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Afeganistão. Primeira execução pública desde tomada do poder talibã

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Afeganistão. EI assume responsabilidade por atentado em Cabul


O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou hoje o atentado suicida de segunda-feira em frente às instalações do Ministério Público em Cabul, que segundo as autoridades locais provocou seis mortos e 13 feridos.



Afeganistão. EI assume responsabilidade por atentado em Cabul






"Um bombista suicida do Estado Islâmico conseguiu aproximar-se na segunda-feira da sede do gabinete do procurador-geral (dos talibãs), no distrito de Darul Aman", no sudoeste da capital afegã, "quando os funcionários estavam a sair", divulgou a agência de notícias AMAQ, ligada ao EI.




"A seguir, [o bombista] detonou o seu cinto explosivo" no meio da multidão para "vingar os muçulmanos detidos nas prisões talibãs, especialmente após a sua transferência para a tristemente célebre prisão de Bagram", a antiga base norte-americana perto de Cabul, acrescentou a AMAQ.




O EI garantiu ter matado e ferido "mais de 45 pessoas", entretanto, as autoridades talibãs afirmaram hoje que houve seis mortos e 13 feridos no atentado suicida ocorrido na tarde de segunda-feira.



No mês passado, o porta-voz do Governo talibã, Zabihullah Mujahid, disse numa entrevista à agência de notícias AFP que Cabul tinha "esmagado o EI".



"Já não existe nenhum grupo desse tipo que represente uma ameaça para alguém no Afeganistão", garantiu Mujahid.



No entanto, o Afeganistão ainda é regularmente abalado por ataques do EI, ou pelo seu braço regional, o Estado Islâmico -- Província de Khorasan (EI-K).



Um ataque suicida foi reivindicado pelo EI em 21 de março, em Kandahar (sul), um local histórico dos talibãs, e fez três mortos, segundo fontes oficiais.



No entanto, uma fonte hospitalar informou à AFP que houve 20 mortos, na sua maioria funcionários públicos presentes em frente às instalações de um banco.



Mais recentemente, o EI assumiu a responsabilidade por um ataque com bomba que fez pelo menos um morto e uma dúzia de feridos num bairro predominantemente xiita de Cabul, em meados de agosto.



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Afegã defende direitos das mulheres e recebe 3.000 ameaças em 48 horas


Marzieh Hamidi exige que os prevaricadores "sejam identificados e julgados em tribunal".


Afegã defende direitos das mulheres e recebe 3.000 ameaças em 48 horas






Marzieh Hamidi, antiga campeã de taekwondo do Afeganistão, revelou, esta segunda-feira, que recebeu 3.000 ameaças no espaço de 48 horas, devido a publicações feitas nas redes sociais, nas quais defendeu os direitos das mulheres.



"Quero que os terroristas que me ameaçam de morte sejam identificados e julgados em tribunal, para que possa viver livremente, sem medo e em completa segurança", começou por afirmar a atleta de 22 anos de idade, numa reação formal enviada à Agence France-Press (AFP).



"A primeira chamada telefónica veio do Afeganistão. Uma voz, em pastó [uma das línguas do país], disse-me que sabia a minha morada, em Paris. Recebi 3.000 chamadas em 48 horas. Depois disso, parei de contar", prosseguiu.



"Recebi ameaças de morte e de violação, porque me opus aos terroristas e àqueles que os apoiam", acrescentou. Face ao sucedido, as autoridades francesas colocaram Marzieh Hamidi sob proteção policial, por "período indefinido".



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Talibãs criticam ONU por não os convidar para Assembleia-Geral


O Governo talibã, no poder no Afeganistão desde agosto de 2021, criticou hoje a ONU por não convidar o seu representante para a Assembleia-Geral, que decorre esta semana em Nova Iorque, impedindo a sua participação no evento.



Talibãs criticam ONU por não os convidar para Assembleia-Geral






"A ausência e a não-atribuição do lugar do povo afegão ao verdadeiro representante dos afegãos é uma violação e perseguição dos direitos dos afegãos", declarou o porta-voz adjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros talibã, Zia Ahmad Takal, citado pela agência de notícias espanhola EFE.




Segundo o porta-voz, tendo em conta o desenvolvimento económico, social e político do país desde o seu regresso ao poder - um argumento habitualmente utilizado pelos talibãs -, a comunidade internacional deveria tomar "decisões positivas" em relação ao Afeganistão.



"Esperamos que nesta cimeira, dada a atual e real situação do Afeganistão, sejam tomadas decisões positivas e apresentadas opiniões construtivas, considerando o desenvolvimento político, social e económico; a concessão de benefícios aos afegãos, a garantia das suas vidas e muitos mais avanços que se conquistaram no Afeganistão", afirmou Takal.



O Governo 'de facto' dos talibãs tinha nomeado o líder do seu gabinete político em Doha, Suhail Shaheen, como representante permanente do Afeganistão junto das Nações Unidas, mas a ONU ainda não atribuiu um assento ao representante escolhido pelos fundamentalistas talibãs.



"Se a ONU atribuir o lugar ao representante escolhido, [Shaheen] poderá fazer o seu trabalho de forma responsável e defender os direitos do povo afegão", sustentou o porta-voz talibã.



A 79.ª Assembleia-Geral da ONU, considerada um dos maiores acontecimentos diplomáticos mundiais, começou hoje em Nova Iorque.



No entanto, Naseer Ahmad Faiq, o representante interino - do Governo afegão deposto - nas Nações Unidas e chefe da missão permanente do Afeganistão na ONU, declarou que participará na sessão da Assembleia-Geral em nome do Afeganistão.



"É uma honra representar o Afeganistão na Assembleia-Geral (...). Um passo essencial para a solidariedade global, a sustentabilidade e a paz", escreveu Ahmad Faiq, não-alinhado com os talibãs, na sua conta da rede social X (antigo Twitter).



Os talibãs retomaram o poder no Afeganistão assim que as tropas norte-americanas retiraram de Cabul, a 15 de agosto de 2021, após 20 anos de guerra e sob a promessa de que a sua chegada traria paz ao país asiático.



Três anos depois, os analistas não param de denunciar e condenar as "execuções sumárias, torturas, desaparecimentos e encarceramentos extrajudiciais" levados a cabo em nome da segurança, sem que exista "qualquer departamento específico para apresentar queixas".



O reconhecimento internacional do Governo 'de facto' dos fundamentalistas é ainda escasso, mas nos últimos meses, a China nomeou um embaixador em Cabul e a Rússia mostrou-se, em junho, a favor do reconhecimento dos talibãs.



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Talibãs rejeitam existência de discriminação de género no Afeganistão


Os talibãs afirmaram hoje ser um absurdo acusá-los de discriminação de género e de outras violações dos direitos humanos, após quatro países terem anunciado que pretendem responsabilizar as autoridades afegãs pelo tratamento dado às mulheres e raparigas do país.


Talibãs rejeitam existência de discriminação de género no Afeganistão






O porta-voz adjunto dos talibãs, Hamdullah Fitrat, disse que os direitos humanos estão a ser protegidos no Afeganistão e que ninguém enfrenta discriminação.



"Infelizmente, está a ser feita uma tentativa de espalhar propaganda contra o Afeganistão através da boca de várias mulheres (afegãs) fugitivas e deturpar a situação", afirmou o porta-voz, numa mensagem publicada na rede social X.



"É absurdo acusar o Emirado Islâmico do Afeganistão de violar os direitos humanos e a discriminação de género", acrescentou o porta-voz adjunto dos talibãs, que assumiram novamente o poder em agosto de 2021.



Austrália, Canadá, Alemanha e os Países Baixos anunciaram esta semana que pretendem avançaram, ao abrigo do direito internacional, com um processo judicial contra a liderança talibã por violação de uma convenção da ONU sobre as mulheres, da qual o Afeganistão é signatário.




Os países lançaram a iniciativa na quarta-feira, à margem da 79.º Assembleia-Geral da ONU, que está a decorrer em Nova Iorque até segunda-feira.




Apesar de terem prometido um regime mais moderado após a tomada do poder em 2021, os talibãs impediram desde então as mulheres e as raparigas de frequentar o ensino para além do sexto ano e de frequentar muitos espaços públicos. O acesso à maioria dos empregos também está proibido.




Em agosto, o Ministério dos Vícios e das Virtudes promulgou leis que proíbem as mulheres de andarem com o rosto descoberto e de levantarem a voz em público.



Mais de 20 países manifestaram hoje o seu apoio à proposta de uma ação legal contra os talibãs.



"Condenamos as graves e sistemáticas violações e abusos dos direitos humanos no Afeganistão, particularmente a discriminação baseada no género contra mulheres e raparigas", afirmaram os países.



"O Afeganistão é responsável, perante o direito internacional, pela violação contínua, grave e sistemática, de numerosas obrigações decorrentes da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres", acrescentaram.



Os países afirmaram não reconhecer politicamente os talibãs como líderes legítimos da população afegã.



"O fracasso do Afeganistão em cumprir as obrigações do tratado de direitos humanos é um obstáculo fundamental à normalização das relações", argumentaram.



Os talibãs rejeitam todas as críticas às suas políticas, especialmente as que afetam as mulheres e as raparigas, descrevendo-as como interferência estrangeira.



A liderança talibã alega que as suas ações estão em conformidade com a sua interpretação da lei islâmica, a Sharia.



Fereshta Abbasi, investigadora afegã da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW), instou outros Estados a manifestarem o seu apoio à ação legal dos quatro países e a envolverem as mulheres afegãs no processo.



"O anúncio da Alemanha, Canadá, Austrália e Países Baixos pode marcar o início de um caminho para a justiça pelas flagrantes violações dos direitos humanos realizadas pelos talibãs contra mulheres e raparigas afegãs", afirmou Abbasi.




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Talibãs calam (ainda mais) as mulheres. Nem se podem ouvir rezar entre si


Dois meses depois de os talibãs, no Afeganistão, ordenarem às mulheres que se tapassem por completo na presença de homens que não sejam da sua família, o regime voltou a apertar as regras.


Talibãs calam (ainda mais) as mulheres. Nem se podem ouvir rezar entre si







O regime talibã deu mais um passo no Afeganistão para calar as mulheres: esta semana, proibiu as mulheres de se ouvirem umas às outras enquanto rezam.



Segundo o que explicam as publicações internacionais, o ministro da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício, Mohammad Khalid Hanafi, declarou que as mulheres se devem abster o Alcorão na presença de outras mulheres.



"Quando as mulheres não estão autorizadas a fazer o 'takbir' ou o 'athan' [chamada islâmica para a oração], não podem certamente cantar canções ou música", afirmou o responsável no sábado.



"Mesmo quando uma mulher reza e outras passam por ela, a primeira não deve rezar alto o suficiente para que elas ouçam. Como é que podem ser autorizadas a cantar se nem sequer é permitido que elas ouçam as suas vozes [entre mulheres] enquanto rezam, quanto mais para qualquer outra coisa", disse o ministro, citado pela publicação The Daily Telegraph.




Ainda segundo as declarações de Mohammad Khalid Hanafi, a voz de uma mulher é considerada 'awrah', o que significa que não se pode ouvir em público, mesmo por outras mulheres.




Esta proibição deverá ser "implementada gradualmente", e dois meses depois de regras do regime talibã ditarem que as mulheres têm de ficar caladas em público - uma medida criticada pela comunidade internacional, tendo na altura a União Europeia dito que estava "chocada" com a situação.



Já em agosto, a lei talibã deu 'luz verde' também para outras restrições, que defendeu como uma forma de "prevenir vícios". Segundo os mesmos responsáveis, as mulheres devem também cobrir todo o corpo na presença de homens que não sejam da sua família, por forma a evitar "tentações".




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Talibãs fuzilaram condenado em público no leste do Afeganistão


Um homem foi executado hoje por fuzilamento num estádio no leste do Afeganistão, após ter sido condenado por homicídio, tornando-se a sexta vítima de execução pelos talibãs desde 2021, segundo dados recolhidos pela agência de notícias AFP.



Talibãs fuzilaram condenado em público no leste do Afeganistão






O homem foi fuzilado hoje pela manhã no estádio de Gardez, capital da província de Paktia, repleto de milhares de pessoas que vieram testemunhar esta execução, declarou um jornalista da AFP.



Na véspera, o governador da região tinha convocado pelas redes sociais os moradores para que "participassem no evento".



A ordem de execução foi assinada pelo líder supremo dos talibãs, Hibatullah Akhundzada, que vive isolado no sul de Kandahar e governa o país por decretos ou instruções, afirmou o Supremo Tribunal num comunicado.



Tribunais de diferentes jurisdições já tinham examinado o caso "minuciosamente e em diversas ocasiões", acrescentou o organismo.



A família da vítima foi consultada para saber se perdoariam o condenado. Diante da sua recusa, a execução foi ordenada ao abrigo do princípio islâmico de 'qisas' ou lei de Talião, segundo a mesma fonte.



Em fevereiro, três homens foram executados na mesma semana, dois em Ghazni, no leste, e um em Sheberghan, no norte. Antes disso, um homem foi fuzilado em dezembro de 2022 e um outro em junho de 2023. Todos foram condenados por homicídio.



As execuções públicas eram comuns durante o primeiro regime talibã, entre 1996 e 2001. Os condenados eram na maioria das vezes mortos a tiro ou apedrejamento, dependendo dos crimes que eram acusados.



Desde agosto de 2021, quando os talibãs retornaram ao poder no Afeganistão, as autoridades têm realizado regularmente realizado castigos públicos por outros crimes, como roubo, adultério ou consumo de álcool.



O mulá Hibatullah Akhundzada afirmou em agosto, no terceiro aniversário da tomada de Cabul, que a aplicação da lei islâmica era "uma responsabilidade até à morte".



Pouco depois, as autoridades anunciaram uma nova lei de "propagação da virtude e a repressão do vício", que rege todos os aspetos da vida social e privada dos afegãos de acordo com uma interpretação rigorosa da lei islâmica, atingindo fortemente a vida das mulheres.



Estas leis, consideradas preocupantes pelos defensores dos direitos humanos, suscitaram protestos por parte da comunidade internacional, que ainda não reconhece o poder dos talibãs no Afeganistão.



A ONU acusa as autoridades talibãs de terem estabelecido um "apartheid de género" no país de 45 milhões de habitantes, um dos mais pobres do mundo, com um crescimento anémico, desemprego massivo e uma grave crise humanitária.



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Violência de género. Afegãs contestam às escondidas opressão dos talibãs


As mulheres afegãs tiveram que se esconder hoje, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, para protestar contra a opressão e violência que sentem no país desde a chegada ao poder dos talibãs, em 2021.





Notícia







Durante os protestos à porta fechada, realizados nas províncias de Tajar, Parvan e na capital nacional, as mulheres afegãs divulgaram vídeos onde mostram cartazes com mensagens como "uma sociedade sem mulheres é uma sociedade morta e sem esperança" e "As mulheres são humanas, não são mercadorias nem ferramentas".




"As leis impostas pelos talibãs são as principais destruidoras da nossa liberdade. Foram concebidas para controlar todos os aspetos das nossas vidas, desde a forma como nos vestimos até à nossa capacidade de trabalhar ou estudar", afirmou a ativista e fundadora do movimento Luz pela Liberdade das Mulheres, Maria Noori.



Mas "as mulheres são vistas como uma ameaça ao patriarcado", lamentou.



Nos últimos 1.198 dias -- desde 15 de agosto de 2021, dia em que os fundamentalistas talibãs retomaram o controlo político do país --, os protestos clandestinos, onde ativistas se gravam com o rosto totalmente tapado e sem revelar a sua localização, foram a única forma que as mulheres encontraram para reivindicar os seus direitos sem serem direta e abruptamente castigadas pelo Governo.



Apesar de não revelarem as suas identidades, as ativistas "trabalham em condições bastante perigosas", disse Maria Noori.



A brutalidade que os talibãs exercem sobre as mulheres afegãs agravou-se nos últimos meses com medidas como a exclusão das raparigas do ensino secundário, a proibição de as mulheres entrarem ou ficarem sozinhas em cada vez mais locais públicos, mesmo em parques, ou de trabalharem fora do território.



"Durante três anos, as mulheres enfrentaram graves violações e discriminação em todos os aspetos das suas vidas. Foram presas e torturadas por levantarem a voz perante o Governo talibã, enquanto a comunidade internacional, incluindo a ONU, observa e faz eco de toda a opressão e dificuldades impostas por nós", sublinhou Nahid Noori, também ativista dos direitos das mulheres.



Apesar da situação atual, os ativistas continuam a acreditar na força das mulheres afegãs e no papel essencial que desempenham para o futuro igualitário do Afeganistão.



"Enquanto continuarmos a resistir e a lutar pelos nossos direitos, há esperança. Se continuarmos a lutar pela justiça e pela igualdade, acredito que podemos ter um futuro melhor", concluiu Maria Noori.



Há dois meses, os talibãs afirmaram ser um absurdo acusá-los de discriminação de género e de outras violações dos direitos humanos, após quatro países - Austrália, Canadá, Alemanha e Países Baixos - terem anunciado que pretendiam responsabilizar as autoridades afegãs pelo tratamento dado às mulheres e raparigas do país.



O porta-voz adjunto dos talibãs, Hamdullah Fitrat, disse que os direitos humanos estão a ser protegidos no Afeganistão e que ninguém enfrenta discriminação.



"Infelizmente, está a ser feita uma tentativa de espalhar propaganda contra o Afeganistão através da boca de várias mulheres (afegãs) fugitivas e deturpar a situação", afirmou o porta-voz, numa mensagem publicada na rede social X.



"É absurdo acusar o Emirado Islâmico do Afeganistão de violar os direitos humanos e a discriminação de género", acrescentou o porta-voz adjunto dos talibãs, que assumiram novamente o poder em agosto de 2021.



Apesar de terem prometido um regime mais moderado após a tomada do poder em 2021, os talibãs impediram desde então as mulheres e as raparigas de frequentar o ensino para além do sexto ano e de frequentar muitos espaços públicos. O acesso à maioria dos empregos também está proibido.



Em agosto, o Ministério dos Vícios e das Virtudes promulgou leis que proíbem as mulheres de andarem com o rosto descoberto e de levantarem a voz em público.



A liderança talibã alega que as suas ações estão em conformidade com a sua interpretação da lei islâmica, a Sharia.



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Afeganistão. Talibãs proíbem mulheres de estudarem em institutos médicos


As autoridades talibãs, que controlam o poder no país desde 2021, proibiram as mulheres de frequentar institutos médicos e semiprofissionais para receberem formação, divulgou hoje a televisão afegã.





Notícia







A decisão, aprovada pelo líder supremo do grupo, o mullah Hibatullah Akhundzada, foi comunicada ao Governo durante uma reunião realizada na segunda-feira com altos funcionários do Ministério da Saúde em Cabul, segundo a cadeia de televisão afegã Amu TV.





Fontes citadas por este meio de comunicação indicaram que "as mulheres já não poderão estudar nestas instituições", que eram das poucas que ainda mantinham as portas abertas à educação feminina, diante das extensas proibições impostas pelo grupo fundamentalista islamita.




Os talibãs proibiram o acesso das mulheres às universidades em dezembro de 2022, levando muitas a procurarem educação nestes institutos para continuarem a formação e tentarem aumentar a possibilidade de obtenção de emprego.



De acordo com informações recolhidas pela agência de notícias afegã Jaama Press, existem mais de 160 institutos médicos no país, incluindo dez centros públicos em Cabul e em várias províncias. Estes centros também contratavam professoras para lecionar aulas.




Desta forma, a nova proibição impedirá os estudantes de participarem em cursos para serem parteiras, dentistas ou enfermeiras, o que irá impactar ainda mais a escassez de pessoal nos hospitais e outros centros de saúde no Afeganistão.




A medida foi imediatamente condenada pelo encarregado de negócios do Reino Unido para o Afeganistão, Robert Dickson, que se mostrou "profundamente preocupado" com esta informação.




"É uma nova afronta ao direito das mulheres à educação e vai aumentar as restrições ao acesso aos cuidados de saúde para as mulheres e crianças afegãs", lamentou Dickson através de uma mensagem publicada na rede social X.



Os talibãs promulgaram a chamada 'Lei para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício' em agosto, institucionalizando a discriminação contra as mulheres e alargando as restrições, incluindo uma "lei do silêncio", que declara que a voz da mulher só pode ser ouvida "em casos de necessidade".




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Talibãs culpam grupo Estado Islâmico por atentado que matou ministro


O governo dos talibãs no Afeganistão afirmou hoje que a morte do ministro dos Refugiados se deveu a um atentado, pelo qual responsabilizou o grupo extremista Estado Islâmico (EI).




Notícia






O porta-voz do Ministério do Interior, Mufti Abdul Matin Haqqani, confirmou à agência espanhola EFE que ocorreu uma explosão no interior do ministério, resultado de um atentado, que disse ter sido cometido pelos jihadistas do EI.




Além do ministro Khalilur Rahman Haqqani, um número indeterminado de pessoas morreu no ataque, disseram à EFE fontes do gabinete do porta-voz do departamento do Interior dos talibãs, sob condição de anonimato.



Em comunicado, o governo talibã lamentou a morte de Rahman Haqqani e disse que se tratou de "uma perda significativa para o Emirado Islâmico" (como o regime talibã se autodenomina).



O grupo no poder no Afeganistão ofereceu ainda "uma recompensa de 5 milhões de dólares [cerca de 4,75 milhões de euros] pela cabeça dos inimigos do Islão", referindo-se aos membros do grupo jihadista, que se tornou uma das principais ameaças às garantias de segurança dos talibãs.




Rahman Haqqani é o mais alto funcionário talibã a ser morto num atentado desde que os fundamentalistas assumiram o controlo de Cabul, em agosto de 2021.




O governador da província setentrional de Balkh, Mohammad Dawood Muzammil, foi morto em março de 2023 por um bombista suicida durante uma reunião de trabalho.



Antes da sua nomeação como ministro, Rahman Haqqani era uma figura-chave da Rede Haqqani.



A Rede Haqqani é uma organização extremista que mantinha ligações estreitas com os talibãs e o grupo radical islâmico Al-Qaida, segundo o Conselho de Segurança da ONU. O papel de Khalilur Rahman Haqqani na rede era multifacetado e crucial para as suas operações.




Desde a sua subida ao poder, os talibãs afirmaram ter melhorado a segurança e o controlo do jihadismo. No entanto, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) multiplicou os seus ataques, tendo os próprios talibãs e os seus líderes entre os seus principais alvos.



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Governo talibã recusou convite para cimeira sobre educação das raparigas


O regime talibã do Afeganistão recusou o convite para estar presente numa cimeira sobre a educação das raparigas que começou hoje no Paquistão, adiantaram as autoridades locais.





Notícia







"Convidámos o Afeganistão, mas nenhum representante do governo decidiu comparecer, estando apenas presentes alguns afegãos que trabalham para organizações internacionais", disse hoje à AFP o ministro da Educação do Paquistão, Khalid Maqbool Siddiqui, no arranque desta cimeira que decorre em Islamabad.




Uma das presenças na cimeira é a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, vencedora do Prémio Nobel da Paz, que disse hoje estar "comovida e feliz" por regressar ao seu país para participar no evento.



"Estou verdadeiramente honrada e feliz por estar de volta ao Paquistão", disse à AFP a ativista, que vive no Reino Unido desde 2012 após ter sobrevivido a uma bala disparada à cabeça por talibãs, no Paquistão, quando seguia num autocarro escolar.



Malala tornou-se num símbolo reconhecido internacionalmente de resistência aos esforços dos talibãs em negar educação e outros direitos às mulheres.



A cimeira de dois dias tem por tema central a educação das raparigas nas comunidades muçulmanas, reunindo na capital paquistanesa ministros e embaixadores de 44 países, bem como representantes das Nações Unias e do Banco Mundial.



De acordo com uma declaração do governo paquistanês, a cimeira confirmará "o compromisso partilhado pela comunidade muçulmana de empoderar as raparigas através da educação".



O Afeganistão, vizinho do Paquistão, é o único país do mundo onde as raparigas e mulheres não têm autorização para frequentar o ensino secundário ou superior, havendo apenas permissão para frequentarem o ensino primário.


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Vice-ministro talibã pede abertura das escolas para as mulheres afegãs


O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Afeganistão pediu o fim do veto à educação das mulheres, fazendo uma inusitada crítica pública ao fundamentalismo do regime talibã, durante um ato oficial, divulgaram esta segunda-feira os meios de comunicação afegãos.





Notícia







"Estamos a ser injustos com 20 milhões de pessoas do nosso povo. [As mulheres] não têm herança, não têm direito de escolherem um marido, são abandonadas em disputas tribais. Não lhes é permitido estudar, ir às mesquitas ou ter acesso às escolas e universidades, incluindo as madraças estão fechadas" para as mulheres, disse Mohammad Abbas Stanekzai durante um evento realizado no sábado na província oriental de Khost e que foi hoje divulgado pelos meios de comunicação afegãos.



O vice-ministro talibã pediu aos seus homólogos governamentais que "abrissem novamente as portas do conhecimento" às mulheres afegãs, cujo acesso ao ensino superior foi proibido desde que os talibãs chegaram ao poder no Afeganistão, em agosto de 2021.



A proibição foi posteriormente estendida ao ensino secundário, impedindo as raparigas de frequentarem para além do sexto ano do ensino.
Stanekzai enfatizou que as restrições impostas pelo regime talibã se baseiam em "desejos pessoais e não na 'sharia' [lei islâmica]", desafiando diretamente a justificação religiosa utilizada pelos setores mais conservadores do movimento.



O ativista afegão Naheed Noori afirmou, a agência de notícias EFE, que as declarações do vice-ministro talibã são "louváveis", mas lamentou o silêncio que prevaleceu entre os restantes líderes talibãs.



Esta não é a primeira vez que o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros critica a proibição de educação para as mulheres afegãs. Em dezembro de 2023, já questionou esta proibição durante outro evento organizado em Cabul.



A posição de Stanekzai demonstra, mais uma vez, as diferenças dentro do regime talibã, que até agora não conseguiu obter o reconhecimento oficial de nenhum país.



O governo talibã tem duas fações com visões opostas em diversas questões, como a proibição da educação feminina.



Há um grupo leal ao líder supremo, mulá Haibatullah Akhundzada, que são a favor da mão pesada do regime sob uma interpretação estrita da 'sharia', mas existe outro grupo de líderes, mais próximo da rede Haqqani, que defende uma abordagem mais pragmática que permitiria que se aproximassem da comunidade internacional.



A proibição do ensino secundário e universitário é uma das várias restrições impostas às mulheres afegãs, que incluem também a cobertura facial obrigatória, a segregação de género e a necessidade de um acompanhante masculino para viagens longas.




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Governo de Trump saúda libertação de americanos após troca com talibãs


A nova administração dos Estados Unidos liderada por Donald Trump saudou hoje a libertação de dois norte-americanos numa troca de prisioneiros com o Afeganistão, mas pressionou o regime talibã a libertar mais presos.





Notícia






"A administração Trump continuará a exigir a libertação de todos os americanos detidos pelos talibãs, especialmente à luz dos milhares de milhões de dólares de ajuda dos Estados Unidos que receberam nos últimos anos", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca (presidência), Brian Hughes, em comunicado.




Uma troca de prisioneiros entre os Estados Unidos e o Afeganistão resultou na libertação de dois norte-americanos e de um talibã em prisão perpétua na Califórnia por tráfico de droga e terrorismo, indicaram hoje as autoridades talibãs.



O acordo foi concluído no momento em que o Presidente norte-americano cessante, o democrata Joe Biden - que supervisionou a caótica retirada dos Estados Unidos da América (EUA) do Afeganistão em 2021 - entregou o poder ao atual Presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, na segunda-feira.



O Governo talibã saudou a troca, classificando-a como um passo em direção à "normalização" das relações entre os EUA e o Afeganistão, mas isso continuará a ser difícil, uma vez que a maioria dos países do mundo ainda não reconhece a legitimidade do seu poder e se crê que há mais dois norte-americanos presos no país.



Em Cabul, o Ministério dos Negócios Estrangeiros talibã confirmou a troca, dizendo que dois cidadãos norte-americanos não-identificados tinham sido trocados por Khan Mohammed, condenado a duas penas de prisão perpétua em 2008.



A família de Ryan Corbett, um dos cidadãos norte-americanos encarcerados pelos talibãs, confirmou a sua libertação num comunicado. Corbett, que vivia no Afeganistão com a família aquando da queda do Governo apoiado por Washington, em 2021, foi detido pelos talibãs em agosto de 2022, durante uma viagem de negócios.



"Os nossos corações estão cheios de gratidão e louvor a Deus por manter a vida de Ryan e trazê-lo de volta para casa, após o que foram os 894 dias mais desafiadores e inseguros das nossas vidas", afirmou a família num comunicado, agradecendo a Trump e a Biden, bem como a muitos funcionários do Governo norte-americano, pelos seus esforços para o libertar.



A família de Ryan Corbett também saudou o Qatar "pelo seu papel vital em facilitar a libertação de Ryan e pelas suas visitas a Ryan como potência protetora dos Estados Unidos no Afeganistão".



O Qatar tem sido o mediador de negociações entre os Estados Unidos e os talibãs ao longo dos anos e esteve também envolvido nesta troca de prisioneiros.



Tanto a estação televisiva norte-americana CNN como o diário The New York Times, citando responsáveis que solicitaram o anonimato, identificaram o segundo cidadão norte-americano libertado como William McKenty, embora não se conheçam mais pormenores sobre a sua identidade ou sobre o que fazia no Afeganistão.



Khan Mohammed, 55 anos, que cumpria pena na Califórnia, foi detido no campo de batalha em Nangarhar e depois levado para os Estados Unidos. Um júri federal condenou-o por transportar heroína e ópio que sabia destinarem-se aos EUA e, ao fazê-lo, envolver-se em ações terroristas.



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Talibãs afirmam que cidadão chinês foi morto no nordeste do Afeganistão


Um cidadão chinês foi morto no nordeste do Afeganistão, anunciou hoje um porta-voz da polícia talibã, apesar de o assassínio de estrangeiros ser raro no país, especialmente desde a retirada das tropas norte-americanas, em 2021.




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O porta-voz da polícia Mohammed Akbar, na província de Takhar, disse que o homem foi morto na noite de terça-feira por "pessoas desconhecidas", quando estava a caminho do distrito de Dasht-e-Qala.



Akbar disse que o cidadão chinês, de apelido Li, viajou para um destino desconhecido com o seu intérprete e sem informar as autoridades de segurança. O intérprete não ficou ferido no incidente, segundo Akbar.



"A polícia iniciou a sua investigação inicial. Fiquem atentos para mais pormenores", acrescentou Akbar, sem fornecer mais informações.
Um grupo chamado Frente de Mobilização Nacional reivindicou a responsabilidade pelo assassínio e disse que os seus combatentes tinham como alvo o veículo do chinês.



O grupo alegou que Li estava a treinar os serviços secretos talibãs na monitorização das plataformas das redes sociais, sem apresentar provas.
Questionada sobre o incidente, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, disse hoje que não está familiarizada com o assunto.



"Acredito que a Embaixada da China no Afeganistão fará tudo o que estiver ao seu alcance para proteger a segurança dos cidadãos chineses e acompanharemos a situação", afirmou.


A China é de particular importância para os talibãs, que estão a cortejar o investimento estrangeiro e as alianças regionais no meio do seu contínuo isolamento na cena internacional devido à sua repressão contra as mulheres.


Em dezembro de 2022, a China instou os seus cidadãos a abandonarem o Afeganistão na sequência de um ataque coordenado por militantes do Estado Islâmico contra um hotel de propriedade chinesa no coração de Cabul.


As empresas chinesas, com o apoio de Pequim, têm procurado aproveitar as oportunidades de exploração dos vastos depósitos de recursos não desenvolvidos do Afeganistão, especialmente a mina de Mes Aynak, que se crê conter o maior depósito de cobre do mundo.



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Peritos da ONU saúdam mandado internacional contra líderes talibãs


Nove especialistas em direitos humanos das Nações Unidas saudaram hoje o pedido de mandado de prisão internacional por perseguição baseada em género contra dois dos principais líderes talibãs no Afeganistão, como um importante passo em direção à igualdade.




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O pedido do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, "envia uma mensagem clara ao mundo de que as políticas discriminatórias e misóginas no Afeganistão não só são inaceitáveis como podem constituir uma grave violação do direito internacional", referem os peritos, numa declaração conjunta.



De acordo com os especialistas, este caso constitui um momento histórico porque também tem em conta crimes de discriminação com base na orientação sexual ou na identidade de género, uma vez que o mandado de captura acusa os líderes talibãs de perseguirem não só mulheres e raparigas, mas também a comunidade LGTBIQ+.



"Durante demasiado tempo, a perseguição com base no género foi esquecida, apesar de estar abrangida pelo Estatuto de Roma [o estatuto fundador do TPI]", afirmam, na declaração.



Os peritos alertam também "aqueles que procuram normalizar o regime talibã" que "devem ter em conta que estes líderes podem ser considerados responsáveis por violações do direito internacional".



Na quinta-feira, o procurador do TPI solicitou um mandado de captura para o líder supremo dos talibãs, o 'mullah' Hibatullah Akhundzada, e outro para o presidente do Supremo Tribunal do 'Emirado Islâmico do Afeganistão', Abdul Hakim Haqqani.



Estes são os primeiros mandados de captura solicitados no âmbito da investigação do procurador sobre os graves abusos cometidos no Afeganistão, embora estejam previstos outros pedidos relativos a outros responsáveis do regime talibã.



Assinam a declaração conjunta de peritos, entre outros, o relator da ONU para o Afeganistão, Richard Bennett, o seu homólogo para a proteção contra a discriminação com base na orientação sexual, Graeme Reid, e membros do Grupo de Trabalho da ONU sobre a Discriminação contra as Mulheres e as Raparigas.



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Talibãs do Afeganistão libertam antigo soldado canadiano David Lavery


O antigo soldado canadiano David Lavery, detido na capital do Afeganistão, Cabul, pelos talibãs em novembro, foi libertado, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Mélanie Joly.





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"Acabei de falar com David Lavery, que chegou em segurança ao Qatar vindo do Afeganistão. Está animado", anunciou Joly, no domingo, na rede social X.



A ministra expressou ainda a gratidão ao homólogo do Qatar, o xeque Mohamed Abdulrahman al Thani, pela ajuda em "facilitar a libertação" de Lavery.



Até ao momento, nem as autoridades do Qatar nem os talibãs fizeram qualquer anúncio sobre a libertação do canadiano.



Fontes citadas pela emissora pública canadiana CBC confirmaram que Lavery, que foi submetido a uma avaliação médica à chegada a Doha, encontra-se já com a família.




Lavery, que ajudava os afegãos elegíveis para imigrar para o Canadá antes do regime talibã tomar o poder em 2021, foi detido na capital afegã a 11 de novembro de 2024.



A Veterans Transition Network (VTN) divulgou no domingo um comunicado em que expressou "alívio e muita felicidade por confirmar a libertação em segurança" de Lavery.



A associação canadiana, que trabalha na integração de antigos militares na vida civil, tinha em novembro dado a conhecer a detenção de Lavery, que tinha viajado várias vezes para realizar trabalho humanitário no Afeganistão.



"O nosso trabalho nos últimos três anos para retirar os aliados afegãos que apoiaram a missão do Canadá não teria sido possível sem o empenho pessoal e a bravura" de Lavery, disse o diretor da VTN, Oliver Thorne.



Na terça-feira, uma troca de prisioneiros entre os Estados Unidos e o Afeganistão resultou na libertação de dois norte-americanos - Ryan Corbett e William McKenty - e de um talibã em prisão perpétua na Califórnia por tráfico de droga e terrorismo, indicaram autoridades talibãs.



O acordo foi concluído no momento em que Joe Biden - que supervisionou a caótica retirada dos Estados Unidos da América do Afeganistão em 2021 - entregou o poder ao atual Presidente norte-americano, o republicano Donald Trump.



O Governo talibã saudou a troca, classificando-a como um passo em direção à normalização das relações entre os EUA e o Afeganistão, mas isso continuará a ser difícil, uma vez que a maioria dos países do mundo ainda não reconhece a legitimidade do seu poder e se crê que há mais dois norte-americanos detidos no país.



Os EUA têm o ministro do Interior do regime talibã, Sirajuddin Haqqani, numa lista de procurados por terrorismo, com a oferta de uma recompensa de 10 milhões de dólares (9,55 milhões de euros) em troca de informação que leve à sua captura.



No sábado, o Secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, sugeriu que poderá ter de ser oferecida uma grande recompensa pelos líderes talibãs, caso se confirme que estes têm retidos mais reféns norte-americanos do que o anunciado.



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Afeganistão. Líder dos talibãs rejeita ameaças do TPI


O líder supremo dos talibãs afirmou que o Afeganistão não se deixará intimidar por ameaças, depois de o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) ter solicitado mandados de captura contra ele e outro dirigente talibã.





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"Quem são eles? Ocidentais ou orientais, devemos acreditar neles e não acreditar nas promessas de Deus? E deixarmo-nos afetar pelas suas ameaças?", disse Hibatullah Akhundzada numa cerimónia numa escola corânica, segundo uma gravação áudio divulgada aos jornalistas na segunda-feira.




Contactado pela agência francesa AFP, Mahmoud Azzam, porta-voz da província de Kandahar (sul), onde vive o emir, confirmou a autenticidade da gravação.



O procurador do TPI, Karim Khan, anunciou na quinta-feira que ia pedir mandados de captura para Hibatullah Akhundzada e para o presidente do Supremo Tribunal, Abdul Hakim Haqqani, por perseguição de mulheres, um crime contra a humanidade.



Os talibãs denunciaram uma decisão baseada em "motivos políticos".



Os talibãs são "muçulmanos que defendem o que é correto e não podem ser prejudicados por ninguém, nem pelo Ocidente nem pelo Oriente", disse Akhundzada.



Os juízes do TPI, com sede em Haia, têm de examinar o pedido do procurador antes de decidirem se emitem ou não mandados de captura, um processo que pode demorar semanas ou mesmo meses.



O TPI não tem a uma força policial própria e depende da cooperação dos 125 Estados-membros para executar os mandados de captura.



Os talibãs regressaram ao poder em 2021, depois de derrotarem as autoridades apoiadas pela comunidade internacional e da retirada das tropas aliadas dos Estados Unidos, que tinham derrubado o seu regime 20 anos antes.



Desde então, as autoridades talibãs promulgaram uma série de leis inspiradas numa visão extremamente rigorosa do Islão que excluíram progressivamente as mulheres da vida pública.



O Afeganistão é o único país do mundo que proíbe as raparigas de estudarem para além da escola primária.



As mulheres afegãs também já não podem frequentar parques ou pavilhões desportivos e dificilmente podem sair de casa sem um acompanhante.



As Nações Unidas consideram tratar-se de uma situação de "'apartheid' de género".




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Afeganistão. 3 milhões de crianças menores de 5 anos em subnutrição aguda


O Afeganistão enfrenta um agravamento da crise de subnutrição infantil, com cerca de três milhões de crianças com menos de 5 anos em situação aguda, alertou hoje o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).





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"Estima-se que este número aumente para 3,5 milhões em 2025", avançou a organização, pedindo à comunidade internacional que dê apoio imediato para resolver este problema crítico.




"Todas as contribuições podem salvar vidas", referiu o OCHA, sublinhando a necessidade urgente de ajuda.




A crise acontece no contexto de um cenário político e económico complexo no Afeganistão que tem piorado desde a tomada do poder pelos talibãs, em agosto de 2021.



As sanções internacionais, com o congelamento dos bens afegãos e a retirada da ajuda internacional, afetaram severamente a economia do país, levando à pobreza e ao desemprego generalizados.



Estes fatores, somados à seca e a deslocações contínuas dos cidadãos, criaram o cenário perfeito para um desastre humanitário amplo no Afeganistão.



De acordo com o Plano de Resposta Humanitária 2025 do OCHA, embora se tenham registado algumas melhorias desde o inverno de 2021, a fome continua a ser generalizada, com cerca de 14,8 milhões de pessoas, mais de um terço da população, em insegurança alimentar aguda.



Além disso, alerta o plano, em 2025, quase metade da população afegã (aproximadamente 22,9 milhões de pessoas) necessitará de ajuda humanitária para sobreviver devido à capacidade limitada de satisfazer as necessidades crónicas e agudas.




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Cinco mortos em atentado em frente a um banco no norte do Afeganistão


Um ataque suicida matou hoje cinco pessoas, civis e membros das forças de segurança talibãs, que estavam a guardar um banco em Kunduz, no norte do Afeganistão, informou o porta-voz da polícia local, Jumadin Khaksar.





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Sete outras pessoas ficaram feridas neste atentado, perpetrado por "um bombista suicida armado com explosivos caseiros", acrescentou o porta-voz.



Ninguém reivindicou ainda a autoria do atentado, mas este 'modus operandi' já foi utilizado anteriormente no país, onde continuam a ocorrer atentados, apesar das declarações regulares das autoridades talibãs de que a ameaça jihadista foi erradicada.



No entanto, o número de atentados bombistas e suicidas no Afeganistão diminuiu consideravelmente desde que os talibãs regressaram ao poder, em agosto de 2021.



Um atentado suicida reivindicado pelo grupo denominado Estado Islâmico (EI) no exterior de um banco onde os afegãos iam levantar os seus salários de manhã matou várias pessoas em março de 2024, em Kandahar, no sul do país.




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Inundações e tempestades de granizo matam 29 pessoas no Afeganistão


Pelo menos 29 pessoas morreram devido a inundações e tempestades de granizo em duas províncias do sudoeste do Afeganistão, informaram hoje as autoridades locais.





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Na região de Farah, "21 pessoas morreram e seis ficaram feridas na sequência de tempestades de granizo", anunciou Mohammed Israel Sayar, diretor do departamento local de gestão de catástrofes.




O organismo, no setor de Kandahar, registou ainda a morte de oito mulheres e crianças na sequência de inundações verificadas em várias partes daquela região.



A mesma fonte detalhou que um telhado desabou sobre uma família, matando uma mulher, dois rapazes e uma rapariga, enquanto noutro local uma criança afogou-se.



Entre as vítimas mortais estão ainda três raparigas, entre os 15 e os 19 anos, que estavam a lavar roupa.



O Afeganistão, um dos países mais pobres do mundo e também o mais vulnerável aos efeitos das alterações climáticas, é regularmente afetado por tempestades mortais e inundações repentinas.



Em maio de 2024, inundações muito devastadoras mataram pelo menos 300 pessoas em poucos dias e deixaram muitas mais desaparecidas.



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Libertado norte-americano refém dos talibãs há mais de dois anos


Um norte-americano feito refém há mais de dois anos pelos talibãs no Afeganistão foi libertado, após um acordo mediado por negociadores dos Estados Unidos e do Qatar, informou hoje o Departamento de Estado dos EUA.





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George Glezmann, um mecânico de aviões de Atlanta, é o terceiro detido norte-americano a ser libertado pelos talibãs desde janeiro.




Enquanto viajava como turista pelo Afeganistão, o homem foi capturado pelos serviços secretos dos talibãs em dezembro de 2022 e, no ano seguinte, a administração dos EUA criticou a detenção.



Glezmann estava a ser acompanhado de volta aos Estados Unidos, através da capital do Qatar (Doha), por Adam Boehler, que tem gerido as questões de reféns para a administração do Presidente Donald Trump.


O Qatar tem sido palco de negociações entre os EUA e os talibãs ao longo dos anos.




A colocação em liberdade de Glezmann integra o processo descrito pelos talibãs como a "normalização" dos laços entre os EUA e o Afeganistão após a retirada dos norte-americanos daquele país em 2021. A maioria dos países ainda não reconhece o domínio dos talibãs, recuperado desde então.



A libertação estava prevista num acordo independente, celebrado nos últimos dias da administração do anterior presidente dos EUA, Joe Biden, e também mediado pelo Qatar, que garantiu igualmente a libertação de Ryan Corbett e William McKenty.



Na altura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos talibãs em Cabul afirmou que os dois norte-americanos tinham sido trocados por Khan Mohammed, condenado a duas penas de prisão perpétua em 2008, depois de ter sido condenado ao abrigo das leis de narcoterrorismo dos EUA.


Os EUA não cederam agora qualquer prisioneiro em troca da libertação de Glezmann, que foi vista como um gesto de boa vontade, segundo um funcionário conhecedor do assunto, que falou com a agência noticiosa AP sob anonimato devido à sensibilidade das negociações.



Os talibãs revelaram hoje que Boehler se tinha reunido sobre questões relacionadas com reféns com uma delegação que incluía o Ministro dos Negócios Estrangeiros afegão, Amir Khan Muttaqi.



Antes de deixar a Casa Branca, Joe Biden contemplou uma proposta anterior que teria envolvido a libertação de Glezmann e de outros norte-americanos em troca de Muhammad Rahim, um dos restantes detidos na Baía de Guantanamo, em Cuba.



Mas Biden disse às famílias, durante um telefonema em janeiro, que não apoiaria a troca de Rahim a menos que os talibãs libertassem o empresário afegão-americano Mahmood Habibi.



As autoridades norte-americanas acreditam que os talibãs mantêm Habibi preso, mas os talibãs já o negaram.





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Talibãs justificam execuções públicas no Afeganistão com lei islâmica


O governo talibã do Afeganistão justificou hoje as execuções públicas com o princípio de "retribuição" da lei islâmica, depois de as Nações Unidas terem exigido uma moratória da pena de morte.




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O Emirado Islâmico do Afeganistão (como se autodenominam os talibãs) argumentou que os castigos determinados pelo princípio de 'Qisas' -- o conceito do sistema jurídico do Islão ('sharia') equivalente ao "olho por olho" mencionado na bíblia cristã -- são "um elemento inegável da lei islâmica".



"Como governo islâmico, o Emirado Islâmico do Afeganistão considera a aplicação do 'Qisas' como uma obrigação religiosa", segundo afirmou o ministério dos Negócios Estrangeiros do Afeganistão em comunicado.



A mesma fonte criticou a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA), ao recordar que "qualquer tentativa de criticar ou minar as ordens da 'sharia' islâmica constitui um abuso de competência, contraria diretamente o mandato da organização e é categoricamente inaceitável".



"O Emirado Islâmico do Afeganistão implementa as decisões judiciais de acordo com um processo judicial que analisa exaustivamente os casos legais através de um sistema judicial tripartido onde cada caso é submetido a um escrutínio legal meticuloso", lê-se ainda no comunicado.



Os talibãs garantiram que, no processo judicial que antecede as execuções, os acusados recebem "plenos direitos de defesa desde o início até à emissão do veredicto final".



A posição foi divulgada depois de a UNAMA ter condenado as quatro execuções realizadas em estádios desportivos na passada sexta-feira, considerando a pena de morte "incompatível com o direito fundamental à vida".



As Nações Unidas pediram uma moratória imediata da pena de morte no Afeganistão como um passo para a abolição da naquele país.



Com as mortes de sexta-feira, elevou-se a 10 o número total de execuções reconhecidas pelos talibãs desde o seu regresso ao poder em agosto de 2021.



Durante o anterior regime talibã, entre 1996 e 2001, as execuções públicas eram uma prática comum no Afeganistão, sob a justificação de consciencialização da população sobre o alto preço a pagar pelos criminosos.



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