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O caçador de tesouros submarinos norte-americano Tommy Thompson descobriu milhões de dólares em artefactos submersos, em 1988, nos destroços do naufrágio do SS Central America, também conhecido como Navio do Ouro, que ocorreu na costa do estado da Carolina do Sul.
Os investidores das descobertas de Thompson acusaram-no de os enganar e de não lhes pagar os lucros prometidos e depois de anos foragido, foi preso em 2015. Agora, após uma década foi libertado.
Mas o que se passou?
Quando afundou em 1857, o SS Central America transportava mais de 400 passageiros e tripulantes, além de 13.600 quilos em ouro cunhado pelo governo federal. Thompson e a sua equipa encontraram o navio a cerca de 2.100 metros abaixo da superfície, no fundo do Oceano Atlântico, conforme relatado pela CBS News.
Um total de 161 investidores deram a Thompson 12.700 milhões de dólares (pouco mais de 10 milhões de euros) para encontrar o navio com o acordo de que veriam o retorno do seu investimento. O explorador e engenheiro oceânico foi aclamado como um herói após encontrar o navio e os seus tesouros submersos, que permaneceram no fundo do Oceano Atlântico mais de 150 anos.
Desde sempre que afirmou que os 2,5 milhões de dólares em moedas de ouro foram entregues a um fundo fiduciário em Belize e que os lucros da venda do primeiro lote de ouro - 50 milhões de dólares - foram destinados principalmente ao pagamento de honorários legais e empréstimos bancários. O grupo de investidores acabou por processá-lo em 2005, alegando que não tinham visto nenhum dos lucros.
Em 2012, o homem desapareceu após ser mandatado a ir a tribunal e depois de anos de fuga, acabou por ser detido em 2015. Tinha vivido num hotel durante esses anos, a pagar o quarto em dinheiro e sob um nome falso.
Foi considerado culpado de desobediência por recusar-se a responder a perguntas sobre a localização de cerca de 500 moedas de ouro desaparecidas, tendo sido condenado a 24 meses de prisão em dezembro de 2015.
As sentenças por desobediência civil geralmente são por tempo indeterminado, durando até que a pessoa cumpra a ordem judicial - o que, neste caso, significaria revelar a localização das moedas desaparecidas. Mas, o ano passado, um juiz concordou em terminar a sentença de Thompson, argumentando que era improvável que algum dia oferecesse uma resposta.
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