CIP pede "maturidade" e "bom senso" aos partidos da maioria

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Set 24, 2006
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António Saraiva diz que o pilar da coesão social foi agredido mas não demolido, considerando que ainda há tempo para recuperar, pois a dependência do País do financiamento externo aconselha a que "tenhamos cuidados acrescidos".
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O líder da CIP apelou hoje à "maturidade" e "bom senso" dos políticos dos partidos da maioria que apoiam o Governo.

Para António Saraiva, a declaração do primeiro-ministro com o anúncio de mais austeridade abalou e agrediu os pilares da estabilidade social e da estabilidade política, destacando que são dois pilares onde "assenta a credibilidade externa que ainda temos".

À saída da reunião com o Presidente da República em Belém, onde esteve com outros parceiros sociais, o líder da CIP recusou a ideia de que será necessário um governo de salvação nacional.

"No quadro institucional que temos, com maioria governamental, os partidos saberão dar provas de maturidade e bom senso, apesar destes arrufos que temos assistido. Com a situação que o País vive, [o PSD e o CDS] saberão encontrar caminhos para uma maioria", disse António Saraiva, pedindo também sensatez aos dois partidos.

No domingo o líder do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros reconheceu publicamente que estava contra as alterações na TSU, mas que não bloqueou a alteração para evitar uma "crise de Governo". No mesmo dia o PSD anunciou que iria reunir os órgãos do partido para reagir a esta tomada de posição pública.

"A credibilidade que o País adquiriu e deve manter, pela enorme dependência de financiamento que tem", deve ser mantida, pelo que "temos que gerar factores de estabilidade social e política", disse António Saraiva, reiterando que o anúncio do primeiro-ministro foi a "gota de água".

Ainda assim, acredita que o pilar da estabilidade política foi "agredido mas não demolido. Desejo que os partidos tenham o bom senso de encontrar formas de ultrapassar esta crise e, no quadro parlamentar, com as instituições que temos, saibam encontrar forma de ultrapassar esta crise política".

Saraiva acusou ainda o Governo de ter "adulterado" o acordo tripartido que assinou com os parceiros sociais em Janeiro, pois decidiu as alterações na taxa social única sem os ouvir. Apelou a que o que foi assinado na altura em sede de concertação social seja "integralmente cumprido".

Lamentou que muitas das medidas aprovadas estejam ainda por implementar. "Se cumprirmos o acordo, da maneira como foi aprovado, temos forma de também aí abandonar a crise social", acrescentou.

Quanto à manifestação de sábado, Saraiva afirmou que o "Governo deve retirar ilações da comunicação [de Passos Coelho] e da forma errada como foi feita", que representou a "gota de água" que provocou com a "enorme manifestação" deste sábado. "O Governo tem que saber retirar daqui uma leitura e que não provoque este tsunami", disse.





Fonte: Jornal de Negócios
 
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