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Bruxelas pediu à Hungria que esclareça se partilhou documentos da UE com Rússia
Em março, o jornal norte-americano The Washington Post já tinha noticiado que Péter Szijjártó terá informado, durante vários anos, Sergei Lavrov sobre as reuniões do Conselho da UE em que participava.
A Comissão Europeia pediu esta quarta-feira esclarecimentos urgentes ao Governo húngaro sobre o alegado envio à Rússia de documentos internos da UE, considerando que as notícias que apontam nesse sentido são "extremamente preocupantes".
O jornal digital VSquare divulgou esta quarta-feira uma alegada conversa telefónica entre o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, e o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, à margem de uma reunião dos líderes da UE em dezembro de 2023, na qual Szijjártó se manifesta disponível para transmitir a Lavrov documentos internos sobre o processo de adesão da Ucrânia à UE.
Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, a porta-voz Paula Pinho considerou que este novo artigo levanta a possibilidade de "o Governo de um Estado-membro estar a coordenar-se com a Rússia e a atuar ativamente contra a segurança e os interesses da UE e de todos os seus cidadãos".
"Trata-se, portanto, de uma situação extremamente preocupante, sendo da responsabilidade do Governo do Estado-membro em causa prestar esclarecimentos com urgência. A presidente [da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen] também vai levantar esta questão ao nível dos líderes", salientou.
Em março, o jornal norte-americano The Washington Post já tinha noticiado que Péter Szijjártó terá informado, durante vários anos, Sergei Lavrov sobre as reuniões do Conselho da UE em que participava.
De acordo com a notícia do The Washington Post, Péter Szijjártó utilizava as pausas das reuniões do Conselho de Negócios Estrangeiros, que reúne todos os chefes das diplomacias da UE, para ligar a Lavrov e informá-lo do teor das discussões, propondo soluções para Moscovo lidar com as decisões que estavam a ser tomadas.
"Durante anos, cada uma das reuniões da UE teve Moscovo atrás da mesa", resumia um responsável europeu citado no artigo do jornal norte-americano.
Na altura, em reação a esta notícia, a Comissão Europeia já tinha pedido ao Governo húngaro para esclarecer se transmitiu informações confidenciais de reuniões na UE à Rússia.
"A relação de confiança entre os Estados-membros e as instituições é fundamental para o trabalho da UE e esperamos que o Governo húngaro nos dê esclarecimentos", tinha afirmado na altura a porta-voz da Comissão Europeia Anitta Hipper.
A Hungria realiza no domingo eleições legislativas, com as sondagens a colocarem o líder da oposição, Péter Magyar (Tisza, centro-direita), em primeiro lugar, após quase 16 anos de Viktor Orbán na liderança do país.
Correio da Manhã
Em março, o jornal norte-americano The Washington Post já tinha noticiado que Péter Szijjártó terá informado, durante vários anos, Sergei Lavrov sobre as reuniões do Conselho da UE em que participava.
A Comissão Europeia pediu esta quarta-feira esclarecimentos urgentes ao Governo húngaro sobre o alegado envio à Rússia de documentos internos da UE, considerando que as notícias que apontam nesse sentido são "extremamente preocupantes".
O jornal digital VSquare divulgou esta quarta-feira uma alegada conversa telefónica entre o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, e o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, à margem de uma reunião dos líderes da UE em dezembro de 2023, na qual Szijjártó se manifesta disponível para transmitir a Lavrov documentos internos sobre o processo de adesão da Ucrânia à UE.
Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, a porta-voz Paula Pinho considerou que este novo artigo levanta a possibilidade de "o Governo de um Estado-membro estar a coordenar-se com a Rússia e a atuar ativamente contra a segurança e os interesses da UE e de todos os seus cidadãos".
"Trata-se, portanto, de uma situação extremamente preocupante, sendo da responsabilidade do Governo do Estado-membro em causa prestar esclarecimentos com urgência. A presidente [da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen] também vai levantar esta questão ao nível dos líderes", salientou.
Em março, o jornal norte-americano The Washington Post já tinha noticiado que Péter Szijjártó terá informado, durante vários anos, Sergei Lavrov sobre as reuniões do Conselho da UE em que participava.
De acordo com a notícia do The Washington Post, Péter Szijjártó utilizava as pausas das reuniões do Conselho de Negócios Estrangeiros, que reúne todos os chefes das diplomacias da UE, para ligar a Lavrov e informá-lo do teor das discussões, propondo soluções para Moscovo lidar com as decisões que estavam a ser tomadas.
"Durante anos, cada uma das reuniões da UE teve Moscovo atrás da mesa", resumia um responsável europeu citado no artigo do jornal norte-americano.
Na altura, em reação a esta notícia, a Comissão Europeia já tinha pedido ao Governo húngaro para esclarecer se transmitiu informações confidenciais de reuniões na UE à Rússia.
"A relação de confiança entre os Estados-membros e as instituições é fundamental para o trabalho da UE e esperamos que o Governo húngaro nos dê esclarecimentos", tinha afirmado na altura a porta-voz da Comissão Europeia Anitta Hipper.
A Hungria realiza no domingo eleições legislativas, com as sondagens a colocarem o líder da oposição, Péter Magyar (Tisza, centro-direita), em primeiro lugar, após quase 16 anos de Viktor Orbán na liderança do país.
Correio da Manhã
