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Informação Ansiedade e depressão pode reduzir esperança de vida até 20 anos

Lordelo

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Os problemas de saúde mental, como é o caso da ansiedade e depressão, afetam não apenas a mente, como também o próprio corpo.


Vários estudos sugerem que problemas comuns de foro mental, incluindo depressão, ansiedade, transtorno bipolar e stress pós traumático podem reduzir a esperança média de vida de 10 a 20 anos.


Um dos principais fatores que contribuem para estes valores alarmantes é o risco superior de doenças cardiovasculares, realça a BestLife


Um estudo publicado em setembro, pela revista The Lancet Regional Health - Europe, realça a ligação que existe entre a saúde mental e a cardiovascular.


Segundo os investigadores, as pessoas com transtornos mentais enfrentam um risco de 50% a duas vezes superior de doenças cardíacas, AVC e morte cardiovascular comparando com quem não sofre desta patologia.


E a relação será bidirecional: o desenvolvimento de doenças cardíacas também pode desencadear novos problemas de saúde mental, incluindo depressão e ansiedade.


O estudo descobriu que as pessoas com depressão têm 72% mais de probabilidade de desenvolver doenças cardíacas, enquanto que as diagnosticadas com transtorno de ansiedade têm 41% mais probabilidade de morrerem por uma doença cardiovascular. Em pessoas com esquizofrenia os números chegam aos 95%.


Porque é que isto acontece?


Acontecimentos da vida com um elevado nível de stress podem contribuir para o surgimento da depressão, ansiedade e esquizofrenia. Condições biológicas como a inflamação ou respostas hormonais ao stress podem agravar a saúde mental, assim como outros fatores, entre eles o tabaco e sono de má qualidade.


Apesar destes fatores de risco serem muito conhecidos, as pessoas com transtornos mentais continuam a não receber os cuidados necessários à sua saúde cardiovascular.


Assim, os cientistas aconselham a que sigam diversas práticas que poderão fazer a diferença.


- Triagem de rotina em saúde mental nas unidades de cardiologia;
- Melhoria do rastreio e da prevenção cardiovascular em contextos de cuidados de saúde mental;
- Intervenções que abordem o stress, o trauma e os fatores de risco relacionados ao estilo de vida;
- Políticas que visam os determinantes sociais da saúde, como a pobreza e o acesso a cuidados de qualidade;
- Práticas mente corpo que melhoram os fatores de risco para a saúde cardiovascular e mental.

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