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Notícias Companhias aéreas afastam problemas se conflito durar "um ou dois meses"

Lordelo

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"A questão é quanto tempo vai durar. Se durar um ou dois meses, a expectativa geral, não prevemos grandes perturbações", declarou o presidente executivo (CEO) da Ryanair, Michael O'Leary, numa conferência da associação setorial Airlines for Europe (A4E), em Bruxelas.


O empresário irlandês acrescentou que as companhias aéreas estão a registar mudanças nos destinos, que estão a beneficiar países como Espanha, Itália ou Grécia, dentro da UE, ou a Albânia e Marrocos, fora do mercado único, esperando que a situação estabilize se o conflito no Médio Oriente durar "quatro a seis semanas".


"É impossível dizer: ninguém sabe o que vai acontecer no Irão (...). Qualquer coisa para além de quatro ou seis semanas é pura especulação", acrescentou.


Também o responsável máximo da EasyJet, Kenton Jarvis, indicou que o impacto é, por enquanto, limitado.


"De momento, não vemos problemas, mas dependerá de quanto tempo durar", acrescentou.


Já o presidente executivo (CEO) da Lufthansa, Carsten Spohr, indicou que "se as companhias aéreas ficarem sem combustível, haverá muitos outros setores da economia que ficarão sem combustível".


As ações de algumas grandes companhias aéreas, como a International Airlines Group (IAG) ou a Lufthansa, caíram entre 15% e 20% nos mercados desde o início da guerra.


O barril de petróleo Brent para entrega em maio disparou hoje quase 5%, atingindo cerca de 113 dólares, na sequência dos ataques a instalações de gás no Médio Oriente.


Às 06:00 TMG de hoje, o preço do petróleo Brent, a referência na Europa, subia 4,75%, para 112,97 dólares. Entretanto, o petróleo do Texas avançou 1,28%, para 96,54 dólares.


EUA e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz além de ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


A associação apelou ainda à UE para adiar o prazo de 2030 para a obrigatoriedade da utilização de combustíveis sintéticos para aviação, considerando que esses produtos não seriam produzidos em quantidade suficiente.


O objetivo geral de 6% de combustíveis de aviação de origem não fóssil (SAF, na sigla em inglês) até daqui a quatro anos "pode ser mantido, desde que os preços do SAF baixem significativamente", indicou a A4E.

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