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Alerta com desinformação
Desinformação tornou-se uma ferramenta estratégica de interferência externa. Da Moldávia à Hungria, somam-se episódios muito recentes de campanhas de descredibilização.
No programa ‘Europa Viva’, em Bruxelas, o especialista em geopolítica do NOW, Germano Almeida, deixou o aviso de que a desinformação tornou-se uma ferramenta estratégica de interferência externa, capaz de fragilizar instituições, manipular eleitorados e testar a resiliência democrática da UE. O que antes parecia ruído tornou-se pura estratégia. A desinformação é atualmente um instrumento central de pressão geopolítica. Rússia e China surgem no centro destas operações, recorrendo a redes estatais e não estatais para difundir narrativas falsas, explorar divisões internas e corroer a confiança dos cidadãos nas instituições europeias. Estas campanhas procuram reescrever enquadramentos políticos. Da guerra na Ucrânia à segurança alimentar, multiplicam-se tentativas de inverter responsabilidades e moldar perceções que favorecem interesses externos. “Distrair, dividir e confundir”, diz Germano Almeida, é o grande alicerce que sustenta a estratégia.
No Parlamento Europeu, a preocupação é transversal. A eurodeputada socialista Ana Catarina Mendes alerta que “a desinformação transformou o espaço digital num terreno fértil para ataques híbridos que colocam em risco a integridade dos processos democráticos”. Já o social-democrata Álvaro Sousa Silva nota que “a velocidade da mentira ultrapassa muitas vezes a capacidade de resposta das instituições”. A resposta europeia ao fenómeno tem ganho força. Mas a rapidez com que a desinformação circula obriga a uma estratégia mais abrangente.
Todos têm de estar alerta, aprender a decifrar mensagens, verificar fontes e confirmar factos. É preciso cruzar versões, investigar o que se vê e pensar duas vezes antes de partilhar. Germano Almeida lembra ainda que só cidadãos com pensamento crítico e discernimento próprio conseguem resistir a conteúdos que parecem credíveis, mas não são, e denunciar o que parece suspeito.
Da Moldávia à Hungria, somam-se episódios muito recentes de interferência eleitoral e inúmeras campanhas de descredibilização.
Para o especialista em geopolítica, a defesa da democracia exige vigilância permanente, já que os perigos da desinformação operam nas sombras da democracia e numa sociedade cada vez mais exposta e vulnerável à manipulação digital.
Correio da Manhã
Desinformação tornou-se uma ferramenta estratégica de interferência externa. Da Moldávia à Hungria, somam-se episódios muito recentes de campanhas de descredibilização.
No programa ‘Europa Viva’, em Bruxelas, o especialista em geopolítica do NOW, Germano Almeida, deixou o aviso de que a desinformação tornou-se uma ferramenta estratégica de interferência externa, capaz de fragilizar instituições, manipular eleitorados e testar a resiliência democrática da UE. O que antes parecia ruído tornou-se pura estratégia. A desinformação é atualmente um instrumento central de pressão geopolítica. Rússia e China surgem no centro destas operações, recorrendo a redes estatais e não estatais para difundir narrativas falsas, explorar divisões internas e corroer a confiança dos cidadãos nas instituições europeias. Estas campanhas procuram reescrever enquadramentos políticos. Da guerra na Ucrânia à segurança alimentar, multiplicam-se tentativas de inverter responsabilidades e moldar perceções que favorecem interesses externos. “Distrair, dividir e confundir”, diz Germano Almeida, é o grande alicerce que sustenta a estratégia.
No Parlamento Europeu, a preocupação é transversal. A eurodeputada socialista Ana Catarina Mendes alerta que “a desinformação transformou o espaço digital num terreno fértil para ataques híbridos que colocam em risco a integridade dos processos democráticos”. Já o social-democrata Álvaro Sousa Silva nota que “a velocidade da mentira ultrapassa muitas vezes a capacidade de resposta das instituições”. A resposta europeia ao fenómeno tem ganho força. Mas a rapidez com que a desinformação circula obriga a uma estratégia mais abrangente.
Todos têm de estar alerta, aprender a decifrar mensagens, verificar fontes e confirmar factos. É preciso cruzar versões, investigar o que se vê e pensar duas vezes antes de partilhar. Germano Almeida lembra ainda que só cidadãos com pensamento crítico e discernimento próprio conseguem resistir a conteúdos que parecem credíveis, mas não são, e denunciar o que parece suspeito.
Da Moldávia à Hungria, somam-se episódios muito recentes de interferência eleitoral e inúmeras campanhas de descredibilização.
Para o especialista em geopolítica, a defesa da democracia exige vigilância permanente, já que os perigos da desinformação operam nas sombras da democracia e numa sociedade cada vez mais exposta e vulnerável à manipulação digital.
Correio da Manhã
