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Roter.Teufel

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Avião regressa a Paris após passageiro perder telemóvel durante voo

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Companhias aéreas estão cada vez mais rígidas em relação às baterias de lítio devido ao perigo de incêndio.

Um voo da Air France em direção às Caraíbas regressou a Paris, na semana passada, depois de um passageiro perder o telemóvel, uma vez que o dispositivo podia sobreaquecer e colocar em risco a segurança no avião.

O passageiro e a tripulação não conseguiram encontrar o telemóvel depois do avião descolar do Aeroporto de Paris-Orly, cerca das 12h00 de dia 21 de março. Na costa francesa, o Boeing 777 virou e regressou ao aeroporto, de acordo com o jornal Washington Post.

O avião aterrou, no local de onde havia partido, pouco mais de duas horas depois da descolagem, com 375 passageiros, 12 membros de tripulação e dois pilotos a bordo. A Air France não especificou onde é que o telemóvel ficou perdido, nem onde tinha sido localizado pela última vez.

"Depois das verificações das equipas de manutenção, o dispositivo foi encontrado e o avião pôde descolar outra vez, rapidamente", afirmou a companhia aérea num comunicado. "A Air France lamenta a situação e relembra que a segurança dos clientes e membros da tripulação é a prioridade absoluta", acrescentou.

O voo chegou a Guadalupe, território francês ultramarino, cerca de quatro horas depois do previsto.

Em fevereiro, um voo de Charles de Gaulle, em Paris, para Martinique teve de regressar pela mesma razão, confirmou a companhia aérea.

A decisão da Air France, em ambas as situações, renovou a atenção para a questão das baterias de lítio nos aviões, à medida que as companhias aéreas se tornam mais rígidas em relação ao modo como os dispositivos são manuseados.

Hassan Shahidi, presidente e CEO da Flight Safety Foundation, afirmou que, apesar de ser raro não conseguir encontrar um telemóvel dentro de um avião, quando acontece, pode ser perigoso. Se o passageiro muda a posição do banco, enquanto o telemóvel está preso, pode criar pressão no dispositivo e provocar o sobreaquecimento, que pode culminar num incêndio.

"Qualquer pressão no telemóvel, se ficar desacompanhado num banco, é de facto um perigo", disse Shahidi. "É um local muito difícil de aceder se deflagram chamas ou fumo", explicou o presidente, que concorda com a decisão da Air France.

As baterias estão mais propensas a incendiar quando têm algum dano ou estão a carregar. A Administração de Aviação Federal dos EUA (FAA) afirma que no ano passado houve 85 incidentes com baterias de lítio que envolveram fogo, fumo ou calor extremo. Mas a prevalência dos incidentes é relativamente baixa, tendo em conta que as companhias aéreas fazem, no total, cerca de 16,4 milhões de voos por ano, de acordo com o site da FAA.

"Os passageiros devem notificar a tripulação imediatamente se a bateria de lítio ou o seu dispositivo sobreaquecer, expandir-se, estiver a deitar fumo ou a arder", lê-se no site da agência de aviação.

Algumas companhias como a Delta e United relembram os passageiros antes da descolagem que devem alertar os hospedeiros de bordo se perderem o telemóvel debaixo ou no meio dos bancos. A medida de prevenção é "para segurança dos nossos clientes e tripulação", informou a porta-voz da Delta, Samantha Moore Facteau.

A Coreia do Sul começou a exigir, no início deste mês, aos passageiros que mantenham as 'power banks' ou dispositivos de 'vaping' perto deles, e não nos compartimentos superiores do avião, além de proibir o uso de baterias portáteis para carregar aparelhos eletrónicos durante o voo. O governo sul-coreano indicou que o incêndio que destruiu um avião da Air Busan, em janeiro, foi provocado por uma 'power bank', segundo a agência Reuters.

Shahidi afirmou que os passageiros devem "ser responsáveis" com os dispositivos eletrónicos, especialmente com as baterias portáteis, para garantir que são facilmente acessíveis e não estão sob pressão.

Correio da Manhã
 
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