Casa Pia - Ferreira Diniz pede nulidade do acórdão

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Médico convoca conferência de imprensa para dizer que não teve oportunidade de se defender pelos crimes que foi condenado.

Ferreira Diniz, condenado a sete anos de prisão efectiva no âmbito do processo Casa Pia, acusou este sábado o tribunal de o ter condenado sem que tivesse tido a hipótese de se defender pelos crimes que foi condenado. O médico revelou ainda, na sequência de uma pergunta da TVI, que já pediu a nulidade do acórdão, devido à ausência de fundamentos na leitura na sentença.

«É incompreensível que eu tenha sido condenado, que tenha sido divulgado para o mundo inteiro uma condenação sem eu ter tido qualquer explicação por parte do tribunal do porquê de ter sido condenado. É evidente que sim. Nós pedimos a nulidade e vamos seguir com esse pedido de nulidade», adiantou.

Sobre possível suspensão da actividade de médico e sobre o processo disciplinar imposto pela Ordem dos Médicos, que deverá agora entrar numa nova fase de análise, uma vez que tinha sido suspenso até à conclusão do processo em tribunal, Ferreira Diniz afirma: «Não receio [ver a actividade médica suspensa]. Eu espero que a Ordem do Médicos mantenha a mesma posição, que é de manter [o processo] em aberto até ao trânsito em julgado».

Ferreira Diniz começou a conferência de imprensa deste sábado alegando que quer fazer a sua defesa e que esta irá ser feita nos tribunais e não na praça pública. «Eu quero fazer a minha defesa. Eu pretendo defender-me como não fui autorizado a defender-me neste tribunal. Não vou fazer qualquer tipo de defesa na praça pública. A defesa que eu vou fazer vai ser no Tribunal da Relação. Eu tenho esperança séria de que os juízes desembargadores venham a analisar correctamente todo este processo de uma forma isenta e que venha a ser reposta toda a justiça que eu, de uma forma mais que indignado, acho que fui injustiçado ontem com uma condenação».

O médico condenado por quatro crimes diz que em «é importante que as pessoas neste país tomem consciência de que em Portugal e neste Estado de Direito é possível alguém ser condenado por uma coisa que não teve qualquer oportunidade de se defender», insiste Ferreira Diniz, mas garante que pode explicar.

«Eu posso explicar. Eu fui acusado e pronunciado num determinado local, numa determinada acusação certa da qual eu me defendi durante seis anos. Durante seis anos eu gastei dinheiro, gastei tempo, energia e tive seis anos a defender-me de uma acusação e de uma pronúncia. Ao fim de seis anos de julgamento, ao fim de um ano e meio de deliberação por parte do tribunal, este vem alterar os factos por si só. Eu quis defender-me depois dos factos novos e o tribunal não me permitiu. Fez-me uma condenação e eu fui condenado com a violação de um direito constitucional importantíssimo que é termos direito a uma defesa», disse, sem, no entanto, conseguir explicar, quando questionado pela TVI, sobre a presença dos crimes pelo qual foi condenado estarem no despacho de pronúncia.

O médico garantiu ainda que «vai até ao fim do mundo em todos os recursos que possa». «Não vou parar, não vou fugir. E mais. Nunca mudei nada no meu aspecto físico.
Nunca cortei o cabelo, nunca cortei a barba. Estou igual e continuo a ir a todos os lados da mesma forma. Dou a cara frente-a-frente».

tvi24
 
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