunhas no local ouviram várias explosões e um tiroteio que durou várias horas.


A cédula do Estado Islâmico no Afeganistão, conhecida como Estado Islâmico da Província de Khorasan (ISKP, na sigla em inglês), é um grupo terrorista que é rival dos talibãs. Depois da tomada do Afeganistão pelo regime, em agosto de 2021, o ISKP intensificou os seus ataques, especialmente contra membros da minoria xiita no país.


Recentemente, um ataque suicida reivindicado pelo ISKP fez mais de 20 mortos no Afeganistão, e o grupo tem levado a cabo também ataques no Paquistão.


Desde 2021 que os talibãs passaram a controlar toda a atividade governativa do Afeganistão, aproveitando a saída dos Estados Unidos da região. Desde então, o governo instaurou de novo uma brutal ditadura, que tem sido marcada pelos regressos civilizacionais, especialmente no que diz respeito aos direitos das mulheres (que passaram a ficar impedidas de estudar, de trabalhar e ficaram isoladas de quase todos os aspetos da sociedade, sem a presença de um homem).


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Talibãs proíbem mulheres afegãs de trabalharem para a ONU em todo o país


Os talibãs emitiram uma ordem que proíbe as mulheres afegãs empregadas pela ONU, até agora isentas destas restrições, de trabalharem em qualquer lugar no Afeganistão, adiantou hoje o porta-voz da organização, denunciando uma decisão "inaceitável e francamente inconcebível".


Talibãs proíbem mulheres afegãs de trabalharem para a ONU em todo o país



"Fomos informados por diferentes canais que a proibição se aplica a todo o país", realçou Stéphane Dujarric, citado pela agência France-Presse (AFP).


Inicialmente, a missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) tinha anunciado que os talibãs tinham proibido as seus funcionárias de trabalhar na província oriental de Nangarhar.


Dujarric referiu que a decisão é para todo o território e que a ONU ainda está à procura de mais informações.


Esta quarta-feira estão marcadas reuniões em Cabul com os "governantes de facto" do país para tentar esclarecer os detalhes, enquanto se avalia o seu possível impacto, acrescentou.


"Para o secretário-geral [António Guterres] tal proibição é inaceitável e francamente inconcebível", apontou, denunciando a vontade de "minar as capacidades das organizações humanitárias para ajudar quem mais precisa".


O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, deixou claro que, sem as mulheres, as Nações Unidas não poderão continuar a ajudar o país população como tem feito.


"As mulheres do nosso quadro são essenciais para que as Nações Unidas prestem uma ajuda vital", sublinhou o porta-voz durante a sua conferência de imprensa diária.


Dujarric vincou que este veto não só viola "os direitos fundamentais das mulheres" como também dificulta a continuidade do trabalho da organização no terreno.


Entre outras coisas, recordou que "dada a sociedade e a cultura" no Afeganistão "são necessárias mulheres para ajudar as mulheres", que estão entre as mais ameaçadas pela enorme crise humanitária no país, aludindo ao facto de que em muitas regiões não é bem visto que os homens atendam as mulheres, ou vice-versa.

De acordo com Dujarric, a proibição é "inaceitável" e contribui para uma "tendência preocupante de minar a capacidade das organizações de ajuda humanitária de alcançar os mais necessitados".


Segundo dados da ONU, entre 30 e 40% do pessoal das organizações humanitárias que entregam, gerem, controlam ou avaliam a necessidade de assistência são mulheres.


Dujarric acrescentou que a organização tem atualmente cerca de 4.000 pessoas a trabalhar no Afeganistão, das quais cerca de 3.300 são nativas do país, embora não tenha revelado quantas são mulheres.


No dia seguinte à proibição, várias ONG anunciaram a suspensão das suas atividades, antes de as retomarem em meados de janeiro com o apoio das suas funcionárias em alguns setores que se beneficiam de isenções, como saúde e nutrição.


As mulheres ou a educação das raparigas são um assunto sensível no Afeganistão, após a tomada do poder pelos talibãs em agosto de 2021.


Os talibã impedem as mulheres de participarem na vida pública do país tendo muitas afegãs perdido os empregos no setor público.


Desde novembro do ano passado as mulheres afegãs foram também proibidas de frequentarem parques, ginásios e banhos públicos.


As mulheres afegãs não são autorizadas a viajar sem serem acompanhadas de um parente do sexo masculino e devem estar sempre cobertas quando saem de casa.




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ONU pede aos talibãs o fim das execuções públicas no Afeganistão


Um relatório da ONU, divulgado hoje, pediu ao Governo afegão que ponha fim às execuções públicas, criticando ainda a realização de apedrejamentos e açoitamentos em público desde que os talibãs subiram ao poder no país.


ONU pede aos talibãs o fim das execuções públicas no Afeganistão



Nos últimos seis meses, 274 homens, 58 mulheres e dois meninos foram açoitados publicamente no país, de acordo com um relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA, na sigla em inglês).


"O castigo corporal é uma violação da Convenção contra a Tortura e deve terminar", disse a chefe de direitos humanos da UNAMA, Fiona Frazer, que pediu também uma moratória imediata sobre as execuções.


O Ministério dos Negócios Estrangeiros talibã disse em resposta que as leis do Afeganistão são determinadas de acordo com as regras e diretrizes islâmicas e que a esmagadora maioria dos afegãos segue essas regras.


"No caso de um conflito entre a lei internacional de direitos humanos e a lei islâmica, o Governo é obrigado a seguir a lei islâmica", afirmou o ministério, em comunicado.


Houve um aumento significativo no número e na regularidade dos castigos corporais impostos pela justiça desde novembro, disse o relatório.


Nesse mês, o principal porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid, repetiu, na rede social Twitter, comentários do líder supremo dos talibãs, o mullah Hibatullah Akhundzada, sobre juízes e a forma como estavam a aplicar a lei islâmica.


Desde então, a UNAMA documentou pelo menos 43 casos de chicotadas públicas envolvendo 274 homens, 58 mulheres e dois meninos.


A maioria das punições estava relacionada com condenações por adultério e "fuga de casa", disse o relatório. Outros supostos delitos incluíam roubo, homossexualidade, consumo de álcool, fraude e tráfico de drogas.


Numa mensagem de vídeo, o procurador-geral adjunto nomeado pelos talibãs, Abdul Malik Haqqani, disse na semana passada que o Tribunal Supremo afegão tinha emitido 175 veredictos de retribuição desde que assumiu o poder, incluindo 79 açoitamentos e 37 apedrejamentos.


Estes veredictos estabelecem o direito de uma suposta vítima, ou parente de uma vítima de um crime, de punir ou perdoar o perpetrador. Haqqani disse que a liderança talibã está empenhada em cumprir essas sentenças.





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Cerca de 60 raparigas hospitalizadas após envenenamento no Afeganistão


Ainda não foram efetuadas detenções.


Cerca de 60 raparigas hospitalizadas após envenenamento no Afeganistão



Cerca de 60 raparigas foram hospitalizadas após serem envenenadas na sua escola no norte do Afeganistão, avança a Reuters, esta segunda-feira, citando a polícia.


Segundo a mesma fonte, o envenenamento teve como alvo uma escola para raparigas na província de Sar-e Pol. Um porta-voz da polícia indicou que o incidente teve lugar depois de "algumas pessoas desconhecidas" terem entrado na escola, não adiantando, contudo, detalhes sobre a substância usada ou sobre quem possa estar por trás da situação.



Ainda não foram efetuadas detenções.



As raparigas afetadas foram levadas para o hospital, mas estavam em "boas condições".


Sublinhe-se que o incidente ocorreu numa altura em que a educação das mulheres enfrenta um intenso escrutínio desde que os Talibã assumiram o poder. Incidentes semelhantes têm acontecido no Irão, onde há registo de vários ataques por envenenamento a escolas femininas.



No Afeganistão, os Talibã impediram a maioria das mulheres de frequentar o ensino médio e a universidade. Mantêm-se abertas escolas primárias para raparigas até aos 12 anos.






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Governo talibã realiza segunda execução pública no Afeganistão


As autoridades talibãs anunciaram hoje a segunda execução pública desde que assumiram o poder no Afeganistão, em agosto de 2021, de um homem condenado por um homicídio múltiplo numa mesquita no leste do Afeganistão.

Governo talibã realiza segunda execução pública no Afeganistão



"[O homem] foi executado em público na cidade de Sultan Ghazi Baba, no centro da província de Laghman, de maneira que sofresse e servisse de lição para outros", declararam as autoridades provinciais num comunicado à imprensa.


A nota indicou que o homem executado era "Ajmal, filho de Naseem", sublinhando ainda que este foi condenado pelo assassínio de cinco pessoas.



Um responsável do serviço provincial de comunicação e cultura disse à agência de notícias AFP que cerca de 2.000 pessoas assistiram à execução - incluindo familiares das suas vítimas - e que esta foi realizada de acordo com a lei islâmica.



A primeira execução pública do atual governo talibã no Afeganistão ocorreu em dezembro, na província de Farah, no oeste do país.
As execuções públicas eram comuns durante o primeiro regime talibã, entre 1996 e 2001.



Os condenados eram frequentemente mortos a tiro ou apedrejados até a morte, dependendo dos crimes que haviam sido acusados.



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Talibãs dispersam protestos contra fecho de salões de beleza


As forças de segurança afegãs intervieram hoje com violência para dispersar dezenas de mulheres que protestavam em Cabul contra a decisão das autoridades talibãs de encerrar salões de beleza, em mais uma restrição à sua liberdade.

Talibãs dispersam protestos contra fecho de salões de beleza





Desde o seu regresso ao poder, em agosto de 2021, os talibãs excluíram as mulheres da maioria das escolas secundárias, universidades e administrações públicas, proibiram-nas de entrar em parques, jardins, pavilhões desportivos e banhos públicos e obrigaram-nas a cobrir-se completamente quando saem de casa.


A decisão de encerrar salões de beleza -- que foi anunciada num decreto publicado no final de junho - vai provocar o desaparecimento de milhares de negócios geridos por mulheres, cujas famílias muitas vezes não têm outras fontes de rendimento.



As manifestações são raras no Afeganistão e geralmente são dispersadas com violência pelas forças de segurança.



Ainda assim, cerca de cinquenta mulheres arriscaram participar nos protestos de hoje, que rapidamente chamou a atenção dos serviços de segurança, que usaram canhões de água para terminar a manifestação.



A missão das Nações Unidas no Afeganistão já condenou a forma como a manifestação foi dispersada.



"Relatos de forte repressão contra um protesto pacífico de mulheres por causa da proibição de salões de beleza - a mais recente violação dos direitos das mulheres no Afeganistão - são profundamente perturbadores", escreveu a missão na sua conta na rede social Twitter.



"Os afegãos têm o direito de expressar as suas opiniões sem enfrentar a violência", acrescentaram as Nações Unidas.



O Ministério da Prevenção do Vício e Promoção da Virtude, ao confirmar a medida poucos dias após a promulgação do decreto, clarificou que os salões de beleza tinham um mês para fechar.



As autoridades talibãs justificaram a decisão pelo facto de somas extravagantes estarem a ser gastas em salões, nas celebrações de casamentos, alegando que isso constitui um fardo muito pesado para as famílias pobres.


Os talibãs argumentam ainda que o excesso de maquilhagem no rosto impede que as mulheres façam a ablução antes das orações.



Os salões de beleza proliferaram em Cabul e nas principais cidades afegãs durante os 20 anos de ocupação pelas forças norte-americanas e da NATO, antes do regresso dos talibãs ao poder.




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Três anos após regresso dos talibãs, Afeganistão está mergulhado na pobreza


Três anos após o regresso dos talibãs a Cabul, o Afeganistão tem uma economia de "crescimento zero", com a população atolada na pobreza, uma crise humanitária que se agrava e sem esperança de melhoria num futuro próximo.

Três anos após regresso dos talibãs, Afeganistão está mergulhado na pobreza






Em 2021, o novo governo herdou uma administração estabelecida. Os preços baixaram, a moeda aguentou-se bem, a corrupção deixou de ser um fenómeno sem precedentes e a cobrança de impostos melhorou.



Acima de tudo, a segurança regressou, criando um clima propício à atividade empresarial. Após 40 anos de guerra, as mercadorias e as pessoas podem agora deslocar-se em segurança de Cabul a Herat, a oeste, e de Mazar-e-Sharif, norte, a Jalalabad, leste.



Mas o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu uma contração violenta, de 26% em 2021 e 2022, segundo o Banco Mundial, que antecipa que "o crescimento será nulo nos próximos três anos e o rendimento 'per capita' diminuirá devido ao crescimento demográfico".



A ajuda ao desenvolvimento praticamente cessou porque o governo não é reconhecido por nenhum país e a ajuda humanitária foi reduzida, além de um terço dos 45 milhões de afegãos sobreviverem com pão e chá, enquanto o desemprego é maciço.



O Afeganistão, rico em minerais, tem também um grande potencial agrícola, mms sofre de fuga de cérebros, falta de infraestruturas, de conhecimentos especializados estrangeiros e de financiamento.



"A guerra está a encontrar parceiros estratégicos", disse à agência AFP Sulaiman Bin Shah, vice-ministro do Comércio na manhã em que, em agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul e que é atualmente consultor de investimentos.



Cabul encontrou alguns: "com a Rússia, a China, o Paquistão, o Irão [e as repúblicas da Ásia Central], estamos a cooperar muito", afirmou hoje, com satisfação, Ahmad Zahid, vice-ministro do Comércio e da Indústria.


O projeto em Mes Aynak, o segundo maior depósito de cobre do mundo, que está parado desde 2008, acaba de ser relançado por Cabul e Pequim. Mas para sair do subdesenvolvimento, "é preciso reabrir os canais bancários", bloqueados pelas sanções ocidentais e pelo congelamento dos ativos do Banco Central, diz Bin Shah.



A AFP perguntou aos afegãos em Cabul, Herat e Ghazni (centro do Afeganistão) como vivem atualmente.



Aos 54 anos, Azizullah Rehmati é um empresário feliz. A sua fábrica de açafrão deverá duplicar a produção este ano.


"Antes, queríamos investir fora do país, mas com a segurança de volta e as exportações facilitadas, preferimos investir no Afeganistão", diz.



Até 2021, a sua Red Gold Saffron Company tinha o seu açafrão escoltado por guardas até ao aeroporto de Herat.


"Agora, não há qualquer problema", afirma Rehmati, que exporta para 27 países. Na sua fábrica, as mulheres selecionam os pistilos vermelhos da preciosa especiaria com pinças.



Mas apenas metade das empresas afegãs ainda dão emprego a mulheres. As restrições impostas pelos Talibãs às atividades e à educação das mulheres estão a pesar na economia.



"A transferência de dinheiro é um verdadeiro problema. Temos de passar por agentes de câmbios no Dubai para conseguirmos levar o nosso dinheiro para o Afeganistão", acrescenta Regmati.



"Se não conseguirmos um visto a tempo de ir a feiras internacionais, ou se não conseguirmos um visto de todo, perdemos posições no mercado mundial", lamenta.



Wahid Nekzai Logari foi membro da Orquestra Nacional e deu concertos de sarenda, um instrumento de cordas tradicional, e de harmónio, até à Índia. "Sustentei toda a minha família. Tínhamos uma boa vida", diz o afegão de 46 anos, na sua modesta casa num subúrbio de Cabul.



"Com a criação do Emirado Islâmico, a música foi proibida. Agora estou desempregado". Para alimentar a família de sete pessoas, conduz ocasionalmente um táxi. Atualmente, ganha apenas 5.000 afegãos por mês (65 euros), um quinto do que ganhava com os seus concertos.



"Os talibãs revistaram a minha casa, como todas as outras em Cabul. Viram os meus instrumentos. Eu disse-lhes que já não os tocava e eles não os partiram. Ninguém nos disse: já não podem tocar música, mas vamos arranjar maneira de alimentarem a vossa família", lamenta.



A ordem de encerramento dos salões de beleza no ano passado "partiu-lhe o coração", mas Sayeda (nome fictício) mudou-se para outra zona de Cabul há quatro meses. "Encontrámos este lugar para alugar", diz a gerente de 21 anos, "na condição de os clientes virem muito discretamente e de alguns dos nossos empregados dormirem aqui, para que os vizinhos pensem que vive aqui uma família. Antes, tínhamos 30 a 40 clientes por dia, agora são seis ou sete", diz a mulher que, no entanto, manteve os seus 25 empregados para que "todos tenham um rendimento".



O rendimento do salão foi dividido por três. O salário de Sayeda passou de 25.000 afegãos para entre 8.000 e 12.000. "Estamos a trabalhar às escondidas e não sabemos por quanto tempo mais", preocupa-se Sayeda. A polícia "descobriu alguns salões [ilegais], partiu o equipamento, maltratou o pessoal" e aplicou multas.



Durante quatro anos, Abdul Wali Shaheen quis "morrer como um mártir" nas fileiras talibãs. Depois da vitória, trocou o lança-foguetes por um computador no Departamento de Informação e Cultura de Ghazni.



"Não estava tão stressado como agora", admite o antigo 'mujahid' de 31 anos. "Tenho mais responsabilidades para com o público. A única coisa que fazíamos era fazer a 'jihad', mas agora é mais difícil", diz.



O salário de 10.000 afegãos é suficiente para alimentar a família de cinco pessoas. "Dou ao Emirado um 1/10 dos meus rendimentos nestes três anos. Tudo está a correr bem e temos esperança no futuro", diz.




Cita o regresso da segurança, "um grande sucesso", e a expropriação de terrenos e edifícios públicos ocupados ilegalmente. No entanto, admite que existem "lacunas", que espera que "sejam colmatadas".
"A paz deve continuar", conclui.



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Das máscaras às fotos no telemóvel: Afeganistão quer "prevenir vícios"


A lei para "promover a virtude e prevenir o vício" entre a população foi promulgada no Afeganistão, em conformidade com a 'Sharia' (lei islâmica), anunciou quarta-feira o Ministério da Justiça talibã.


Das máscaras às fotos no telemóvel: Afeganistão quer prevenir vícios





Publicada no Boletim Oficial de 31 de julho, a lei de 35 artigos estabelece proibições já conhecidas no Emirado Islâmico, mas a sua promulgação poderá permitir reforçar o controlo já apertado da população.


No seu 'site', o ministério divulgou que a lei tinha sido previamente aprovada pelo líder supremo dos talibãs, o emir Hibatullah Akhundzada, que governa o Afeganistão por decreto a partir da sua fortaleza de Kandahar (sul).



A aplicação desta lei é responsabilidade do poderoso Ministério da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício (PVPV), que controla potencialmente todos os aspetos da vida afegã, tanto sociais como privados, e assegura a aplicação ultra rigorosa da lei 'Sharia'.



O governo talibã afirmou recentemente que pretendia reforçar o papel do PVPV, que, segundo as Nações Unidas, cria um "clima de medo e de intimidação" entre os afegãos.



A nova lei estipula, nomeadamente, que "as mulheres devem cobrir completamente o corpo na presença de homens que não pertençam à sua família", bem como o rosto "por medo de tentações". Isto implica o uso de uma máscara (tipo Covid-19) sobre a boca, aplicando-se ainda "às mulheres que tiverem de sair de casa por necessidade".



As mulheres não devem também usar a sua voz em público através de canções ou poesia, assim como estão previstas proibições para os condutores de veículos: nada de música, nada de drogas, transporte de mulheres sem véu, mulheres na presença de homens que não sejam membros da sua família, ou mulheres sem um 'mahram' (acompanhante, um membro masculino da família).



A lista de proibições inclui também adultério, homossexualidade, jogos de azar, luta com animais, criação ou visualização de imagens de seres vivos no computador ou no telemóvel, ausência de barba ou barba demasiado curta para os homens, cortes de cabelo "contrários à 'Sharia'".



A "amizade" com "um infiel" - um não muçulmano - é proibida e as cinco orações diárias são obrigatórias.



No que respeita aos meios de comunicação social, a lei estipula que não devem publicar "conteúdos hostis à 'Sharia' e à religião", ou que "humilhem os muçulmanos" ou "mostrem seres vivos".



O texto prevê sanções graduais para os infratores que passam por advertências verbais, ameaças, multas, prisão preventiva de uma hora a três dias ou qualquer outra sanção solicitada pelo PVPV. Em caso de reincidência, o caso é remetido para os tribunais.



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ONU condena lei talibã que silencia mulheres no Afeganistão


A missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) afirmou hoje que a nova lei dos talibãs, que obriga as mulheres a cobrir o rosto com véu e as proíbe de falar em público, reflete "uma visão desoladora do futuro".



ONU condena lei talibã que silencia mulheres no Afeganistão






Em comunicado, o organismo das Nações Unidas assumiu estar preocupado com a promulgação de "uma nova lei sobre a moralidade que impõe amplas restrições à conduta pessoal e confere à polícia da moralidade vastos poderes".




Os talibãs assumiram o controlo do Afeganistão em agosto de 2021 e, na quinta-feira, incluíram na lei para a propagação da virtude e prevenção do vício muitas das limitações que têm vindo a defender, como o uso obrigatório do hijab pelas mulheres e o vestuário dos homens, que são obrigados a deixar crescer a barba.



A lei proíbe também as mulheres de falarem em locais públicos, constatou a representante especial das Nações Unidas para o Afeganistão, Roza Otunbayeva.



A legislação "alarga as restrições já intoleráveis aos direitos das mulheres e raparigas, e até o som das vozes das mulheres fora das suas habitações é aparentemente uma falha moral", afirmou.



Desde que tomaram o poder, os talibãs impuseram uma série crescente de proibições que afetaram sobretudo o direito das mulheres, incluindo a suspensão da educação superior feminina.



As restrições foram criticadas pela comunidade internacional, que até ao momento não reconheceu oficialmente a autoridade do governo interino talibã, apesar das aproximações feitas por países como a China e os Emirados Árabes Unidos, que recentemente reconheceram embaixadores fundamentalistas.



A representante das Nações Unidas alertou ainda que "mais restrições aos direitos do povo afegão" tornarão ainda mais difícil a interação da comunidade internacional com os talibãs.



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Talibãs repudiam críticas da ONU a novas restrições para mulheres


Os talibãs repudiaram hoje as preocupações e críticas das Nações Unidas sobre as novas leis de vício e virtude do Afeganistão, que proíbem as mulheres de expor o rosto e falar em locais públicos.



Talibãs repudiam críticas da ONU a novas restrições para mulheres





Roza Otunbayeva, que chefia a missão da ONU no país, a UNAMA, declarou no domingo que tais leis fornecem uma "perspetiva angustiante" para o futuro do Afeganistão.



Segundo a responsável, as leis ampliam as "já intoleráveis restrições" aos direitos das mulheres e das raparigas no país, considerando "até o som de uma voz feminina" fora de casa uma violação moral.



O principal porta-voz do Governo talibã, Zabihullah Mujahid, advertiu, num comunicado, contra "a arrogância" daqueles que podem não estar familiarizados com a lei islâmica, a Sharia, em especial os não-muçulmanos que poderão expressar reservas ou objeções.



"Instamos a uma compreensão profunda destas leis e a um reconhecimento respeitoso dos valores islâmicos. Rejeitar estas leis sem esse conhecimento é, na nossa opinião, uma expressão de arrogância", sustentou.



Na passada quarta-feira, os dirigentes talibãs do Afeganistão promulgaram o primeiro conjunto de leis do país destinadas a impedir o vício e a promover a virtude.




Estas incluem a obrigação de as mulheres esconderem o rosto, o corpo e a voz sempre que saiam de casa. Também proíbem imagens de seres vivos, como fotografias.



"Após décadas de guerra e no meio de uma terrível crise humanitária, o povo afegão merece muito mais do que ser ameaçado ou preso se chegar atrasado às orações, olhar para um membro do sexo oposto que não seja da família ou possuir uma fotografia de um ente querido", afirmou Otunbayeva.



Em resposta ao comunicado da UNAMA, o porta-voz do Governo talibã acrescentou: "Devemos sublinhar que as preocupações levantadas por várias partes não irão demover o Emirado Islâmico do seu compromisso de defender e fazer cumprir a lei islâmica Sharia".



Já durante o anterior regime talibã, que durou entre 1996 e 2001, os fundamentalistas tinham proibido as mulheres de trabalhar e as meninas e raparigas de estudar, além de não poderem sair de casa exceto na companhia de um elemento masculino da família e de terem de ir cobertas da cabeça aos pés com a 'burqa'.



Quando, 20 anos depois, regressaram ao poder no Afeganistão, em meados de agosto de 2021, asseveraram que seriam muito mais brandos nas suas políticas, para tranquilizar não só a comunidade internacional e as tropas da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos ainda em retirada do país -- que só seria concluída no final desse mês -, como a própria sociedade afegã, que envidou esforços desesperados de fuga do território.



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Afeganistão. Polícia da moralidade deixará de cooperar com missão da ONU


A polícia da moralidade no Afeganistão, subordinada ao Ministério da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício (PVPV), vai deixar de cooperar com a missão das Nações Unidas no país, anunciou o Governo.


Afeganistão. Polícia da moralidade deixará de cooperar com missão da ONU





"Devido à continuidade da sua propaganda, o PVPV deixará de prestar qualquer apoio e deixará de cooperar com a UNAMA (Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão), que será considerada uma parte hostil", declarou o ministério afegão na nota, publicada na quinta-feira.



Esta decisão surge depois de a missão da ONU no Afeganistão ter declarado estar "preocupada" com uma lei recentemente ratificada pelas autoridades talibãs, que impõe, nomeadamente, novas restrições às mulheres.



"Queremos que as organizações internacionais, os países e os indivíduos que criticaram a lei respeitem os valores religiosos dos muçulmanos e se abstenham de tais críticas e declarações que insultem os valores sagrados do Islão", acrescentou o comunicado do ministério afegão.



A nova lei, com 35 artigos e publicada no jornal oficial em 31 de julho, controla todos os aspetos da vida afegã, social e privada, numa interpretação rigorosa da 'sharia', a lei islâmica.



Prevê sanções graduais para o incumprimento - que vão desde advertências verbais a ameaças, multas e detenções de duração variável - impostas pela polícia da moralidade.



A legislação estipula, em particular, que as mulheres devem cobrir o rosto e o corpo se saírem de casa, assim como garantir que as suas vozes não são ouvidas.



A lei ilustra "uma visão preocupante do futuro do Afeganistão, onde os agentes de moralidade têm poderes discricionários para ameaçar e deter qualquer pessoa com base em listas amplas e, por vezes, vagas", declarou Roza Otunbayeva, chefe da UNAMA.



As organizações de defesa dos direitos humanos e os afegãos também manifestaram preocupação com a nova lei, algumas das quais já estão em vigor informalmente desde que os talibãs tomaram o poder em agosto de 2021.



A lei está "firmemente ancorada nos ensinamentos islâmicos" que devem ser respeitados e compreendidos, disse Zabihullah Moujahid, porta-voz do Governo afegão, num comunicado divulgado na noite de segunda-feira.



"Rejeitar essas leis sem tentar compreendê-las é, na nossa opinião, uma expressão de arrogância", acrescentou Moujahid, sublinhando que o facto de um muçulmano criticar essa lei "pode até levar ao declínio da sua fé".



O Governo talibã sempre rejeitou as críticas internacionais, incluindo a condenação das restrições impostas às mulheres, descritas como "apartheid de género" pela ONU.




Mulheres afegãs têm publicado vídeos nas redes sociais a cantar, em protesto contra estas restrições.



Na semana passada, soube-se que o relator especial da ONU para os direitos humanos no Afeganistão, Richard Bennet, foi impedido de entrar no país, o que para o responsável das Nações Unidas representa "um passo atrás" e "um sinal preocupante" sobre o compromisso do país nessa área.



Já durante o anterior regime talibã, que durou entre 1996 e 2001, os fundamentalistas tinham proibido as mulheres de trabalhar e as meninas e raparigas de estudar, além de não poderem sair de casa exceto na companhia de um elemento masculino da família e de terem de ir cobertas da cabeça aos pés com a 'burqa'.



Quando, 20 anos depois, regressaram ao poder no Afeganistão, em meados de agosto de 2021, asseveraram que seriam muito mais brandos nas suas políticas, para tranquilizar não só a comunidade internacional e as tropas da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos ainda em retirada do país -- que só seria concluída no final desse mês -, como a própria sociedade afegã, que envidou esforços desesperados de fuga do território.




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Afeganistão. Seis mortos e 13 feridos num atentado-suicida em Cabul


Seis pessoas foram mortas e 13 ficaram feridas num atentado-suicida hoje no sudoeste de Cabul, anunciou ao fim da tarde o porta-voz da polícia da capital afegã.



Afeganistão. Seis mortos e 13 feridos num atentado-suicida em Cabul






"Esta tarde, um homem carregado de explosivos fez-se explodir no bairro de Qala-e-Bakhtiar. Infelizmente, seis pessoas, entre as quais uma mulher, foram mortas e 13 ficaram feridas", anunciou Khalid Zadran na rede social X (antigo Twitter).



Os feridos, cujo estado não foi especificado, foram rapidamente transportados para o hospital, indicou o porta-voz policial, acrescentando que foi aberto um inquérito.



Apesar de a segurança ter, de uma forma geral, sido reposta no Afeganistão com o regresso dos talibãs, há três anos, o país continua a ser regularmente abalado por atentados do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).



O último atentado-suicida reivindicado pelo EI no Afeganistão ocorreu a 21 de março em Kandahar, no sul do país, um histórico bastião dos talibãs, e fez oficialmente três mortos.




nm
 
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