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Bombeiros Sapadores rompem cordão policial durante protesto em Lisboa. Reunião com o Governo suspensa
"Está a arder? Chamem os políticos", lê-se nos cartazes da manifestação. Bombeiros lançam petardos e vivem-se momentos de tensão.
Os Bombeiros Sapadores romperam o cordão policial e lançaram petardos e tochas perto da sede do Governo, em Lisboa, esta terça-feira, numa altura em que decorre mais uma ronda de negociações entre o executivo e o sindicato daqueles trabalhadores. A manifestação, que não foi anunciada publicamente, reúne centenas de operacionais, e levou à suspensão da reunião.
"Está a arder? Chamem os políticos", lê-se num dos cartazes empenhados em crítica às condições oferecidas pelo governo para a carreira.
Nos protestos, viveram-se alguns momentos de tensão, quando a polícia tentou impedir os cerca de 300 manifestantes de se aproximarem da entrada da sede. Uma jornalista da CNN Portugal acabou por ser atingida durante a manifestação e foi assistida.
"O Governo e os políticos estão a faltar à palavra dada nas negociações", afirmou Ricardo Ribeiro, dos Sapadores de Lisboa.
O Governo reagiu ao comportamento dos manifestantes daquela classe trabalhadora e rejeitou a ideia de manter as negociações "sob coação". Pede aos sapadores respeito ao diálogo e à ordem.
"Não queremos entrar em confronto com ninguém, queremos apenas que o Governo nos responda e respeite o nosso trabalho", apontou um dos manifestantes.
A concentração dos sapadores começou em Alvalade e o grupo de bombeiros, todos fardados e muitos com capacetes, percorreu a Avenida de Roma em passo lento, gritando palavras de ordem contra o Governo e disparando petardos e fumos.
"Desde o dia 02 de outubro que o Governo disse que ia fazer tudo para valorizar a carreira, que está congelada desde 2002", recordou o bombeiro Ricardo Ribeiro, considerando que as propostas do Governo "têm sido ofensivas".
Os trabalhadores reivindicam melhores condições salariais e de trabalho. Recordam que não há revisão de carreiras há 20 anos e todas as dificuldades da profissão. "A carreira já não é apelativa e isso coloca em causa o serviço de excelência que fornecemos", disse um bombeiro sapador.
Correio da Manhã
Há dois meses, os Bombeiros Sapadores invadiram a escadaria da Assembleia da República para reivindicar os "acertos salariais para compensar o aumento da inflação" e a regulamentação da carreira. Nesse protesto, também marcado por momentos de tensão. As escadarias da AR acabaram por ficar cobertas de fumo negro, enquanto na rua, cortada ao trânsito, uma grua num camião erguia um caixão com um 'bombeiro' morto.
Em meados de novembro, o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) considerou a proposta do Governo para aumentos salariais na carreira "ofensiva e desajustada".
Em declarações à Lusa, o presidente do SNBS, Ricardo Cunha, acusou o Governo de mentir ao afirmar que a proposta que apresentou aos bombeiros sapadores representa um acréscimo salarial entre 15% a 20% até 2026, contrapondo que o que foi colocado em cima da mesa prevê uma redução nos valores base da carreira, colocando, por exemplo, o escalão de entrada cerca de 60 euros abaixo do atual valor, passando de 1.075 euros para 1.017 euros.
Correio da Manhã

"Está a arder? Chamem os políticos", lê-se nos cartazes da manifestação. Bombeiros lançam petardos e vivem-se momentos de tensão.
Os Bombeiros Sapadores romperam o cordão policial e lançaram petardos e tochas perto da sede do Governo, em Lisboa, esta terça-feira, numa altura em que decorre mais uma ronda de negociações entre o executivo e o sindicato daqueles trabalhadores. A manifestação, que não foi anunciada publicamente, reúne centenas de operacionais, e levou à suspensão da reunião.
"Está a arder? Chamem os políticos", lê-se num dos cartazes empenhados em crítica às condições oferecidas pelo governo para a carreira.
Nos protestos, viveram-se alguns momentos de tensão, quando a polícia tentou impedir os cerca de 300 manifestantes de se aproximarem da entrada da sede. Uma jornalista da CNN Portugal acabou por ser atingida durante a manifestação e foi assistida.
"O Governo e os políticos estão a faltar à palavra dada nas negociações", afirmou Ricardo Ribeiro, dos Sapadores de Lisboa.
O Governo reagiu ao comportamento dos manifestantes daquela classe trabalhadora e rejeitou a ideia de manter as negociações "sob coação". Pede aos sapadores respeito ao diálogo e à ordem.
"Não queremos entrar em confronto com ninguém, queremos apenas que o Governo nos responda e respeite o nosso trabalho", apontou um dos manifestantes.
A concentração dos sapadores começou em Alvalade e o grupo de bombeiros, todos fardados e muitos com capacetes, percorreu a Avenida de Roma em passo lento, gritando palavras de ordem contra o Governo e disparando petardos e fumos.
"Desde o dia 02 de outubro que o Governo disse que ia fazer tudo para valorizar a carreira, que está congelada desde 2002", recordou o bombeiro Ricardo Ribeiro, considerando que as propostas do Governo "têm sido ofensivas".
Os trabalhadores reivindicam melhores condições salariais e de trabalho. Recordam que não há revisão de carreiras há 20 anos e todas as dificuldades da profissão. "A carreira já não é apelativa e isso coloca em causa o serviço de excelência que fornecemos", disse um bombeiro sapador.
Correio da Manhã
Há dois meses, os Bombeiros Sapadores invadiram a escadaria da Assembleia da República para reivindicar os "acertos salariais para compensar o aumento da inflação" e a regulamentação da carreira. Nesse protesto, também marcado por momentos de tensão. As escadarias da AR acabaram por ficar cobertas de fumo negro, enquanto na rua, cortada ao trânsito, uma grua num camião erguia um caixão com um 'bombeiro' morto.
Em meados de novembro, o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) considerou a proposta do Governo para aumentos salariais na carreira "ofensiva e desajustada".
Em declarações à Lusa, o presidente do SNBS, Ricardo Cunha, acusou o Governo de mentir ao afirmar que a proposta que apresentou aos bombeiros sapadores representa um acréscimo salarial entre 15% a 20% até 2026, contrapondo que o que foi colocado em cima da mesa prevê uma redução nos valores base da carreira, colocando, por exemplo, o escalão de entrada cerca de 60 euros abaixo do atual valor, passando de 1.075 euros para 1.017 euros.
Correio da Manhã