- Entrou
- Out 5, 2021
- Mensagens
- 54,426
- Gostos Recebidos
- 1,527
Apoiante de Mondlane "consciente" e a "evoluir bem" após ser baleado no centro de Moçambique
Venâncio Mondlane classificou o incidente como mais um caso de "intolerância política".
O apoiante do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, Joel Amaral encontra-se nos "cuidados intensivos e evoluir bem" após ter sido alvejado a tiro em Quelimane, centro de Moçambique, disse esta segunda-feira fonte hospitalar.
"Atualmente, ele encontra-se nos cuidados intensivos a evoluir bem, consciente, comunicativo, já recebeu a visita da sua família e aguardamos a sua evolução clínica", disse Palmira Nascimento, porta-voz do Hospital central de Quelimane, onde o político e um dos mobilizadores de Venâncio Mondlane se encontra internado.
Joel Amaral, músico e autor de temas que mobilizaram apoiantes de Mondlane nas campanhas eleitorais para as autárquicas (2023) e depois para as presidenciais (2024), foi baleado no domingo no bairro Cualane 2.º, na cidade de Quelimane, província da Zambézia.
O Hospital Central de Quelimane confirmou uma lesão no couro cabeludo de Joel Amaral, após o mesmo ter sido alvejado a tiro, mas os exames hospitalares apontaram que a bala não alcançou o osso do crânio, conforme dados avançados esta segunda-feira pela unidade sanitária.
"A lesão simplesmente esteve ao nível do couro cabeludo. Ele foi dirigido ao bloco operatório onde foi feita uma limpeza exaustiva, profunda e não foi encontrada nenhuma presença de bala", disse Palmira Nascimento.
Venâncio Mondlane, que chegou esta segunda-feira a Quelimane para visitar a vítima, classificou no domingo o incidente como mais um caso de "intolerância política".
"É com profunda tristeza e indignação que confirmo a notícia sobre o baleamento do nosso mobilizador nacional Joel Amaral, carinhosamente conhecido como MC Trufafa. O nosso querido Joel foi brutalmente atacado, sofrendo três tiros, dos quais dois atingiram os seus membros inferiores e um atingiu a parte da cabeça", descreveu Venâncio Mondlane numa mensagem na sua conta oficial na rede social Facebook.
Logo após as eleições gerais de 2024, o assessor jurídico de Venâncio Mondlane, o conhecido advogado Elvino Dias, e o mandatário do Podemos, Paulo Cuambe, partido que apoiava a sua candidatura presidencial, foram baleados mortalmente na noite de 18 de outubro, numa emboscada à viatura em que seguiam no centro de Maputo, com tiros de metralhadora, num crime que provocou a comoção na sociedade moçambicana e que continua por esclarecer.
"É hora de nos unirmos contra a violência e a opressão, e de exigir um Moçambique onde todos possam viver em segurança e dignidade. A luta pela justiça e pela paz é uma responsabilidade de todos nós, e não podemos permitir que o medo e a intolerância prevaleçam", afirmou.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, classificou como uma "afronta à democracia" o alvejamento a tiro de Joel Amaral, pedindo uma investigação cabal ao crime.
"Recebemos, com profunda preocupação, a notícia do baleamento do músico e político Joel Amaral. Este ato de violência gratuita não é apenas um ataque contra um cidadão que contribui com o seu saber e dedicação ao nosso país, mas também uma afronta à democracia e aos princípios do Estado de direito, que todos devemos proteger", afirmou o chefe de Estado.
Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais de 09 de outubro que deram a vitória a Daniel Chapo, empossado em janeiro como quinto Presidente de Moçambique, convocou desde 21 de outubro protestos que, em cinco meses, provocaram cerca de 390 mortos em confrontos com a polícia, segundo dados de organizações da sociedade civil, degenerando igualmente em saques e destruição de empresas e infraestruturas públicas.
Contudo, em 23 de março, Mondlane e Daniel Chapo encontraram-se pela primeira vez e foi assumido o compromisso de cessar a violência no país.
O Governo moçambicano confirmou anteriormente, pelo menos, 80 óbitos, além da destruição de 1.677 estabelecimentos comerciais, 177 escolas e 23 unidades sanitárias durante as manifestações.
Correio da Manhã

Venâncio Mondlane classificou o incidente como mais um caso de "intolerância política".
O apoiante do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, Joel Amaral encontra-se nos "cuidados intensivos e evoluir bem" após ter sido alvejado a tiro em Quelimane, centro de Moçambique, disse esta segunda-feira fonte hospitalar.
"Atualmente, ele encontra-se nos cuidados intensivos a evoluir bem, consciente, comunicativo, já recebeu a visita da sua família e aguardamos a sua evolução clínica", disse Palmira Nascimento, porta-voz do Hospital central de Quelimane, onde o político e um dos mobilizadores de Venâncio Mondlane se encontra internado.
Joel Amaral, músico e autor de temas que mobilizaram apoiantes de Mondlane nas campanhas eleitorais para as autárquicas (2023) e depois para as presidenciais (2024), foi baleado no domingo no bairro Cualane 2.º, na cidade de Quelimane, província da Zambézia.
O Hospital Central de Quelimane confirmou uma lesão no couro cabeludo de Joel Amaral, após o mesmo ter sido alvejado a tiro, mas os exames hospitalares apontaram que a bala não alcançou o osso do crânio, conforme dados avançados esta segunda-feira pela unidade sanitária.
"A lesão simplesmente esteve ao nível do couro cabeludo. Ele foi dirigido ao bloco operatório onde foi feita uma limpeza exaustiva, profunda e não foi encontrada nenhuma presença de bala", disse Palmira Nascimento.
Venâncio Mondlane, que chegou esta segunda-feira a Quelimane para visitar a vítima, classificou no domingo o incidente como mais um caso de "intolerância política".
"É com profunda tristeza e indignação que confirmo a notícia sobre o baleamento do nosso mobilizador nacional Joel Amaral, carinhosamente conhecido como MC Trufafa. O nosso querido Joel foi brutalmente atacado, sofrendo três tiros, dos quais dois atingiram os seus membros inferiores e um atingiu a parte da cabeça", descreveu Venâncio Mondlane numa mensagem na sua conta oficial na rede social Facebook.
Logo após as eleições gerais de 2024, o assessor jurídico de Venâncio Mondlane, o conhecido advogado Elvino Dias, e o mandatário do Podemos, Paulo Cuambe, partido que apoiava a sua candidatura presidencial, foram baleados mortalmente na noite de 18 de outubro, numa emboscada à viatura em que seguiam no centro de Maputo, com tiros de metralhadora, num crime que provocou a comoção na sociedade moçambicana e que continua por esclarecer.
"É hora de nos unirmos contra a violência e a opressão, e de exigir um Moçambique onde todos possam viver em segurança e dignidade. A luta pela justiça e pela paz é uma responsabilidade de todos nós, e não podemos permitir que o medo e a intolerância prevaleçam", afirmou.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, classificou como uma "afronta à democracia" o alvejamento a tiro de Joel Amaral, pedindo uma investigação cabal ao crime.
"Recebemos, com profunda preocupação, a notícia do baleamento do músico e político Joel Amaral. Este ato de violência gratuita não é apenas um ataque contra um cidadão que contribui com o seu saber e dedicação ao nosso país, mas também uma afronta à democracia e aos princípios do Estado de direito, que todos devemos proteger", afirmou o chefe de Estado.
Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais de 09 de outubro que deram a vitória a Daniel Chapo, empossado em janeiro como quinto Presidente de Moçambique, convocou desde 21 de outubro protestos que, em cinco meses, provocaram cerca de 390 mortos em confrontos com a polícia, segundo dados de organizações da sociedade civil, degenerando igualmente em saques e destruição de empresas e infraestruturas públicas.
Contudo, em 23 de março, Mondlane e Daniel Chapo encontraram-se pela primeira vez e foi assumido o compromisso de cessar a violência no país.
O Governo moçambicano confirmou anteriormente, pelo menos, 80 óbitos, além da destruição de 1.677 estabelecimentos comerciais, 177 escolas e 23 unidades sanitárias durante as manifestações.
Correio da Manhã