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Bolsonaro vai ser transferido de helicóptero para um hospital em Brasília
Ex-presidente brasileiro está internado desde sexta-feira com um quadro agudo de obstrução intestinal.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, internado desde a manhã de sexta-feira num hospital particular de Natal, no nordeste do Brasil, onde chegou com um quadro agudo de obstrução intestinal que lhe provocava dores fortes, vai ser transferido ainda este sábado para um outro hospital particular, em Brasília, onde mora. A informação, avançada inicialmente pelo senador Rogério Marinho, aliado de Bolsonaro, e que o tem acompanhado na viagem ao nordeste, foi confirmada na tarde deste sábado pelo diretor-geral do hospital onde o político está internado, Luiz Roberto Fonseca.
A decisão da transferência para a capital brasileira foi tomada por Bolsonaro e por um dos médicos da equipa que o acompanha há anos no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, Cláudio Birolini. O médico viajou da capital paulista para Natal, onde chegou a meio da madrugada deste sábado, para observar o antigo governante, e avaliou ser melhor transferí-lo para o Hospital DF Star, em Brasília, do mesmo grupo do de São Paulo.
Não houve qualquer crítica aos procedimentos realizados no Hospital Rio Grande, onde Jair Bolsonaro foi estabilizado. O ex-presidente ficou sem dores e sem o desconforto anterior, e já tinha sido iniciado um tratamento para desobstrução do intestino. De acordo com Luiz Roberto Fonseca e aliados de Bolsonaro, a transferência, que na sexta-feira, tinha sido rejeitada pelos médicos de São Paulo e pelo antigo governante, terá sido decidida para ele ficar perto da família, nomeadamente a mulher, Michelle Bolsonaro.
Uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) aérea foi chamada a Natal e levará o ex-presidente para Brasília com todos os cuidados e requisitos necessários. De acordo com o boletim médico emitido pelo Hospital Rio Grande, Jair Bolsonaro passou uma noite tranquila, dormiu mais de oito horas e o seu estado não inspira cuidados nem indica a necessidade de uma cirurgia abdominal, pelo que a notícia da transferência, ainda mais numa UTI, causou bastante estranheza aos jornalistas que acompanham o estado de saúde do ex-chefe de Estado desde que se sentiu mal em Santa Cruz, a 120 km de Natal, sendo depois transferido num helicóptero comum para a capital estadual.
Desde que Jair Bolsonaro se sentiu mal e foi levado para o hospital da pequena cidade de Santa Cruz, os assessores dele têm estado em contacto permanente com o cirurgião gastrointestinal António de Macedo, de São Paulo, que o segue há anos e já o operou diversas vezes, e comanda a equipa a que Cláudio Birolini pertence. Macedo avaliou que o tratamento que Bolsonaro estava a receber no Hospital Rio Grande era o mais indicado e que não havia a necessidade de o ex-chefe de Estado ser transferido ou de ele ir até ao Rio Grande do Norte, por isso a chegada de um outro médico da equipa a Natal em plena madrugada também surpreendeu.
Por questões de segurança, o andar do hospital particular onde Bolsonaro ficou hospitalizado em Natal foi totalmente esvaziado para receber somente o antigo presidente, cercado por grande número de seguranças. Quando o helicóptero cedido pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, adversária política de Bolsonaro, aterrou em Natal, a polícia da capital estadual interditou todas as ruas que levam do aeroporto ao hospital para a ambulância passar em alta velocidade e cercada de carros com agentes fortemente armados.
O atual quadro de problemas de saúde de Bolsonaro parece ser uma reedição de outros semelhantes que já ocorreram na região abdominal após ele ter sofrido um atentado em 2018, durante um ato de rua na cidade de Juiz de Fora para a campanha às presidenciais desse ano, que venceu. Ele sofreu uma facada profunda no abdómen, desferida por um homem supostamente com problemas mentais e preso até ao momento, e por pouco não morreu e desde aí já teve de se submeter a diversas cirurgias e outros procedimentos.
Jair Bolsonaro estava no Rio Grande do Norte, no nordeste do Brasil, um reduto eleitoral do seu maior adversário político, Lula da Silva, para iniciar uma longa digressão por essa região, tentando aumentar o apoio ao Partido Liberal (PL), de extrema-direita, e ao projeto de se lançar novamente candidato à presidência do Brasil nas eleições de 2026. Bolsonaro foi tornado inelegível até 2030 pelo TSE, Tribunal Superior Eleitoral, mas está decidido a ser candidato assim mesmo, acreditando que os seus aliados no Congresso conseguirão aprovar uma amnistia política que lhe garanta poder disputar a chefia do Estado no ano que vem, mesmo enfrentando ainda a possibilidade de ser condenado no final do processo por tentativa de golpe de Estado, no qual foi constituído arguido pelo STF, Supremo Tribunal Federal, no mês passado.
Correio da Manhã

Ex-presidente brasileiro está internado desde sexta-feira com um quadro agudo de obstrução intestinal.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, internado desde a manhã de sexta-feira num hospital particular de Natal, no nordeste do Brasil, onde chegou com um quadro agudo de obstrução intestinal que lhe provocava dores fortes, vai ser transferido ainda este sábado para um outro hospital particular, em Brasília, onde mora. A informação, avançada inicialmente pelo senador Rogério Marinho, aliado de Bolsonaro, e que o tem acompanhado na viagem ao nordeste, foi confirmada na tarde deste sábado pelo diretor-geral do hospital onde o político está internado, Luiz Roberto Fonseca.
A decisão da transferência para a capital brasileira foi tomada por Bolsonaro e por um dos médicos da equipa que o acompanha há anos no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, Cláudio Birolini. O médico viajou da capital paulista para Natal, onde chegou a meio da madrugada deste sábado, para observar o antigo governante, e avaliou ser melhor transferí-lo para o Hospital DF Star, em Brasília, do mesmo grupo do de São Paulo.
Não houve qualquer crítica aos procedimentos realizados no Hospital Rio Grande, onde Jair Bolsonaro foi estabilizado. O ex-presidente ficou sem dores e sem o desconforto anterior, e já tinha sido iniciado um tratamento para desobstrução do intestino. De acordo com Luiz Roberto Fonseca e aliados de Bolsonaro, a transferência, que na sexta-feira, tinha sido rejeitada pelos médicos de São Paulo e pelo antigo governante, terá sido decidida para ele ficar perto da família, nomeadamente a mulher, Michelle Bolsonaro.
Uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) aérea foi chamada a Natal e levará o ex-presidente para Brasília com todos os cuidados e requisitos necessários. De acordo com o boletim médico emitido pelo Hospital Rio Grande, Jair Bolsonaro passou uma noite tranquila, dormiu mais de oito horas e o seu estado não inspira cuidados nem indica a necessidade de uma cirurgia abdominal, pelo que a notícia da transferência, ainda mais numa UTI, causou bastante estranheza aos jornalistas que acompanham o estado de saúde do ex-chefe de Estado desde que se sentiu mal em Santa Cruz, a 120 km de Natal, sendo depois transferido num helicóptero comum para a capital estadual.
Desde que Jair Bolsonaro se sentiu mal e foi levado para o hospital da pequena cidade de Santa Cruz, os assessores dele têm estado em contacto permanente com o cirurgião gastrointestinal António de Macedo, de São Paulo, que o segue há anos e já o operou diversas vezes, e comanda a equipa a que Cláudio Birolini pertence. Macedo avaliou que o tratamento que Bolsonaro estava a receber no Hospital Rio Grande era o mais indicado e que não havia a necessidade de o ex-chefe de Estado ser transferido ou de ele ir até ao Rio Grande do Norte, por isso a chegada de um outro médico da equipa a Natal em plena madrugada também surpreendeu.
Por questões de segurança, o andar do hospital particular onde Bolsonaro ficou hospitalizado em Natal foi totalmente esvaziado para receber somente o antigo presidente, cercado por grande número de seguranças. Quando o helicóptero cedido pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, adversária política de Bolsonaro, aterrou em Natal, a polícia da capital estadual interditou todas as ruas que levam do aeroporto ao hospital para a ambulância passar em alta velocidade e cercada de carros com agentes fortemente armados.
O atual quadro de problemas de saúde de Bolsonaro parece ser uma reedição de outros semelhantes que já ocorreram na região abdominal após ele ter sofrido um atentado em 2018, durante um ato de rua na cidade de Juiz de Fora para a campanha às presidenciais desse ano, que venceu. Ele sofreu uma facada profunda no abdómen, desferida por um homem supostamente com problemas mentais e preso até ao momento, e por pouco não morreu e desde aí já teve de se submeter a diversas cirurgias e outros procedimentos.
Jair Bolsonaro estava no Rio Grande do Norte, no nordeste do Brasil, um reduto eleitoral do seu maior adversário político, Lula da Silva, para iniciar uma longa digressão por essa região, tentando aumentar o apoio ao Partido Liberal (PL), de extrema-direita, e ao projeto de se lançar novamente candidato à presidência do Brasil nas eleições de 2026. Bolsonaro foi tornado inelegível até 2030 pelo TSE, Tribunal Superior Eleitoral, mas está decidido a ser candidato assim mesmo, acreditando que os seus aliados no Congresso conseguirão aprovar uma amnistia política que lhe garanta poder disputar a chefia do Estado no ano que vem, mesmo enfrentando ainda a possibilidade de ser condenado no final do processo por tentativa de golpe de Estado, no qual foi constituído arguido pelo STF, Supremo Tribunal Federal, no mês passado.
Correio da Manhã