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Banco Central da Rússia não recebeu pedidos de empresas financeiras estrangeiras para voltar

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"Não vemos nada de concreto, mas, como o Governo já disse, tudo se irá desenvolver de acordo com os interesses nacionais", afirmou Elvira Nabiulina.

A presidente do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiulina, disse esta segunda-feira que a instituição não recebeu qualquer pedido de empresas estrangeiras do setor financeiro para voltarem a operar no país.

"Quanto às empresas que pretendem regressar, ainda não recebemos qualquer pedido do setor financeiro", afirmou Nabiulina durante uma reunião parlamentar, segundo a agência noticiosa TASS.

"Também não vemos nada de concreto, mas, como o Governo já disse, tudo se irá desenvolver de acordo com os interesses nacionais", afirmou.

Isto contrasta com declarações anteriores de políticos russos, incluindo o Presidente, Vladimir Putin, que anunciou o alegado desejo de empresas estrangeiras regressarem ao mercado russo e a existência, desde março, de contactos nesse sentido.

A presidente do banco central respondeu também a perguntas sobre a nova política tarifária dos Estados Unidos e a forma como esta pode afetar a Rússia.

"Estamos a analisar as possíveis formas como estas medidas podem influenciar a economia russa, e é verdade que a forma que pode ter maior influência é a alteração dos preços do petróleo, nomeadamente a sua queda", respondeu.

"Se este tipo de guerra tarifária, e vemos uma escalada, continuar a desenvolver-se, levará certamente a uma queda no comércio mundial, na economia mundial e, muito certamente, a uma queda na procura dos nossos hidrocarbonetos", disse a responsável, que dirige o banco central desde 2013.

Nabiulina comentou ainda que os ativos ocidentais congelados na Rússia, que foram uma medida de resposta ao congelamento dos ativos russos na União Europeia após o início da guerra na Ucrânia em 2022, não devem ser tocados, a menos que haja razões para o fazer.

"As medidas de resposta devem ser tratadas com cuidado e em nenhuma circunstância estes ativos devem ser descongelados antes de existirem motivos para o fazer", afirmou.

No entanto, admitiu que alguns deles já foram expropriados ou reprivatizados, num processo que, na verdade, também envolveu empresas que ainda estavam ativas na Rússia.

"É verdade que alguns destes ativos foram vendidos, mas não de forma massiva. As decisões foram tomadas caso a caso e nos casos em que era indispensável para o desenvolvimento da base produtiva das empresas", defendeu.

Em 2024, a Rússia nacionalizou cerca de uma centena de empresas privadas, além de muitas outras que foram diretamente reprivatizadas.

Correio da Manhã
 
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